6.6.06

Promessas e compromissos

promessas e compromissos que os responsáveis (políticos, autárquicos e outros que tais) deviam ter mais cuidado em assumir. Ou, então, ressalvar eventuais complicações.

Actualização a 8 de Junho: Segundo a rádio Terra Nova, a Câmara vai adjudicar na próxima segunda-feira a construção da pista de remo. Resta saber se foram ultrapassadas as indefinições em torno dos apoios. Mesmo assim, coragem política é o que não falta à maioria que leva por diante o compromisso assumido em Cacia.

5.6.06

Salvador Caetano

Salvador Caetano é um dos grandes industriais do País, tendo construído em 60 anos um grupo diversificado que integra uma centena de empresas onde tem maior relevo o sector automóvel.
A fábrica de montagem de veículos comerciais e de transporte colectivo da Salvador Caetano / Toyota em Ovar funciona há 35 anos e é apontada como unidade modelo de cooperação luso-nipónica.
O Primeiro-Ministro não se cansou de o dizer na intervenção que fez segunda-feira à tarde na sessão comemorativa.
Não houve palavras foi para as dificuldades que a poucos quilómetros a Yazaki Saltano (também uma sociedade participada pela Salvador Caetano) enfrenta para continuar em Portugal.
José Sócrates teve de ouvir ainda alguns reparos menos festivos.
Salvador Caetano foi muito claro a acusar os Governos de serem mais sensíveis a certos pedidos de ajuda do que a outros.
O industrial não esquece que por duas vezes viu serem colocados de parte os projectos que tentou vingar e que poderiam ter dado ao país uma Auto-Europa há alguns anos.
O Primeiro-Ministro preferiu ignorar na sua intervenção também os alertas do vice-presidente do grupo sobre alguns factores de perda de competividade do sector.
E deixou sem respostas os jornalistas que o pretendiam questionar.
Muito apressado, o ministro da Economia só teve tempo para um esclarecimento breve em relação às críticas feitas pela Câmara de Ponte de Lima por causa da nova localização que a IKEA pretende para a sua fábrica em Portugal.
Perguntas incómodas ou pedidos de comentários mais pertinentes é coisa que não agrada nada aos nossos governantes que só têm abertura, na maioria das vezes, para anúncios sorridentes.

3.6.06

Miguel Capão Filipe

Miguel Capão Filipe ainda não explicou as razões que o levaram a sair da direcção do Beira-Mar. No entanto, o vereador em permanência da maioria PSD-CDS/PP terá chegado à conclusão que não poderia estar, formalmente, com um pé no clube e outro na Câmara ao mesmo tempo.
Jorge Greno, outro vereador que foi eleito na actual direcção do Beira-Mar, percebeu isso logo no início do mandato autárquico.
São, de facto, lugares dificilmente compatíveis para estar nos dois lados da barricada, tanto mais quando as relações entre clube e autarquia geram sempre muita tensão.
Alberto Souto, ex-presidente da Câmara, chegou a ser durante algum tempo no seu primeiro mandato presidente da Assembleia Geral do Beira-Mar mas apercebeu-se do erro e pediu o seu afastamento.

Nota: O Diário de Aveiro actualizou a 4 de Junho as informações sobre a suspensão de mandato.
(...) A decisão de sair prende-se com o facto do clube ter passado para uma situação mais confortável em termos desportivos, com a subida à primeira liga, e «tem a ver», conforme disse ontem ao Diário de Aveiro, com o cargo de vereador que exerce no Executivo municipal. Conforme disse, há uma «exigência da disponibilidade» pelo facto do clube de Aveiro passar a disputar a primeira liga «versus a exigência da vida autárquica», acrescentou o dirigente do Beira-Mar com mandato suspenso. Para o presidente do clube, a suspensão do mandato é uma boa opção tomada por Capão Filipe (ler mais aqui).

1.6.06

IKEA

Será que a fábrica da IKEA em Portugal vai para quem der mais ou pedir menos ?

Nem mais

Mau jornalismo
Por Luís Costa (Público, 1 de Junho 2006)

"(...) O problema é que a generalidade das redacções (num movimento contrário ao ciclo profissionalizante das mais poderosas fontes de informação) deixou de garantir a preservação do papel essencial do jornalista, porque isso só se consegue com recursos humanos qualificados e em número suficiente, com gente motivada e boas condições de trabalho, com chefias, editores e directores de indiscutível mérito e experiência acumulada, com gente capaz de impor critérios editoriais aos ditames do marketing e das relações públicas, com estruturas intermédias fortes e actuantes, com um sector de agenda atento, determinante e valorizado, com administrações que saibam conciliar o compreensível desejo de lucro com a especificidade de uma área de negócio que não vende um produto qualquer.
De outro modo, com redacções vulnerabilizadas e a serem literalmente invadidas por jovens jornalistas dispostos a trabalhar quase de graça, até Manuel Maria Carrilho corre o risco de vir a ter alguma razão".

H2 Bicycle

A H2 Bicycle saiu do papel, ou melhor, do computador, e até já se pode dar uma volta.
Por enquanto, é apenas um protótipo e não está totalmente apto.
Um esforço de inovação que só terá plena correspondência no caso de surgirem interessados em fabricar os dois modelos propostos.
O problema é que os custos da futura bicicleta movida a hidrogénio não são muito atraentes e a indústria da região ligada ao sector parece não querer aderir.
A equipa responsável acredita, contudo, que o projecto pode ter pernas para pedalar.