16.8.11

Fotosíntese: Torreira

Às voltas pela Torreira, Murtosa, em terra firme.




7.6.11

Provavelmente uma das melhores músicas de sempre (1)

Impressiona, musicalmente, como este clássico dos Stones, especialmente a versão original, resume tantas décadas do que se fez depois no mundo R&R. Está lá a origem de (quase) tudo.




11.5.11

Vale tudo pelos votos ?

"Muito, muito, muito urgente". Foi nestes termos que o presidente da Câmara de Aveiro, há dias, na Assembleia Municipal, alertou os deputados para a necessidade de aprovar o acordo de doação do edifício do conservatório ao Estado (ME/Parque Escolar) que por sua vez tinha sido doado ao município pela Fundação Calouste Gulbekian.
Menos uma dor de cabeça, com as consequentes despesas, para Élio Maia, que entrega a terceiros o restauro do conservatório.
A ministra da Educação vem a Aveiro subscrever o acordo sem a cautela que a proximidade de eleições e possível mudança de Governo impunha ou talvez por isso mesmo.
Casos passados, também de compromissos em marés eleitorais, como foi um célebre protocolo que iria permitir a construção da pista de remo em Cacia, aconselhariam alguma reserva em decisões destas, para não se ficar com uma sensação de fraude política.
Recato deveriam ter também outros protagonistas políticos em funções oficiais por estes dias, evitando a distribuição de subsídios e medalhas que se podem confundir facilmente com fins eleitoralistas ou visitas muito oportunas sob a capa ministerial que parecem mais ajustadas a calendários partidários para tornar a cabeça-de-lista conhecida do povo.
Vale tudo pelos votos?

29.4.11

Beira-Mar apanhado fora-de-jogo


Felizmente para o seu desempenho desportivo, o Beira-Mar vai conseguindo melhores resultados em campo do que a tratar da imagem, onde é apanhado recorrentemente fora-de-jogo.
O clube, por força da presença na elite do futebol português, tem grande exposição mediática e suscita interesse jornalístico.
Aliás, quase tão importante como marcar golos na baliza adversária e ganhar pontos é saber potenciar, comercialmente e não só, essa visibilidade que pode valer muitos milhares de euros em cada época, se transformada em publicidade e vendas (incluindo ingressos).
O que impõe o bom acompanhamento do trabalho da imprensa, a par de outros cuidados ao nível da comunicação.
Não tendo quem faça esse trabalho com saber, bastaria o convívio com os principais clubes do País para, pelo menos, ter algum conhecimento das exigências a este nível e agir em conformidade.
Posto isto, é estranho que ainda sucedam episódios lamentáveis como os que rodearam a ausência de Rui Bento.
O Beira-Mar, repetindo falhas de sucessivas direcções,  que já fazem parte do anedotário, não soube, ou pior não quis, prestar os esclarecimentos adequados (informação correcta) e deu azo a uma enorme confusão e até a mal estar entre as duas partes da barricada.
Rui Bento não gostou de ler que esteve no Brasil de férias e negou ter sido assaltado (ouvir som NotíciasdeAveiro.pt), reclamando mais profissionalismo dos jornalistas que não podem, eventuais falhas à parte, ficar com a culpa toda. Até porque, afinal, quem desvirtuou a verdade, até com mentira de perna curta, pode bem figurar entre os responsáveis do clube.
A não repetir, para evitar a má imagem de uma casa desgovernada e sem rigor no que se transmite para fora de portas.

Os desportivos A Bola, Record e O Jogo e ainda Diário de Aveiro acompanham, regra geral, diariamente o Beira-Mar.  
A conferência de antevisão da jornada seguinte é coberta normalmente, exceptuando os jogos com os três grandes, ainda pela Lusa, rádio TerraNova e NotíciasdeAveiro.pt.
Há quem se veja forçado, eventualmente por falta de meios, a saber das últimas à distância, por outras formas para ter mais algum futebol na linha. Só é pena que façam copy past do essencial sem a delicadeza ética de citar da fonte original, como sempre fazem das agências ou jornais grandes, só porque se trata de uma publicação on-line local. As boas regras da prática jornalística aplicam-se a todos. 


28.4.11

FMI

Vivemos dias do Fim dos Matrimónios Indestrutíveis (FMI).
Após quatro amigos e familiares próximos terem resolvido, curiosamente todos a bem, desatar o nó, que os antigos diziam ser cego, eis que se aproxima um casório para quebrar o que se ameaçava transformar na regra. Felicidades, desde já, para os noivos.
 

Fertilizante eleitoral

A fertilização das terras de cultivo tornou-se uma ciência que as modernas explorações agrícolas tentam melhorar para tirar o máximo de proveito.
Pedro Passos Coelho foi a uma quinta em Nariz, Aveiro, onde viu os ensaios com estrume tecnologicamente modificado, quase sem o odor clássico e que praticamente não suja as mãos. Ao contrário do que acontece, não raro, durante as campanhas eleitorais.


21.4.11

Teoria da conspiração ou os males da inveja

A forma como nos deixámos governar mal e alguns se governaram muito bem não explica tudo na crise financeira que ameaça colocar o País na bancarrota.
Os que lançam ataques especulativos, a coberto da mão invisível que move as agências de rating, e aqueles que agora fazem da solidariedade europeia palavra vã esquecendo o seu próprio passado, têm, na verdade, dor de cotovelo.
Invejam o nosso sol, as praias e as serras a meia hora de auto-estrada, a comida, as tolerâncias de ponto e pontes que nos dão tempo livre para sermos felizes como eles nunca serão.

11.4.11

"Paz e tranquilidade", Silva Vieira dixit

Quando tudo era simples e até resultava.
Já agora, um jogo: reconhece as velhas guardas da imprensa escrita e falada aveirense ?



8.4.11

Complexos

O presidente da Câmara de Aveiro parece continuar a exercer o cargo com inexplicáveis complexos de protagonismo político, que dá a entender evitar a todo custo.
Ou então, o que é mais grave, não se apercebe de quando é esperado que assuma essa liderança que lhe foi renovada por decisão democrática para um segundo mandato.
A última reunião pública do executivo, que até contou com algum público,  trouxe mais alguns exemplos em que a discrição de Élio Maia não deixa de causar estranheza.
Uma intervenção técnica antevendo a revisão (não só cartográfica mas também estratégica) do PDM sem o necessário enquadramento político prévio do líder da edilidade só pode ter sido distração.
A deliberação de abertura de concurso para o há muito desejado porto de abrigo de S. Jacinto merecia também, pelo menos, uma introdução depois de tantas voltas que o processo deu.
Não seria criticável fazer "render o peixe" de uma bandeira que a maioria consegue hastear.
Compreende-se ainda com maior dificuldade que seja um técnico a dar conta em primeira mão, publicamente, do importante acordo com o Ministério da Educação que tira da alçada da Câmara o emblemático edifício do conservatório, motivando de Élio Maia não mais que um rodapé, de escassos segundos, a congratular-se com o diálogo entre as partes.
A oposição aqui também não fez o trabalho de casa. Deixou passar sem esclarecimentos as implicações da doação do edifício à Parque Escolar na distribuição de verbas do Parque da Sustentabilidade, que prevê o financiamento do restauro do conservatório. 

7.4.11

Precipício

Aos 67 anos, JMS perdeu a vista mas não a visão. O exemplo do empresário de Estarreja que numa década transformou a oficina onde fazia atrelados para a lavoura na maior fábrica ibérica de mobiliário hospitalar faz-nos acreditar que Portugal tem remédio dentro de portas para atacar a sério o que as anestesias externas só aliviam. Por muito doloroso que seja o tratamento. A alternativa é sucumbir, mas ainda há tempo de dar um passo atrás e fugir à queda do precipício.

5.4.11

Empregos em tempos de falta de trabalho

O Presidente da Câmara Municipal fez alusão ao emprego onde “num passado muito recente, vimos nascer no nosso Concelho diversos investimentos e a criação de diversos postos de trabalho, estando outros já aprovados e em vias de concretização” refere Élio Maia.
No total, foi aferido que são 3.300 postos de trabalho “criados recentemente ou cuja criação está já absolutamente confirmada e prevê-se que com a construção do parque da Ciência e da Inovação sejam definidos cerca de 10.000 empregos” (ler mais).

24.3.11

PEC (ados) fatais

A adrenalina é tanta que a classe política hoje nem vai conseguir dormir mergulhada que já está no jogo pelo poder, influências e interesses.
A maioria dos portugueses têm insónias devido à crise que governantes e oposições deixaram alastrar com culpas mútuas.
A democracia excita-se com eleições, devolvendo a palavra ao povo que se vê confrontado com um cada vez mais mero formalismo. Mudar para ficar tudo na mesma.
E claro, já se sabe que é o mexilhão quem vai pagar quase tudo no final.
Independentemente dos próximos protagonistas, as previsíveis decisões terão as mesmas consequências reais.
Curiosamente, na mesma tarde em que a oposição tirava o tapete ao Primeiro-Ministro na Assembleia da República, em Aveiro o Governador Civil distribuía 160 mil euros por algumas associações locais, realçando "o esforço feito em momento de crise".
José Mota acabou exortando os presentes “a trabalharem no sentido da procura da felicidade”.
Ora, façam lá então esse favor.

Os principais protagonistas, para memória futura





4.3.11

Roupinha ao sol

Dizem que vem chuva no entrudo, aproveitam-se os raios de sol. 
Muita roupinha seca um freelancer.

28.2.11

Liberdade


Manuel Godinho saiu hoje da cadeia de Aveiro para continuar preso em casa. Livre como um passarinho quando muda de gaiola.
O sucateiro de Esmoriz, que adora futebol, caiu na desgraça quando começou a lidar com o lixo da política. Altas influências (a pedido ou oferecidas, ainda se está para ver) favoreceram, dizem os investigadores, grandes negócios com dinheiros públicos.
Um doce para as polícias que ainda encontraram de brinde escutas comprometedoras para altos responsáveis.


À mesma hora, no estádio de Aveiro, Leonardo Jardim deixaria o presidente do Beira-Mar de boca aberta, não por recusar a proposta de renovação, mas por querer deixar o clube já, libertando-se de um "peso". 
Fica preso apenas ao acordo prévio do Beira-Mar se até ao final da época quiser formalizar vínculo. O que, disse o próprio, não parece ser hipótese e, assim, nada mais renderá ao clube no final da época que não parte de leão do mérito, espera-se, da permanência ainda por garantir matematicamente. Já não seria mau para ambas as partes se houver um final feliz.
Ambicioso, o técnico, que promoveu equipas em duas épocas seguidas, uma das quais à Liga maior, libertou-se do Beira-Mar mas fica refém da sua própria táctica (deveria registar os direitos para não ser copiado). Um risco calculado para não ficar fora-de-jogo, apesar de negar ter propostas de Portugal.

25.2.11

Lavoura na Avenida

Não são as famosas hortas sociais de Aveiro.
O abate de árvores deixou muita terra para lavrar na Avenida Lourenço Peixinho. É tempo de preparar a próxima sementeira, ainda que estejam anunciadas para este ano ainda as primeiras obras de qualificação.
O que irá florir naquelas paragens?  

24.2.11

Em directo e ao vivo para os telemunícipes


Com uma mobilização de meios extraordinária a Assembleia Municipal (AM) de Aveiro estreou-se, com vaidade, na transmissão das sessões pela web. Já não era sem tempo, para uma das primeiras cidades digitais.
Três camaras, outros tantos operadores, uma regi recheada de equipamento e mais técnicos talvez se justifique para tudo correr bem na emissão histórica, por ser a primeira.
O sistema  esteve sempre no limite dos escassos cerca de 50 utilizadores permitidos, mas viram-se muitos deputados também ligados a ocupar lugar.
Com as rotinas das sessões (sempre demoradas e repartidas por vários dias) a mesa da AM e a Escola Profissional de Aveiro (que cede os meios técnicos e humanos), possivelmente, concluirão que não há necessidade de tanto, nem a Internet exige qualidade de televisão.
A emissão em contínuo é útil para quem se interessa pelos grandes debates políticos seguir as trocas de galhardetes no aconchego de casa e comentar animadamente no chat. Talvez os vogais se preparem melhor, fazendo mais trabalho de casa.
Ajudará também, em muitas das reuniões, quem sofre de insónias.



22.2.11

Água dura em pedra mole

As obras (anuais) de manutenção no que resta da praia do Furadouro, Ovar.
Este ano, incluem como bónus a reconstrução de uma zona dunar destruída para ser transformada em estacionamento.
Ainda terá salvação ?
Ou faça-se um corte a régua ao que está perdido, como aparece em estudos técnicos oficiais.

21.2.11

GNR passa a ter um quartel "General" em Arouca


A GNR de Arouca tinha o pior quartel do distrito de Aveiro. Agora é motivo de inveja entre a guarda.
A mudança tardou mais do que se previa por falta de ligação à rede eléctrica, mas a casa nova, inaugurada no sábado, com a presença do ministro Rui Pereira, está já operacional.

"Passou do 8 para o 88" como disse o pároco do Burgo após a bênção do novo edifício, um verdadeiro "quartel General".
O ministro que está por estes dias sob mais fogo cruzado entusiasmo-se de tal forma com a obra que afastou comentar quaisquer outras questões da sua tutela "para não desvirtuar" a cerimónia que até correu bem, ao contrário do que tem sucedido quando governa.

14.2.11

Congresso da CIRA sem intervenção do município anfitrião ?

Um postal de FNB que chega da Assembleia da República. "Pela minha parte, gostaria de saber se o autarca aveirense foi marginalizado ou optou, ele próprio, por se secundarizar. Uma das hipóteses é ofensiva, a outra é simplesmente triste. Ambas são graves!" (ler).

12.2.11

Não foi convidado, mas também não se vai oferecer...


Azelhice, impasse à espera das eleições,  guerra psicológica ou mesmo o anunciar de fim de um ciclo ?
O futuro de LJ no Beira-Mar continua indefinido.
"De saída podemos estar todos". Para já, mensagens codificadas e só para bons entendedores (som).

11.2.11

O homem da escavadora


Se Cavaco Silva é homem do leme, José Sócrates ameaçou tornar-se o homem da escavadora.
No lançamento da primeira pedra da fábrica de baterias da Nissan, em Aveiro, o Primeiro-Ministro arrancou aplausos na forma como manobrou a pá.
Os nipónicos podem ter a tecnologia que promete revolucionar os veículos eléctricos, mas quanto a abrir buracos o chefe do Governo evidenciou estar mais à altura da tarefa do que o executivo da Nissan que o precedeu.





8.2.11

Força de expressão

A pretexto de cargas e descargas, já se estaciona à vontade na praça do Peixe. "Sujeito a reboque " é uma das forças de expressão em que Aveiro se tornou pródiga. Aproveite.

2.12.10

Do mal, o menos

Entre a divulgação tida como surpreendente da NASA e a escolha de Portugal para o mundial, espero que se confirme (apenas) a primeira. Pelo menos, não deve sobrar para os contribuintes do costume pagar as contas.
E se os russos estão tão interessados, que levem a competição.
Tragam para cá os extraterrestres e a atracção seria bem mais lucrativa.

Telegráfico

- O jornalista Daniel Rodrigues teve a coragem de assumir tarefas cívicas que tantos de nós evitamos por manifesto comodismo, com a desculpa do pretenso (falso) estatuto de imparcialidade a que deveremos obediência.

- O Beira-Mar paga a credores com a ajuda de dinheiro emprestado por um misterioso particular. Não é mais do mesmo ?

-  Teste; um, dois, teste. Escritos e ditos que se comenta em surdina para não ferir susceptibilidades.

22.10.10

Teatro Aveirense lança mais um ex-director artístico

Desde 2005 que tem sido um corropio de directores artísticos no Teatro Aveirense.
João Aidos, Paulo Ribeiro, Rui Sérgio, Ana Figueira, Maria da Luz Nolasco e Pedro Jordão desempenharam aquelas funções na principal sala da cidade, mais poupadinha à medida que o tempo das vacas mais gorditas foi passando.
O ex-programador do Mercado Negro decidiu agora sair de cena sem comemorar o primeiro ano de actividade, queixando-se de um drama da vida real de todos nós nos tristes dias que correm.
Não deixa de se estranhar, até porque Pedro Jordão estava avisado para o pior e deveria contar bem os euros culturais.
Terá acontecido algo no último mês atrás do pano para conduzir a este desfecho ?
Aguarda-se pelo próximo responsável de sala. The show must go on.

21.10.10

Os directores passam, o treinador fica (até ver)


Leonardo Jardim arriscou pegar no instável Beira-Mar e teve sucesso, alcançado uma ascensão em tempo recorde à Liga maior do futebol português.
O madeirense nunca teve a vida facilitada à beira ria e assiste agora a nova temporada de uma novela que não queria reviver.

O clube mais representativo da região, fora de campo, joga sempre contra si, tardando um pacto entre ex e actuais dirigentes que permita, sem arrestos e penhoras, aplicar o que se aprende a quem se inicia no Galitos:  remar para o mesmo lado é, certamente, bem mais útil para chegar à meta.

Reciclagem

15.10.10

Há vida ao lado das Scut

A estrada nacional 109 leva-nos de volta ao país real.
Onde se vai devagar e devagarinho. Mas também lá chegamos.
Pelas terras e gentes que eram de todos os dias antes de viciados em auto-estradas.
Voltamos a entrar em cafés, restaurantes de estrada e gasolineiras, áreas de serviço com simpatia autêntica sem cobrar preços de ricos.
Há vida em cada cruzamento da nacional 109, mesmo ao lado das Scut.

7.10.10

Em risco de 'gripar'


Por razões que ninguém ainda explicou, para além da verdade oficial conveniente, a coligação PSD-CDS corre o risco de 'gripar'.
O executivo ficou partido aos bocadinhos com a mudança de pelouros que causou estilhaços políticos na Assembleia Municipal.
A vingança serve-se a frio e o presidente da Câmara foi obrigado a ouvir, no tempo, local e modo, o que não esperava.
A 'posição' tenta calar o PS com um episódio passado, mas as diferenças são mais que óbvias.

5.10.10

Era escusado...



...perguntar o que uma funcionária do Beira-Mar perguntou no reencontro com Paulo Sérgio, treinador do Sporting, depois de um doloroso empate em Aveiro: "- Tudo bem ?". Resposta sincera do forcado ribatejano:- "Nem por isso...".

... o comunicado da direcção do Beira-Mar ao intervalo. Arrisca-se perder alguma razão que possa ter no caso que envolve António Sousa, ex-técnico, antigo jogador e sócio do clube. Esperam-se queixas públicas, do mesmo estilo, em relação a outros credores, de valores com muitos mais zeros, também sócios, muito afoitos em penhoras e afins.

... o presidente ter prometido pagar esta quarta-feira os salários ao plantel em caso de vitória. O empate justifica o salário. E não fosse tão fraca de pontaria, a equipa poderia estar à frente do Olhanense, pelo menos, e fazer sensação.

1.10.10

Estádio (gerador) de pesadelos


O corte da luz, por alegada falta de pagamento à EDP, voltou a trazer o estádio de Aveiro para a ribalta, quase com o destaque conhecido por um anterior episódio, a ideia de demolir o dito cujo.
O insólito, que acaba por motivar curiosidade, e por arrastamento interesse jornalístico, enquanto momento de crise, deveria ser tratado, dizem as regras para enfrentar estes casos, com clareza e cabal esclarecimento.
O comunicado não é nem uma coisa nem outra, pelo contrário deixa lugar a mais "burburinho" especulativo.
O melhor é manter o gerador por perto.

28.9.10

Bacalhau presidencial

A crise económica ameaça abrir uma crise política nacional a pretexto do Orçamento de Estado.
Uma preocupação do Presidente da República que passou praticamente ao lado da visita que fez a Aveiro e a Ílhavo.
Ribau Esteves presenteou Cavaco Silva com um banho de multidão, sempre agradável em pré-campanhas, e ainda um bacalhau.
O Chefe de Estado agradeceu ambas.

21.9.10

Resistir ao "bota abaixo"

O PS deve fazer "críticas construtivas e apresentar alternativas". Foi a sugestão de acção política que o presidente da concelhia socialistas ouviu do militante José Gonçalves durante o debate sobre a revisão do Plano de Urbanização Polis que a maioria de direita que levar por diante.
Eduardo Feio foi aconselhado a não entrar no "bota abaixo".

Ajeitar os passeios às pessoas


Antes uma cidade a pé do que apeada.
Não será tão simples como os técnicos e autarcas dizem ajeitar os passeios às pessoas, mas merece nota positiva o esforço para evitar tropeções e corridas de obstáculos para carrinhos de mão.
A auditoria andou pelas zonas em melhoras estado e terminaria na inevitável praça do Peixe que, curiosamente ou talvez não, estava um brinco. Sem beata que se visse.

17.9.10

Dias sem carros (estacionados) numa rua de Aveiro















Tentou-se de tudo para impedir o estacionamento abusivo. A bem não resultou.
Sinalização, traços contínuos, vigilantes voluntários e até cães polícia que os verdadeiros agentes é raro vê-los por ali.
Vai a mal, com uma fila de pilaretes ainda frescos. A eficácia é garantida, o impacte visual também. Cuidado, igualmente, é com o impacto nos ditos.

16.9.10

"Quantos são ? Quantos são?"

Élio Maia, em estilo, pega de caras a reentré autárquica mais animada dos últimos mandatos em Aveiro (excepto, talvez, as épocas eleitorais).
Depois de uns dias, escassos, a retemperar fora dos Paços de Concelho, um regresso com decisões politicamente tão sensíveis como imprevisíveis.
Aguardam-se explicações e esclarecimentos.
[Arquitectos , Bloco de Esquerda e DREC]

14.9.10

Intervenções estéticas



São opções politicas discutíveis estas intervenções estéticas que pegaram moda em Aveiro.
Até podem ser úteis, quando é necessário tapar vazios mais feios sem remédio (que trate da doença tão rápido como se gostaria) ou importa dar nas vistas.
Mas sem abusar da técnica. Caso contrário, um dia destes acordamos com a cidade toda coberta.

25.8.10

"Jorge Jesus da Segunda Divisão"




























Não é apenas pelas semelhanças físicas que lhe chamam o "Jorge Jesus da Segunda Divisão".
Filipe Moreira também dá um show de banco parecido, como alguns assistiram em Oliveirinha
O treinador do Tondela acabou em cócoras ao ver a sua equipa derrotada pelo Beira-Mar por 4-0. Era apenas um treino, mas o homem ficou irritado,tal como o sósia.

PM rebaptiza estaleiros


Sócrates anda pelo País na quinzena maior de férias para a maioria dos portugueses a 'cavalgar' sucessos empresariais a quem saíram brindes atribuídos pelo QREN.
Os contemplados não podem, por isso, deixar de abrir as portas ao primeiro governante do País.
Assinaturas de contratos que acontecem com indicadores económicos a ganhar tons mais optimistas.
A tentação de anunciar o fim da crise só é travada quando vem à memória uma das mais célebres gaffes de Manuel Pinho, chifres à parte, à porta da Universidade de Aveiro quando estava para começar um dilúvio financeiro.
O PM foi às docas dos irmãos Martins marcar o inicio, ao que se espera, de uma nova era na construção naval e acabou por cobrar a ajuda estatal baptizando os velhos estaleiros de "Navalrio", apesar de estar de frente para a Ria de Aveiro.

17.8.10

Improvisar o que deveria ser acautelado

Há estrangeiros que fazem milhares de quilómetros apenas para usufruir desta praia, na cada vez mais concorrida costa vicentina.
Os portugueses continuam a tratar mal muitos dos seus principais destinos de Verão e que garantem grande parte da actividade turística associada, apesar dos riscos de arribas e outros como o exemplo da imagem mostra.
Tardou um prego para fixar os degraus soltos e alguém decide improvisar evitando acidentes. Assim ficou.

29.7.10

Beira-Mar on-line

A pouca actividade do site do Beira-Mar tem uma explicação: só dá boas notícias e mesmo assim nem todas.

Pronto-socorro, sempre.

O fogo, natural ou posto, levou homens e máquinas a limites como há muito não se via na região de Aveiro. Os bombeiros, hoje mais capacitados e profissionais nas respostas no terreno, atiram-se às chamas. E não sucumbem com facilidade aos reacendimentos traiçoeiros.
Sejam os que acontecem no meio da floresta em pontos quase inacessíveis ou de habituais porta-vozes políticos. Uns a despropósito, reclamando para si todas soluções mágicas vindas dos céus. Outros manipulando estatísticas para justificar o injustificável.

22.7.10

Canções que não me saem dos ouvidos



Capitania

A antiga Capitania do Porto de Aveiro usada agora para suporte de outdoor.
Será uma nova fonte de receitas ?
Resulta é certo, mas não havia necessidade.
Se a moda pega, teremos tudo que é edifício coberto de tarjas promocionais gigantes.

21.7.10

Nem a(c)ta nem desata

A presidência da Câmara de Aveiro já tem sido criticada pela oposição na Assembleia Municipal por atrasos na publicação on-line das actas das reuniões do executivo.
Por estes dias, no site camarário a última ainda é de Maio. E em duas privadas, faltam páginas.
Distracções.

9.7.10

Parque da insustentabilidade ?

O Alboi no centro do debate esta noite na Assembleia Municipal que vai também fazer a ponte para o Rossio.
Élio Maia, presidente da Câmara, já poderá ter antecipado parte das respostas (ouvir).

Mercado dos legumes

Não foi assim há tanto tempo, mas hoje parece que a imagem do mercado Manuel Firmino a fervilhar tem uma eternidade.
O povo mudou os hábitos de compras e não retornou quando a casa abriu renovada.
As bancas contam-se hoje quase pelos dedos de uma mão, mas ainda vale a pena, por alguns preços, qualidade, diversidade e comodidade.
O edifício vai ter agora funcionalidades multiusos, com mais ou menos gala para não passar o tempo às moscas.

1.7.10

Beira-Mar é "candidato à descida"

Boas práticas em campo para contrariar a teoria que condena, já, o Beira-Mar ao fundo da tabela quando todos começam a zero, favoritismos à parte.
Leonardo Jardim nem precisava de baixar expectativas, que o plantel em formação, manifestamente, não deixa, para já, os adeptos encararem com descanso e confiança o regresso à Liga Sagres.

Teimosias

Não está na lei, mas um presidente de Câmara sabe que tem de ser teimoso para sobreviver politicamente.
Apoiantes e detractores usam o epíteto, que não tem de ser necessariamente depreciativo.
Alberto Souto era apelidado de "um grande teimoso" entre próximos que viram nisso uma virtude.
O contrário do que sentiam os socialistas que irritava solenemente ou outros opositores .
Para o bem ou para o mal, Élio Maia também não é excepção. Uma teimosia que pode quebrar de quando em vez: "Muitas vezes aconteceu já fazer correcções de percurso em função de ideias brilhantes".
A teimosia da parceria público-privada para as escolas é uma das primeiras inflexões do mandato. Veremos o que se segue.

PREC 2010

Por 50 cêntimos já se faz uma insurreição popular.

29.6.10

Aos costumes

Vitória espanhola pela margem mínima, com oportunidades máximas.
Sem contestação.
Eduardo é que não merecia tal castigo.
Aos costumes, caímos vítimas de respeitinho a mais pelo adversário, alguns equívocos e também o habitual azar. O fim de uma prestação no Mundial que nunca chegou a gerar grandes entusiasmos.
O futebol já não vai distrair tanto o povo e não é a suspender portagens nas SCUT que Sócrates ver-se-á livre de dores de cabeça nos próximos longos tempos.

Até os comemos !

25.6.10

24.6.10

O fim do modelo de vida SCUT

Dói.
Pois vai doer cada vez mais.
Nem na era soviética, da qual Cuba é dos seus últimos herdeiros, embora já em fase de renegar os princípios, o modelo de vida sem custos para o utilizador (SCUT), a que nos estávamos a habituar, em perfil de auto-estrada, vingou.
As modernas engenharias financeiras, ditas parcerias publico-privadas que os governos sedentos de obras para cartazes eleitorais compraram revelaram-se ruinosas às primeiras facturas, entretanto, reembolsadas à cobrança de quem, habitualmente, as acaba por pagar, de uma maneira ou outra: o cidadão.

16.6.10

Novo desporto nacional


É um novo desporto nacional: bater na selecção que é de todos nós só quando ganha.
Mesmo após um empate, em jogo inaugural, que deixa tudo em aberto, com uma fantástica equipa marfinense, sem cometer erros que podiam sair caros mais adiante.
Esquecemos os sucessivos campeonatos europeus e mundiais que ficávamos a ver pela televisão.
Agora somos hiper exigentes da prestação do onze nacional, como se resolvesse todas as nossas frustrações e angústias. O ideial para servir de bode expiatório.
Com um grande problema entre mãos, Carlos Queiroz, na verdade, também não ajuda. Coloca-se a jeito e dá o mote que os 'velhos do restelo' precisam quando as bolas, por manifesta fatalidade, teimam em ir ao poste.

11.6.10

Dor de cabeça mundial ...

Pior ainda, se a selecção das quinas não tiver antídoto.

Carteira nas mãos de gente boa

Deixei de usar carteira. Perdi-a duas vezes, outras tantas foi-me devolvida por gente boa. Não arrisco mais, esgotei o crédito de sorte.

O fim dos programas de autor

O fenómeno de audiências (original) das rádios locais resultou em grande parte dos programas de autor.
Raros resistem à praga das playlist e de modelos que foram tomando conta das emissoras com os seus responsáveis a fugirem do figurino tipo 'antenas livres', de proximidade, tentados ou obrigados a entrar em formatos mais fáceis de viabilizar.
Os programas de autor, espaços criativos de liberdade, são, habitualmente, os primeiros sacrificados, como se soube no caso da transformação em curso na Aveiro FM.
Perderam-se ao longo dos anos momentos singulares, de eruditos até, que eram o 'sangue' das rádios locais, na maioria dos casos por carolice, e sem o qual as ditas acabam, manifestamente, por não fazer sentido.
A Internet poderá tornar-se a bóia de salvação para alguns destes programas que, pela dedicação e conhecimento dos seus autores, merecem continuar a ter público.

9.6.10

República

Graças ao BE, a encenação histórica do Centenário da República organizada por escolas de Aveiro teve uma visibilidade inesperada.
As vestes que deveriam parecer fardas da Mocidade Portuguesa, motivo de maior celeuma, não foram exibidas no desfile para não ferir susceptibilidades.
Apesar da polémica, ou talvez por causa dela, a aula prática não será esquecida tão depressa pelos actores que tiveram como palco uma avenida mítica da luta anti-fascista.
Foi ali, há 37 anos, que activistas do 3º Congresso da Oposição Democrática reunidos na cidade foram reprimidos à bastonada, a mando de um regime no seu estertor.
Era tarde e não valeu de nada. O caminho para a Liberdade estava aberto.