12.11.07

Bombeiros

O acidente ocorrido esta manhã na A1, envolvendo um derrame de acido perigoso em plena auto-estrada, teve resposta em bom plano dos meios de socorro.
Aveiro, reflexo também da sua dinâmica económica, possui hoje uma boa parte das suas corporações de bombeiros bem equipadas para situações inerentes aos riscos da região.
Albergaria, Feira e Oliveira do Bairro estiveram à altura do desafio que encontraram num cenário de deitar as mãos à cabeça e que poderia ter sido uma tragédia maior.
Mais do que bombeiros, os homens no terreno revelaram-se técnicos especializados e provaram ser competentes para sinistros.
A unidade de controlo ambiental da Feira é actualmente um dos prontos-socorros no Centro / Norte mais requisitados para trasfega de produtos perigosos sob a coordenação do afável alemão Udo Schmellenkamp, segundo comandante.
As paredes do velho e acanhado quartel de Albergaria não fecharam ao longo dos anos os horizontes da corporação local que sob o comando esclarecido de José Ricardo tornou-se numa mais versáteis da região.

8.11.07

Defesa da costa

O Verão tardio compôs o cenário para a visita ministerial que serviu para anunciar mais 5 milhões de euros para gastar em pedra no litoral de Ovar.
Nunes Correia já deveria ter lido muitos estudos técnicos sobre o problema mas ao ver, no terreno, ainda que num dia calmo, não deixou passar alguma surpresa pela forma como as localidades de Esmoriz e Cortegaça, especialmente, têm sido fustigadas.
As medidas de fundo, de que tanto se fala quando as marés vivas entram pelas casas dentro, ficam para outra altura. Nesse dia, pode é ser tarde.
Mas há também sinais que algo poderá estar a mudar, prevenindo estragos maiores.
Não digam é que não foram avisados com tempo por quem estuda estas coisas das dinâmicas costeiras.

5.11.07

Biblioteca de Ílhavo

Os vereadores do PS tiraram algumas horas de sono este fim-de-semana a Ribau Esteves ao denunciarem que os terrenos da biblioteca voltaram aos antigos donos após uma acção judicial que correu discretamente.
A polémica rebentou sexta-feira, esteve sábado e domingo em lume brando antes de merecer um esclarecimento mais cabal.
O presidente ilhavense justificou, demoradamente, as razões que levaram o tribunal a decidir favoravelmente à reversão da propriedade, bem como a argumentação em defesa da Câmara.
O autarca e secretário-geral do PSD pareceu algo cansado esta segunda-feira, confundido por duas vezes Tribunal de Contas com Tribunal Constitucional mas não foi meigo com os socialistas.
Nas explicações dadas, ficou, contudo, evidente que o processo do chamado palácio de Alqueidão teve muitos compromissos que ficaram por cumprir pelas duas partes.
Apesar da sentença, a maioria PSD garante que vai continuar a empenhar-se no diálogo para convencer os privados a chegar a um acordo, evitando uma guerra sem fim nos tribunais.
Ribau ainda acusou os socialistas por, ao trazerem o assunto 'a lume', ainda estarem a dar força às pretensões da empresa que, como disse o presidente, tem outros assuntos pendentes no concelho que pretenderá ver resolvidos.
O caso faz lembrar outro idêntico em Albergaria-A-Velha, que saiu caro à Câmara local.

30.10.07

Ovo de colombo

A parceria público-privada inventada pela Câmara em Aveiro que vai meter escolas e estacionamentos parece um ovo de colombo. Demonstra criatividade e busca de soluções para encontrar receitas em tempos de vacas magras.
Uma jogada de risco que os privados saberão avaliar muito bem antes de se atravessarem no negócio. Se aceitarem o desafio, a maioria PSD/CDS-PP poderá tirar bons dividendos futuramente.
Mas também já serviu para fazer um pouco de (má) política.
O presidente da Câmara poderia ter criticado o PS por muita coisa mas dizer que é contra a construção de escolas desta forma é que não fica bem.

Boas influências

O Subsecretário de Estado da Administração Interna, por sinal aveirense, foi a Oliveira de Azeméis atender uma reivindicação do PS local que tinha o trabalho de casa bem feito. Boas influências que podem não agradar muito à maioria PSD oliveirense.

Mercado de Ovar

O mercado de Ovar está a ser uma grande dor de cabeça para a maioria PS liderada por Manuel Oliveira.
A meio do mandato, pode ter consequências políticas imprevisíveis.
A ASAE foi apontar o dedo a males que eram conhecidos localmente há muito.
Os projectos de requalificação não sairam do papel a tempo de evitar a ordem de fecho que deu um forte pretexto para a oposição local atacar a gestão camarária, que deveria ter dado mais prioridade a uma das obras mais necessárias, e faladas, da cidade.
Para já, a forma como a Câmara respondeu à investida da ASAE revelou alguma fragilidade que pode sair caro.

23.10.07

Inovação

Mesmo sem existir uma marca institucionalizada, como sugere o presidente da PT Inovação, a inovação há muito que se tornou uma das grandes referências empresariais da cidade e região que lhe está mais próxima.
Paulo Nordeste defende uma abrangência maior deste espírito a outras áreas, para atrair investimento e quadros qualificados.
Na prática, isso tem acontecido. Centros de desenvolvimento importantes vieram cá parar por alguma razão e atrairam as atenções de outros.
A marca pode ser criada mas também surge de forma espontânea. Em Aveiro foi assim, por um movimento amplo do qual a Universidade tem activo papel.
As empresas ligadas às telecomunicações e novas tecnologias organizadas na Inova-Ria dão, igualmente, uma boa ajuda .
No entanto, a visibilidade de alguns eventos poderia e deveria ser maior.
Por exemplo, o encontro de hoje acaba por ficar muito para consumo próprio. Não seria possível seguir os trabalhos à distância, num computador com Net. Alguns dos associados dispôe de tecnologias para isto e muito mais.
Perdeu-se mais uma oportunidade de demonstrar o que estão a fazer por todo o mundo.
Em casa de ferreiro, espeto de pau diz o povo e, geralmente, assim é.

22.10.07

Treinadores

Dois treinadores em alta no futebol português que viveram no Beira-Mar fases baixas das suas carreiras.
De pouco valeu o saber e talento de Cajuda e Carvalhal que tantos pontos rendem na Liga, principalmente no caso do actual técnico sadino que lidera a equipa surpresa da época.
Nenhum foi o salvador da conturbada nau aveirense, por motivos diferentes.
A história ainda está por escrever.

Uff!

Em dia de aniversário da coligação, a avalanche de propostas deixou o PS sem tempo para a necessária digestão política.
O presidente já devia prever, mas fez cara feia.
Élio Maia, que deu total protagonismo na apresentação das medidas ao vereador Pedro Ferreira, acabaria por aceitar o pedido dos socialistas que vão agora ver com mais calma o que andou a ser cozinhado pela maioria.
A ementa, que promete ser o prato do dia nos próximos tempos, começou com um empréstimo de entrada, depois seguiu-se um prato servido pela PDA e a sobremesa teve o sabor a parceria público-privada.

18.10.07

Câmara de Aveiro

Grande parte das respostas do presidente da Câmara nas entrevistas (Diário de Aveiro e Rádio Terra Nova) que tem dado por estes dias em que completa dois anos de mandato não fugiram do que tem dito, por exemplo, na Assembleia Municipal. A notícia seria o contrário, evidentemente.
Quando muito poderia acontecer um deslize nalguma 'casca de banana' que a activíssima assessoria de imprensa se tem esforçado por retirar do caminho.
Élio Maia aparece, nesta altura, contudo, com um discurso mais político, no sentido em que introduz análises de maior consistência, com perspectiva e prospectiva - e isso não tinha ficado claro até agora.
Numa fase crucial do mandato, é uma nota positiva.
Até para a oposição, que sabe com o que poderá contar.
Independentemente do que se possa pensar das opções que ganham força.
O presidente marcou as entrevistas antecipando avanços na carta educativa, medidas de saneamento financeiro e nas privatizações dos SMA/MoveAveiro.
Aproxima-se a abertura de concursos num percurso desbravado pela anterior maioria que os actuais inquilinos validaram no essencial.
Revela também que já aprendeu alguns truques úteis para gerir a agenda mediática, o que não quer dizer que seja necessariamente mau.
Menos feliz é reafirmar que já ficaria contente se o mandato terminar com menos um funcionário da Câmara ou que a dissolução da EMA é a médio / longo prazo, sabendo-se que as metas iniciais eram (e deveriam ser) bem mais ambiciosas.
No plano partidário, o desconforto é mais evidente. Não só por causa do envolvimento na campanha de Marques Mendes e do renovado convite para aderir ao PSD.
Na Assembleia Municipal, os partidos da coligação de direita já se picam como antigamente. E alguns influentes não escondem o que lhes vai na alma com desejos secretos de candidatos tornados públicos.
A coisa promete.

17.10.07

A Guerra

Extraordinário documento, "A Guerra" de Joaquim Furtado.
Pelas imagens, pelos factos e memórias.
A guerra feita pelos pais da minha geração, enviados para África , por um regime que em desespero tenta impedir o fim de Portugal do Minho e Timor.
A chocante violência das chacinas em Angola mostra a que ponto de revolta chegaram os povos oprimidos, por muito que fossem incendiados pela propaganda de movimentos de libertação.
Um erro comum na história do mundo que o colonizador português também não soube evitar.

13.10.07

O estilo de S.João da Madeira

S. João da Madeira é uma cidade de gente com estilo e também de muitos estilistas.
nomes bem conhecidos da moda nacional, outros, mais jovens, começam a dar nas vistas.
Mas basta passar algum tempo por lá, nas ruas, e nota-se que é gente com gosto e até ousadia, pelo que vestem e calçam.
É uma herança legada, penso eu, ao longo dos anos pela indústria de calçado, chapelaria e até têxtil que ali se desenvolveu.
Os tempos são outros, com linhas de produção mais baratas em outros pontos do mundo.
Por isso, o futuro destas empresas ligadas à moda depende, cada vez mais, do valor acrescentado que poderá vir, sobretudo, da massa cinzenta.
S. João da Madeira tem de aproveitar o talento que por ali vai aparecendo.

9.10.07

Reverso da obra

É por esta e por outras que mesmo os socialistas coçam a cabeça quando são confrontados com os pendentes da era Alberto Souto.
No reverso da obra do ex-presidente, garantiu o líder concelhio do PSD na Assembleia Municipal, ainda há muito para mostrar.
O antigo autarca do PS fez uma autêntica revolução urbana e cultural na cidade mas deixou muitas pontas soltas para Élio Maia acertar.
Já agora, temos protocolo, entendimento ou coisa nenhuma para pôr em ordem a relação com o Beira-Mar? Decidam-se.

5.10.07

Ribau Esteves

Ribau Esteves, além de sempre muito disponível, é dos políticos mais enérgicos que conheço.
Torna-se difícil fazê-lo parar, mesmo com argumentos que lhe retirem razão.
O duelo com Alberto Souto teve episódios interessantes e outros lamentáveis.
Como também não lhe fica bem a forma como não raramente se atira à oposição, especialmente aos socialistas, em Ílhavo. Com palavras que roçam a humilhação.
Os tiques populistas a que recorre, por vezes até inocentemente, terão também de ser mais contidos.
Ribau acelerou para a política com a eleição para a Câmara de Ílhavo, conseguindo travar o segundo mandato de Humberto Rocha.
Antes, muito jovem ainda, estagiou na Assembleia da República algum tempo ao substituir, salvo erro, Ângelo Correia na bancada do PSD.
Reencontrou, mais recentemente, o barão social democrata na corrida vitoriosa de Menezes onde assumiu um papel de grande visibilidade como porta-voz que lhe deve valer agora o cargo de novo secretário-geral do PSD.
Mas não deve esgotar por aqui as ambições políticas e partidárias. Aliás, no arranque para as directas, o seu nome constou para candidato a presidente.

2.10.07

Souto

Alberto Souto bem poderia reabrir o seu blogue para colocar os textos com que regularmente nos brinda na imprensa local. Fica o desafio.

Vento a favor

Élio Maia tem alguns trunfos na manga de que não abre mão, para já.
O presidente está a criar boas expectativas e, mais do que isso, tem obra para mostrar. Feita ou a anunciar.
2008, promete, será mais desanuviado.
A oposição está sem argumentos novos, deixando brilhar o autarca da coligação "Juntos Por Aveiro" que conseguiu passar pelas tormentas recentes sem grandes danos e, mesmo sem decisões esperadas há muito em matérias delicadas, apanhou vento a favor.