16.2.06

PS

O PS de Aveiro começou a ruir, tão mal que estava. Por isso, mudou para um edifício próximo.
Estamos a fala da sede distrital e concelhia, claro. Nada de más interpretações!
Na concelhia de Aveiro, Raul Martins deu o passo em frente para ir a votos.
José Costa sai de cena, depois de ter sucedido a Filipe Neto Brandão que, após ter assumido funções de Governador Civil, deixou a actividade partidária mais visível de lado.
Resta saber se aparecem outros candidatos. As próximas eleições autárquicas ainda estão longe, mas a marcação de terreno pode começar já.
Na Federação Distrital, perspectiva-se um duelo de deputados. Afonso Candal, que foi derrotado por Alberto Souto em Março de 2003, deverá agora disputar a presidência com Gomes Amorim.
A candidatura do primeiro é normal, a do segundo não deixa de causar surpresa quando se perspectiva o avanço de Armando França. As facções são as mesmas, a não ser que surja em campo uma terceira via.

15.2.06

100 dias a Élio

Evidentemente que 100 dias de gestão camarária é um marco simbólico, mas o 'elan' que se imprime pode ser determinante. Élio Maia já fez a sua auto-avaliação. Nos próximos dias o assunto continuará a ser notícia.

A Ovarense fora do jogo

O triste momento da Ovarense colocado em Praça Pública.
Zangam-se as comadres e sabem-se as verdades, ou pelo menos algumas.
Manuel Ferreira (director desportivo) , e Carlos Brás (presidente) levam-nos para os estranhos meandros do futebol. Duas excelentes entrevistas que deixam muitos casos ainda por esclarecer. O clube está a bater no fundo.

14.2.06

A polivalência de Sá Correia

Foi a grande surpresa da lista que o 'dinossauro' do PSD Alfredo Henriques apresentou em Outubro passado. José Sá Correia garante que não é político mas aceitou ser vereador na Câmara de Santa Maria da Feira. Deu recentemente a sua primeira entrevista de fundo ao jornal Terras da Feira.
Sá Correia é um economista que esteve até ao ano passado ligado à administração da Philips onde fez grande parte da sua carreira profissional.
Paralelamente, tem desempenhado funções na direcção da Associação Empresarial de Portugal (AEP).
Já reformado da multinacional holandesa, lançou-se em alguns negócios com uma sociedade de empresários e políticos de Santa Maria da Feira para investimentos turísticos que estão a nascer no Brasil.
Na Câmara feirense tem a seu cargo o pelouro do desenvolvimento económico. Funções que continua a repartir com a AEP onde também é interlocutor da autarquia no mega projecto de ampliação do Europarque.
Parece algo estranho esta polivalência, mas na Feira não se levantam grandes ondas por isso.

13.2.06

Museu do Vinho e automóveis


Quem não conhece não deve perder uma visita ao Museu do Vinho da Bairrada, em Anadia.
A exposição permanente vale a pena. Encontram-se por lá as raízes da região demarcada, a sua vivência ao longo do tempo e, em grande medida, o que é hoje.
Os responsáveis pela comunicação do museu têm a gentileza de me enviar regularmente informações sobre as actividades que são lá dinamizadas. Na verdade, é raro.
Estranhamente, nos últimos tempos (meses) parece que não terá havido nada mais importante do que uma acção de formação sobre condução segura (parece anedota mas não é) e uma equipa de rally que apoia nas corridas.
Será que o museu estará a ficar vocacionado mais para o automobilismo do que para o vinho ?
O espaço cultural viveu algumas atribulações na fase de abertura, com a saída do antigo comissário em discordância com a Câmara, e depois não voltou a conhecer a dinâmica prometida com algumas das primeiras actividades.

O senhor Pinto

Já passaram oito anos. Na primeira reunião pública da então nova Câmara de Aveiro, Alberto Souto ia tirando apontamentos enquanto ouvia atentamente um munícipe, de papel na mão, a falar no período antes da ordem do dia. O antigo presidente só começou a achar aquilo algo estranho quando as recomendações que lhe eram feitas para o novo mandato chegaram ao projecto de um aeroporto!
Ninguém avisara o recém empossado edil que aquela intervenção não era para levar assim tão a sério. Foi como uma praxe de caloiro.
A personagem, afinal, já era conhecida. Da minha parte, recordo-me dele no mandato em que o professor Celso Santos assumiu a presidência mas garantem-me que já era presença assíduo no tempo de Girão Pereira.
Os presidentes passam e o senhor Pinto continua. Ainda hoje, não perde uma reunião pública. E continua a levar a lista de recomendações, uma vezes mirabolantes outras mais sensatas.
Era, afinal, o pretexto das suas longas intervenções pois no fim aproveitava sempre para reclamar uma casa nova.
Mais precavido, Élio Maia pouco depois de tomar posse como presidente da Câmara lá recebeu o senhor Pinto que, de facto, não voltou a falar do lar que tanto ansiava.
Mas nem por isso deixou de marcar presença nas reuniões públicas onde, não raramente, se deixa entusiasmar ao ponto de ser mal educado e passar todas as marcas, mesmo com o desconto que é necessário dar a casos destes.
No anterior mandato, o vereador Domingos Cerqueira, que um dia ameaçou com a polícia para o tirar da Câmara, era o seu ódio de estimação. Ultimamente tem desancado na oposição ao ponto de até a direita sentir alguma pena e sair em socorro dos vereadores socialistas.
O senhor Pinto, que diz ter sido militar em África, espião e diplomata (daí, talvez, a estranha fobia das perseguições que denuncia de quando em quando), irrita profundamente mas também faz disparar gargalhadas quando fala das suas paixões por mulheres esbeltas de perna alta, insurgindo-se contra os preconceitos de que quem condena galanteios e piropos corteses.

12.2.06

Beira-Mar

Augusto Inácio parece que estará a ter algumas dificuldades para motivar a equipa que hoje fez o suficiente para ganhar.
Será que as vitórias sucessivas também causam algum tipo de relaxamento competitivo?
Quando o Marco empatou ouviram-se muitos assobios das bancadas bem compostas de gente. O puxão de orelhas desta vez até deu resultado.
A estrelinha da sorte esta época tem estado sempre com os aveirenses. Mas nas próximas jornadas, que podem ser decisivas, é preciso fazer algo mais pela vida.

10.2.06

Estádio


O anterior executivo tinha muitas teorias sobre a rentablização do estádio Mário Duarte. Miguel Lemos fervilhava de ideias e as contas pareciam dar-lhe entusiasmo.
Entretanto, o Beira-Mar caiu na Liga de Honra e as expectativas tiveram de ser refreadas.
2005 foi já um ano mau para o estádio. Vamos esperar pelos resultados finais.
A actual Câmara diz que encontrou um panorama muito cinzento e anuncia agora possíveis medidas para tirar proveitos do estádio que não sendo originais colocam à prova a capacidade dos novos gestores da EMA. Como disse o vereador Jorge Greno, em 2006 é o primeiro ano em que se saberá, com rigor, até que ponto é deficitário.

Fenómenos urbanos

A rua que serve a creche do centro paroquial da Vera Cruz, em Sá Barrocas, uma das urbanizações recentes da cidade, não tem iluminação. Esqueceram-se e nunca mais lá foram ligar a luz.
A nova avenida Fausto Ferreira é um primor de projecto. Os moradores daquela nova urbanização que circulam vindos das Agras do Norte de regresso a casa são obrigados a dar a volta em contra mão ou, sendo respeitadores do código, têm de ir dar a volta pela capela das Barrocas até à linha férrea e apanhar o sentido correcto. Claro que ninguém faz isso!
Mas o projectista da avenida deixou outra marca que não lembraria a ninguém: quando se sai da urbanização em direcção à cidade, é preciso apanhar um corte da avenida e só a custo se dá a volta de uma vez... Quando isso não acontece, só mesmo com uma ou duas manobras.
Será que a avenida não foi construída para circular de automóvel ?
Os fénómenos viários das Agras não se ficam por aqui: há um arruamento recente que terminou junto à entrada da escola.
Muito pior é ir para Esgueira de carro no pouco que resta do que terá sido uma rua alcatroada no passado longínquo ! A vantagem é que indo devarinho sempre dá para apreciar a passagem superior na linha férrea, expoente máximo da nova arquitectura urbana da cidade.
Já agora, existe alguma razão para prender os caixotes do lixo em plena via ou é mesmo para os condutores fazerem tiro ao alvo ?

8.2.06

Euro sub-21

Os estádios de Aveiro e Águeda vão receber os jogos do grupo B do europeu de sub-21 em futebol que integra as selecções da Ucrânia, Holanda, Itália e Dinamarca.
Os holandeses regressam a Aveiro, onde foram, a par dos checos, responsáveis pela maior animação fora de campo durante o Euro 2004.
A presença da Squadra Azurra (campeã em título) é muito bom no plano desportivo.
E como estas provas europeias têm sempre destaque mediático, Águeda e Aveiro também poderão alcançar alguma projecção. Holanda, Itália e Dinamarca são mercados turísticos que interessa despertar a atenção. Vejamos o que vai acontecer.

Tribunal Administrativo e Fiscal

Para já, Aveiro terá, ao que foi noticiado, apenas uma secção do Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu. Mas é um passo importante para localizar na cidade um serviço de justiça cada vez mais utilizado.
Esta decisão governamental deve-se, em grande, parte aos préstimos do Governador Civil de Aveiro, Filipe Neto Brandão, que recebeu a ajuda da Câmara de Aveiro na disponibilização do espaço.
Apesar do low-profile com que tem exercido o cargo, Neto Brandão não esqueceu antigas reivindicações locais a que está também muito sensível enquanto advogado e ex-deputado na Assembleia Municipal onde se lavraram protestos junto do Governo pela saída de serviços judiciários.

7.2.06

Investimentos

Nestes últimos dias ouvimos autarcas de Águeda, Ílhavo e Oliveira Azeméis com lamentos por não poderem aceitar propostas de investimentos que lhes são feitas, designadamente para a instalação de novas empresas. Habitualmente, a recusa deve-se à falta de terrenos ou zonas industriais.
Na actual conjuntura económica é um paradoxo que não se facilite a vida a quem tem disponibilidade para investir e criar postos de trabalho.
As autarquias têm grande parte das responsabilidades já que não acautelaram, atempadamente, as condições que poderiam ajudar, e muito, a gerar riqueza.

2.2.06

O novo caminho de Águeda


É evidente que 100 dias de gestão camarária no início do primeiro mandato, ainda por cima quando coincide com um novo ciclo, não é tempo suficiente para a adaptação perfeita quanto mais para anunciar grandes projectos.
Em Águeda, a maioria PS fez um esforço para mostrar que a mudança prometida está a iniciar o seu caminho.
Gil Nadais, presidente eleito em Outubro depois de 30 anos de sucessívos executivos PSD, deu conta de algumas medidas tidas como emblemáticas mas pediu "calma" quando os jornalistas quiseram saber mais sobre alguns projectos. E na verdade não se pode exigir assim tanto. Para já.
A oposição social democrata também surgiu renovada para acompanhar os novos tempos.
De Águeda fico sempre com uma impressão cinzenta, que resultará, em grande medida, do peso industrial das ferragens e cerâmicas.
Mas os últimos anos de gestão do PSD não ajudaram a melhorar a imagem de um concelho que
necessita de ganhar os tons do rio, da pateira e da serra enquadrando janelas de modernidade que abriram-se aqui e ali .
(foto da Pateira de Fermentelos da autoria de João Quintela).

1.2.06

Publicación digital

Os jornais portugueses estão a precisar de um valente choque tecnológico para ver se seguem os bons exemplos do outro lado da fronteira: ABC | El Mundo | El Pais | La Vanguardia| El Periodico

Play lists para todos os gostos

Uma ideia interessante.

Fogos florestais

A "indústria do fogo" já não renderá tanto como no passado recente, por força das regras criadas para a venda de madeira queimada.
Representantes dos produtores florestais da região, que vêem anualmente grande parte dos seus rendimentos serem consumidos pelos incêndios, foram hoje desafiados a intensificar a prevenção. O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural lembrou os incentivos para a criação de sapadores florestais.
Só que a disponibilidade dos proprietários florestais, em anos recentes, não teve a correspondência prometida. É que as verbas atribuídas foram transferidas sempre com atrasos significativos quando o trabalho no terreno não pode esperar pela época dos fogos.

31.1.06

Desenvolvimento rural

A actividade agrícola não pode subsistir desenquadrada de uma estratégia mais ampla, de desenvolvimento rural, abrangendo o turismo rural, o artesanato e a defesa do ambiente, entre outras.
Na Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos respira-se esse espírito. Apesar de todas as dificuldades que o mundo rural enfrenta, é indispensável dar-lhe condições para não acabar.

30.1.06

Empresas municipais

O ex-vereador Domingos Cerqueira escreve hoje no Diário de Aveiro um artigo de opinião sobre mexidas ocorridas na empresa municipal Aveiro Expo que terá, necessariamente, de merecer uma resposta camarária.

29.1.06

Goleada


3532 pessoas (!) assistiram, esta tarde, ao resultado mais expressivo do Beira-Mar até ao momento na Liga de Honra. Cada golo ficou ao preço de um sms a quem adquiriu os bilhetes de 2,5 euros.
Ninguém pode dizer que saiu mal servido do gélido Mário Duarte.
A verdade é que, apesar de liderar o campeonato, a equipa agora só ligeiramente aurinegra (sim, porque o preto está definitivamente em desuso no equipamento oficial) tardava em matar a fome de golos dos seus adeptos.
Inácio tem um desejo secreto, para além da ambicionada subida de divisão. Bater o seu recorde de jogos sem perder alcançado quando foi treinador campeão pelo Sporting. Mas não quer falar muito disso, para não dar azar !
(Foto de Pedro Ribau)