18.3.06

Auditoria

Com a anunciada visita da IGF, a auditoria externa a contratar pela Câmara poderá ser desnecessária. Pelo menos, poupavam-se 150 mil euros. Segunda-feira o presidente Élio Maia deverá dizer alguma coisa. Se não se souber antes.

16.3.06

Biblioteca de Santa Maria da Feira

A biblioteca de Santa Maria da Feira foi apresentada como um modelo exemplar de gestão autárquica. Tanto assim é que está em vias de certificação. Algo inédito num serviço público, quanto mais de leitura pública. Na verdade, a biblioteca transformou-se num fervilhante pólo de difusão cultural que ambiciona cumprir outras funções ligadas ao conhecimento. Parece estar no bom caminho! Mais um motivo (entre muitos) para rumar à terra do castelo.

Comércio tradicional electrónico

O comércio tradicional vai ter mais uma boa oportunidade com o novo programa de webização que o Governo apadrinhou.
Aquando da primeira fornada do Aveiro Digital, fez-se uma ambiciosa tentativa de colocar as lojas de proximidade a promover e vender on-line.
O comércio electrónico, com as suas especificidades (o que vender, modos de pagamento, etc.) é um grande desafio. Por isso, muitas experiências fracassam ou, pelo menos, não atingem os objectivos.
Aproximando-se uma nova vaga de investimentos, será importante aprender com algumas experiências interessantes .

15.3.06

Limites da opinião

Este blogue é de opinião livre mas, como tudo, tem os seus limites.
Desde logo, respeito pela verdade e o bom nome de eventuais visados (pessoas ou instituições).
Se formos simplistas, resume-se tudo às mais elementares regras de boa educação que aplicam-se ao autor bem como a quem comenta.
Há dias, num post sobre a Simria, o autor do blogue foi visado com uma reacção grosseira por causa de um episódio que era contado envolvendo o nome do administrador-delegado.
Apesar de escondida no anonimato, aquela referência teve um mérito. Obrigou a reler o que tinha escrito. Após algum tempo de reflexão, entendo que o post (por poder continuar a ser mal interpretado) e o comentário (por usar termos inaceitáveis, apesar de ter as costas largas) não deveriam continuar on-line. Por isso, foram retirados. Aqui fica o pedido de desculpa ao visado e aos leitores.
Voltem sempre.

Pontes & Vírgulas


"Pontes & Vírgulas" sai na próxima semana.
A nova revista da Câmara era uma promessa eleitoral. E a maioria PSD-CDS/PP não perdeu muito tempo para cumprir.
Uma publicação sem custos, como garantiu o presidente Élio Maia na apresentação. Os mecenas também estiveram presentes.

Maternidade

Não haverá volta a dar. É difícil encontrar argumentos para manter uma maternidade em Oliveira de Azeméis quando o hospital S. Sebastião, em Santa Maria da Feira, foi um dos maiores investimentos ao nível de saúde na região durante os últimos anos. E só fica a 15 minutos.

14.3.06

Serviços de saúde

Os critérios que o Ministério da Saúde deve seguir para restruturar os serviços de maternidade dos hospitais, a serem adoptados, implicam o encerramento da maternidade do hospital de Oliveira de Azeméis. Como aconteceu em outros hospitais da região no passado mais recente (Ovar, por exemplo).
Mas assumir estas medidas é sempre um problema para os políticos.
Fernando Regateiro, presidente da Administração Regional de Saúde do Centro, fez tudo para não ser citado com a frase fatal quando confrontado com o assunto em Aveiro, segunda-feira à noite.
"É o jornalista que está a concluir, não eu", avisou esquivando-se a tirar conclusões dos dados que apresentara antes.

13.3.06

Rota da Luz

Pedro Silva está cheio de dinâmica para mexer com a Rota da Luz. Mas para vingar boas ideias, que também existiram no passado, é necessário dinheiro. E as receitas da região de turismo normalmente não dão para muito mais do que as suas próprias despesas correntes. Além disso, ninguém sabe muito o qual o novo modelo que o Governo quer adoptar para as regiões de turismo.

12.3.06

Beira-Mar

Augusto Inácio chegou à sala de imprensa chateado com o inesperado empate com o Barreirense e resolveu descarregar em quem estava mais à mão. "Antes de mais, parabéns à imprensa que está em peso ao contrário do que acontece quando ganhamos", desabafou antes de responder às questões.
Um gesto de má educação que atingiu mais os camaradas visitantes (por sinal em maior número do que é habitual) do que os de Aveiro, a quem por vezes o treinador do Beira-Mar faz estes mimos. Por isso, a imprensa local nem lhe deu troco. E lá passou a fazer a análise do jogo que, diga-se, não esteve muito longe do que aconteceu, embora pintada em tons mais suaves.
É natural que Augusto Inácio ande nervoso com a falta de rendimento da equipa nos últimos jogos em que não fez melhor do que somar empates. Mas quem já foi treinador campeão nacional pelo Sporting, deveria saber lidar melhor com a pressão e não tratar mal quem, manifestamente, nada tem a ver com o caso.
A não se ser que o estranho "stress" (eventualmente resultante da equipa ocupar há tanto tempo a liderança da tabela classificativa) também esteja a atingir o timoneiro.
O próximo jogo, na Vila das Aves, será importante para dar um abanão a mal ou a bem ao grupo.

11.3.06

Maioria e oposição

A nova Câmara de Aveiro não entrou bem mas agora tenta acertar o passo.
Depois de um período de falta de protagonismo, sucedem-se as iniciativas públicas, conferências de imprensa e até, em breve, uma revista.
Um esforço para dar uma boa imagem que não poderá descurar o trabalho menos visível, de novos projectos e soluções para os problemas herdados. Pede-se, portanto, equilíbrio no desempenho camarário.
A oposição no executivo também teve um arranque atribulado mas quase nem deu o 'estado de graça' da praxe a quem chega.
Do presidente Élio Maia tem sido raro ouvirem-se queixas dos ataques do PS. As reacções ficam sempre para os elementos mais políticos, como se ouviu na tomada de posse da concelhia do PSD, onde o vizinho autarca de Ílhavo Ribau Esteves levou mas também deu.

9.3.06

Aveiro Basket

O Aveiro Basket já gera tão pouca afectividade entre nós que ninguém se vai importar que jogue fora de portas.
Será que Mangualde está interessada em fazer uma OPA sobre a SAD ?
O projecto, que a Câmara de Aveiro mantém, estranhamente, ligado à máquina, deve estar mesmo a dar os últimos cestos.

8.3.06

Ali Farka Touré


Quando as cinzas de Ali Farka Touré foram lançadas em Niafunké houve quem jurasse ouvir através do vento sons de uma guitarra, ao longe, no deserto.
[Foto de Ali Farka Touré no Festival África, anfiteatro Keil do Amaral, Monsanto, a 22 de Julho de 2005. Com a devida vénia a Retorta.Net].

Marcar a agenda

Depois de três meses com alguns percalços, a maioria camarária PSD-CDS/PP começa a marcar a agenda.
As reuniões descentralizadas nas freguesias vão dar uma boa ajuda. São eventos em que, apesar de todas as chamadas de atenção que possam ser feitas, nomeadamente pela população, a Câmara pode brilhar. E Élio Maia tem uma grande experiência a lidar com isto tipo de problemas.
O executivo actual vai ter, contudo, outro desafio: não pode deixar-se absorver por esta gestão de proximidade e esquecer que também deve pensar nos projectos virados para o futuro. O que pressupõe conhecer a estratégia de desenvolvimento, como a oposição tem reclamado. Ou seja, não pode ser uma Câmara de vistas curtas. Foi o que pediu o agora deputado do PS na Assembleia Municipal Carlos Candal quando falou na necessidade de se começar a pensar em construir um novo edifício para os Paços de Concelho. Nem que seja para concluir daqui a vinte anos.

5.3.06

Excesso de zelo

O deputado do CDS-PP Santos Costa é um veterano das andanças políticas. Já foi vereador na Câmara de Vagos e cumpre agora o segundo mandato na Assembleia Municipal (AM) de Aveiro onde assume as funções de porta-voz do partido.
Por isso, causou surpresa os termos em que recorreu à figura regimental do "ponto de ordem" para interromper uma intervenção do presidente da Junta da Vera Cruz que, na sua perspectiva, estaria a abordar assuntos que nada tinham a ver com a comunicação do presidente.
Tal excesso de zelo valeu a Santos Costa uma reprimenda do socialista Carlos Candal que o acusou de querer ser "o fiscal da legalidade". O ex-presidente da mesa considerou mesmo que tinha sido "um acto censório".
Na resposta, o vogal do CDS-PP reafirmou que a intervenção de João Barbosa (que comentava a reunião da Assembleia Municipal realizada anteriormente em Santa Joana) "não tinha cabimento" e, por isso, "não abdicava dos seus direitos". Portanto, é provável que voltará a mandar calar outro vogal que seja apanhado a falar sobre algum assunto fora da ordem de trabalhos adequada.
Este foi o primeiro grande sinal de fraqueza da direita na AM desde que assumiu os destinos da autarquia.
Não contente, Santos Costa acabou por borrar ainda mais a pintura quando, mais à frente, ao tentar reverter a favor da coligação os méritos de um saldo positivo nos investimentos com fundos comunitários de uma forma que a oposição criticou e a maioria também não subscreveu. Aliás, na mesa da Câmara, o vereador do CDS Capão Filipe, vendo a confusão instalada, foi rápido a pedir para Santos Costa não insistir muito na questão.

3.3.06

Lixos perigosos

O tratamento de lixos industriais perigosos é um dos dossiês que qualquer Governo que se preze gosta de reabrir sem dar sequência ao que o anterior preparou.
Entretanto, de solução em solução, o problema tem ficado sempre por resolver e os resíduos acumulam-se (ou evaporam-se...) ninguém sabe bem onde.
José Sócrates chegou a Primeiro-Ministro há um ano e decidiu que, apesar dos protestos, há condições para avançar para alguma coisa de mais concreto do que estudos e comissões.
Esta saga também viveu-se muito na região aquando da incineradora dedicada que esteve prevista para Estarreja. As sessões de esclarecimento acabavam sempre aos insultos e o antigo presidente da Câmara local, Vladimiro Silva (PS), que era defensor do projecto do então Governo PSD, chegou a sair dos paços de concelho sob escolta da GNR para evitar a ira popular.

1.3.06

Distrital do PSD

Se por acaso Ribau Esteves, presidente da distrital do PSD, sentiu esta tarde as orelhas quentes então pode ter sido da conferência de imprensa Ulisses Manuel, recandidato à liderança do PSD de Aveiro. A oposição ao autarca ilhavense começa a dar sinais de vida tendo em vista as próximas eleições na distrital.

25.2.06

Carnavais

Tenho saudades dos carnavais em Estarreja nas festas tardias dos velhos armazéns depois de fechar o café do amigo Zé Pomar. Mas a festa entre os foliões de Ovar continua a ser imperdível, mesmo que apenas por uma noite. Estarei, se tudo correr bem, na rota do (café) Progresso. Chova ou faça temporal.

Assembleia Municipal

O auditório do edifício-sede da Junta de Santa Joana encheu-se de gente sexta-feira, ao fim da tarde, para assistir uma reunião da Assembleia Municipal com algum simbolismo, já que era a primeira este mandato fora da antiga capitania.
A intervenção do público, afinal, resumiu-se a fazer figura de corpo presente com duas curtas excepções. E só num caso de alguém da freguesia. Com tão rara oportunidade de confrontar os seus eleitos (deputados e executivos) esperavam-se mais do que meros espectadores.
Os vogais do PS estranharam mais que a mesa tivesse convocado uma Assembleia Municipal para as 18:00 sem intervalo para jantar na ordem de trabalhos.
Já no decorrer da reunião soube-se que, afinal, não haveria intervalo. Os trabalhos terminariam a tempo de jantar (tardio, é certo) e seriam retomados na próxima sexta-feira, já no edifício da capitania, com a justificação que o presidente da Câmara teria compromissos este sábado.
O jovem deputado do PS Pires da Rosa, que contava fazer noitada na Assembleia, espantou-se por dois motivos: não compreendeu a falta de disponibilidade da maioria para continuar depois de jantar e achou "muito curto para o dispêndio de dinheiro" (sempre são 600 contos por senhas de presença).
Quanto ao repasto, oficialmente não estava nada previsto mas por deferimento do presidente da Junta de Santa Joana havia um restaurante de sobreaviso para saciar a fome. Ficou a dúvida quanto a quem pagava. A Câmara não seria, porque as finanças não dão para grandes luxos e foi mesmo para poupar que o anterior executivo acabou com as Assembleias antes das 21:00. Correu o rumor que o dono do restaurante se prontificou a oferecer o jantar. Mesmo assim, devido ao adiantado da hora, alguns deputados não resistiram e abandonaram os trabalhos mais cedo.
A reunião ficaria marcada pela estreia da advogada Ana Seiça Neves na bancada do PS e logo a suscitar polémica. Apesar de ser uma mulher habituada às leis, notou-se que ainda tem de estudar melhor o regimento da Assembleia. A presidente da mesa, Regina Bastos, apanhou-a em falso, o que teve um certo sabor a vingança já que foi criticada pelos socialistas nas primeiras sessões que não lhe perdoaram alguns atropelos legais no desenrolar dos trabalhos.

23.2.06

Sal


O problema do sal de Aveiro afinal não está na qualidade, como a Universidade de Aveiro atesta com um estudo científico. A sobrevivência das marinhas é uma questão de rentabilidade económica.
E isso implica, além de força braçal, muitas outras condições e apoios que ao longo dos anos resumem-se a pouco mais que o eco-museu da Troncalhada.
O dinheiro a gastar, ou melhor, a investir na manutenção das marinhas de sal activas terá sempre um retorno superior. Não financeiro, mas cultural. E impedirá que a imagem de marca de Aveiro não se reduza a uma memória de postal.
[foto retirada aqui]