18.4.07

Ria de Aveiro

Embora respeitosamente, Élio Maia não escolheu palavras meigas para alertar o ministro do Ambiente para "o crime ambiental" que é deixar a Ria de Aveiro "ao abandono e a saque". O momento, a abertura de um encontro de cientistas, pode não ter sido o melhor mas já não há paciência para tanta demora governamental. O presidente da Câmara de Aveiro aplicou a reprimenda em tom mais suave do que o vizinho Ribau Esteves já fez.

Beira-Mar: Depois da Taça

Depois de uma bonita prestação na Taça de Portugal, o Beira-Mar, que até poderia ter castigado mais o Sporting, fica concentrado no que mais interessa: a manutenção na Liga. A próxima final é segunda-feira à noite, com a Académica. Espera-se uma defesa mais certinha e dose de felicidade no ataque pelo menos idêntica à de Setúbal.

14.4.07

Artist of the Week (14/4/2007)

Susanna & Magical Orchestra - Enjoy The Silence

Lixos

Membros da Assembleia Municipal e Câmara passaram a manhã deste sábado no aterro de Taboeira. Uma visita pedagógica sem odores desagradáveis, ao contrário das muitas queixas que se fazem sentir por aquelas paragens.
O aterro está a dar as últimas e é necessário encontrar alternativas (não apenas para a relva cortada em jardins, que levou a presidente da Assembleia Municipal, Regina Bastos, a indagar o administrador da ERSUC).
A incineradora que chegou a ser uma hipótese para a freguesia de Nossa Senhora de Fátima (e na altura contestada pelo PSD e CDS) foi inviabilizada pelo Governo PS que aceitou instalar duas unidades de tratamento mecânico-biológico.
Coimbra fica com uma, a outra é indicada pelos técnicos para Aveiro. O presidente da Câmara inclina-se a validar.
A visita de hoje, a que grande parte dos eleitos do PS resolveram faltar, vai ter seguimento com uma reflexão sobre a escolha do local para a futura unidade.
Notas finais: Élio Maia garantiu que não vai pedir contrapartidas. E o vereador Pedro Ferreira, administrador da ERSUC, diz que os aveirenses devem "ter orgulho" em receber a instalação.

Ribeiro e Castro

Ribeiro e Castro passou pela região em campanha para as directas do CDS/PP. Começou por Anadia ao fim da tarde e depois do jantar foi à biblioteca municipal de Aveiro numa sessão em que quis também ouvir os militantes. Ao contrário da visita de Paulo Portas, foi um encontro interactivo.
O histórico Girão Pereira lembrou ter sido quem propôs o antigo director do Independente para militante da concelhia de Aveiro e até assinou a ficha. Mas não lhe perdoa o que andou a tramar para o afastamento da actual direcção.
Da sessão com os militantes, ouviram-se ainda muitas críticas à actuação da distrital do partido em Aveiro. Ribeiro e Castro foi sensível e sugeriu mesmo uma directas para os orgãos distritais.
As coligações com o PSD continuam a não agradar. Vitor Silva, antigo vereador do CDS-PP em Aveiro, lamentou a perda "de fatias de poder" sempre que há acordos com o PSD.
Apesar de algumas questões que arrastaram a sessão, o presidente encontrou forças ainda para dar um pulo à Praça do Peixe onde terminou a jornada.

Títulos

Assim se comprova em dois meros exemplos a importância dos títulos no Governo deste País:

14. Resolução do Conselho de Ministros que nomeia o presidente e os vogais do conselho de administração da Empresa de Gestão Partilhada de Recursos da Administração Pública, E. P. E. (GeRAP)
Esta Resolução vem nomear para o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Empresa de Gestão Partilhada de Recursos da Administração Pública, E.P.E., (GeRAP), o Doutor José António Cordeiro Gomes e para os cargos de vogais deste órgão, o Mestre Eugénio Manuel de Lima Antunes e a Dra. Ana Maria Pereira Vaz.

15. Resolução do Conselho de Ministros que nomeia o presidente e os vogais do conselho de administração da Agência Nacional de Compras Públicas, E.P. E. (ANCP)
Esta Resolução vem nomear para o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional de Compras Públicas, E.P.E. (ANCP), o Mestre Francisco Velez Roxo, e para vogais deste órgão, o Doutor Manuel Paulo de Oliveira Ricou e o Licenciado Armando Bernardo Sousa Guedes.

In comunicado do Conselho de Ministros, de 12 de Abril de 2007.

10.4.07

Paulo Portas

Paulo Portas voltou a Aveiro para iniciar o caminho rumo à liderança do CDS/PP. Encheu o pequeno auditório do centro cultural e de congressos. Esforçou-se por dizer o essencial em menos tempo do que era habitual fazer. Uma lição que disse ter aprendido com os militares. No tiro ao alvo, foi certeiro quanto baste nas críticas a que nunca pôs rosto. Interessante é o novo discurso que está a ensaiar para a presidência do partido. Animação não faltará.

Beira-Mar

Na época do regresso aos maiores do futebol português, o Beira-Mar tem sido levado, por demérito seu, mérito dos adversários e algumas contigências extra-desportivas, a trilhar o caminho mais difícil para garantir a manutenção.
A equipa reagiu bem às adversidades frente ao Benfica e agora tem de usar os mesmos recursos para levar a melhor frente ao Setúbal, outro aflito mas que ainda olha para os aveirenses com uns pontitos a mais.
Sobre as incidências (especialmente a arbitragem) contra os encarnados é melhor serem esquecidas para outra altura, não vá o clube ganhar ainda mais anti-corpos do que parece já ter actualmente.

3.4.07

Politicamente incorrecto

Ribau Esteves tem ficado cada vez mais politicamente incorrecto nas suas intervenções públicas mas ainda consegue surpreender.
Convidado a falar na abertura das comemorações dos 200 anos da abertura da barra, foi dizer que não havia motivos para festejos.
Num tom que motivou alguns sorrisos amarelos, mesmo desconforto, pediu mais atenção do Porto de Aveiro para com o meio onde está inserido e carregou em força no Governo "do PS" por não ir ao encontro das autarquias que pedem uma entidade gestora para a Ria.
Afirmações que causaram algum sobressalto num momento que se pretendia despido de controvérsias.
Mas não se pode acusar é Ribau Esteves de falta de coragem. Ele próprio diz com frequência que não tem medo de quase nada.

30.3.07

Pedro Ferreira

Numa breve pesquisa por alguns meios on-line constato que Notícias de Aveiro não cita o vereador Pedro Ferreira desde 9 de Março, aquando da Assembleia Municipal.
A referência mais recente na rádio Terra Nova será de 13 de Março numa alusão ao parecer da PGR sobre acumulação de funções das empresas municipais.
No OLN Pedro Ferreira surge a 16 de Fevereiro mencionado num artigo sobre a circulação de trânsito em Cabo Luis.
Depois da polémica gerada pelas concessões e rendas, terá o jovem autarca do PSD aproveitado para meter umas merecidas férias de Páscoa ? O mais provável é ter andado submerso na preparação do relatório e conta de gerência do ano passado.
Pedro Ferreira aparece, estranhamente, nesta altura como o vereador da maioria mais apagado e até algo desgastado. Mas é dos seus pelouros que mais dependerá o mandato e a coligação na forma como lidar com as anunciadas privatizações, parcerias publico-privadas e auditorias, entre outras medidas emblemáticas.
Do lado oposto, Capão Filipe aparece em várias frentes a mostrar trabalho, sempre bem ilustrado pelas assessorias de imprensa que parecem não encontrar facilmente pretextos para colocar outros elementos na linha das notícias do site camarário.
O outro elemento do CDS, Jorge Greno, também atravessa uma maré favorável à boleia da Feira de Março embora a EMA possa vir a ser motivo de mais alguma turbulência do que tem sido habitual.
Segunda-feira próxima, a oposição deve picar o cartão.

29.3.07

Passagem

Dois jovens investigadores russos que vieram para a Universidade de Aveiro iniciar o doutoramento foram colhidos pelo comboio junto à passagem da antiga estrada para Vilar.
Com tanto QI, não se percebe como arriscaram caminhar, de noite, pelo meio dos carris.
Mas a verdade, é que basta estar 10 minutos junto à passagem para ver que são quase tantos os que atravessam a linha pela antiga desnivelada, numa zona traiçoeira, como os que sobem e descem a superior.
O elevador está inoperacional há muito. Velhos e pessoas com carrinhos de bebés nem sempre escolhem voltar costas e arriscam a passagem pelo caminho mais perigoso.
A Protecção Civil deixou de lá ir ligar e desligar, de manhã e à noite, o elevador que era alvo constantemente de vandalismo.
O casal de namorados russos foram as mais recentes vítimas mas, infelizmente, a continuar assim, não serão as últimas.

TAF

A injusta mudança do Tribunal Tributário de Aveiro para Viseu era um dói grande que o Governo PS agora sarou.
O Governador Civil de Aveiro, advogado, andou de volta deste curativo um bom par de anos e conseguiu encontrar o remédio certo, com as influências adequadas . Resta esperar pela boa cicatrização.
Para meia legislatura, um TAF sabe a pouco mas o low profile de Filipe Neto Brandão ainda poderá surpreender com algo mais.
Para já, agradou em pleno, sobretudo, aos agentes judiciais.
Não há razões para deixar de litigar a bom ritmo e local mais ao pé, evitando subidas e descidas da A25.
O presidente da Câmara de Aveiro também não deixou esquecer que deu uma ajuda, corrigindo o que PSD e CDS tinham cozinhado num não assim tão longínquo Governo.

26.3.07

Vladimiro Silva & Estarreja

Vladimiro Silva tem estado afastado das lides partidárias em Estarreja mas hoje mostrou que o tempo e a distância não o fizeram perder o estilo que o tornou um dos autarcas e políticos mais controversos da região, para o bem e para o mal.
Um telefonema da concelhia do PS fê-lo regressar, por uma tarde, à vida partidária local ajudando a dar visibilidade a um ataque cerrado à Câmara de maioria PSD-CDS que abre as hostilidades partidárias na contagem decrescente para as eleições autárquicas de 2009.
Vladimiro Silva usou as palavras como sabe. Sem meias tintas, citou Pessoa para acusar o presidente da Câmara de ser "um fingidor".
Não se sabe se o antigo autarca já esqueceu a forma como foi afastado pelos seus pares de protagonizar as eleições de 2005 que deram o segundo mandato ao executivo liderado por José Eduardo Matos. Ou se este inesperado convite dos meios socialistas abre a porta para voltar à militância activa.
Certo é que o Eco Parque, projecto lançado aquando da gestão de Vladimiro Silva, continuará a ser um dos temas quentes da actividade autárquica estarrejense.
As polémicas não se ficam por aqui, com PS e maioria a travarem-se de razões por tudo e por nada, quando tornou-se evidente que ambos cometeram erros parecidos, abusos de posição dominante ou deram as mesmas falsas promessas.

23.3.07

(Des)emprego

Um dia de paradoxos.
Primeira paragem: Estarreja. Escritura pública para instalar uma empresa no Eco Parque Empresarial (nunca percebi esta designação se, afinal, é uma zona industrial como outra qualquer). A Câmara local aproveita para fazer render o peixe. 13 empresas (!) e meio milhar de postos de trabalho dão jeito a empregar gente do concelho e de localidades vizinhas. Mesmo com muitas críticas da oposição, se o presidente José Eduardo Matos conseguir ocupar todos aqueles terrenos mercerá uma estátua.
Segunda paragem: Santa Maria da Feira. Na Rohde, vivem-se dias de angústia. Fecha, não fecha. Pagam, não pagam. 1300 almas esperam confirmações: sim ou sopas.

22.3.07

Giravídeo

O meu giravídeo toca música nova e uma curiosidade.

Estádio

O Diário de Aveiro antecipa hoje uma entrevista com o vereador Jorge Greno que a Aveiro FM vai transmitir. Surpreendem as declarações sobre o estádio e a EMA que parecem denunciar alguma resignação com as dificuldades em rentabilizar o mais importante recinto da cidade, tanto mais por partirem de um autarca que tem experiência como gestor de empresas.
Onde hoje há portas fechadas, importa abrir novas janelas de oportunidades. E o vereador Jorge Greno já provou ser capaz.
Os lamentos é que não ajudam manifestamente a acreditar que o estádio não está condenado a ser um elefante colorido.

Polis


Aveiro soube aproveitar relativamente bem o Polis, apesar de alguns contratempos e desilusões pelo meio.
Praticamente tudo que se fez para melhorar o espaço público da cidade nos últimos anos foi obra deste programa que só pecou, manifestamente, por ter criado expectativas muito elevadas com orçamentos em tempos de vacas gordas que a chegada da crise obrigou a apertar até ao limite.
Mesmo assim, a execução de obras fez-se a um ritmo que dificilmente será possível manter em alguns dos projectos que ficaram no papel à espera de melhores dias.

19.3.07

Rohde

A Rohde emprega quase 1300 (!) pessoas. Muitas centenas estão ali quase desde o inicio da laboração em 1975. Deram quase toda a vida de trabalho à empresa. E é lá que pretendem continuar, apesar do desânimo ser hoje o sentimento mais comum entre os trabalhadores, na maioria mulheres. Hoje deram uma prova de amor à fábrica, evitando "esticar a corda" num momento muito delicado e que poderia servir de pretexto para a administração activar outros planos mais nefastos do ponto de vista laboral.
Nestes casos, em que não há coisas boas para tirar proveitos políticos, o Governo, habitualmente, tarda em entrar em acção. O que anda o ministro da Economia a fazer para garantir a manutenção da empresa e do máximo de postos de trabalho ?

Frio

Afinal, ainda é cedo para deixar o pijama de Inverno.