24.5.07

Hospital S. João da Madeira

O director do hospital de S. João da Madeira dramatizou a saída, que era já previsível, do cargo. Fernando Portal protagonizou em grande medida a contestação local ao fecho da urgência hospitalar. Quebrou, assim, o dever (?) de lealdade política e institucional com a tutela. Poderia ter-se demitido em desacordo mas não o fez. O Ministério da Saúde deixou acabar o mandato e não o reconduziu, aproveitando para fazer a substituição.
O ministro Correia de Campos continua a mexer nas administrações hospitalares da região. Aconteceu o mesmo nos últimos meses em Estarreja e Ovar, por exemplo, que também fazem parte da lista de urgências a encerrar. Antes disso acontecer, o governante 'calou' vozes mais incómodas às suas políticas.

22.5.07

Grupo Puja!

A apresentação do Imaginarius 2007 que pôs toda a gente a olhar para o céu.

20.5.07

Despromoção

O espelho de uma época muito infeliz no plano desportivo que chegou ao fim reflecte também muitas opções de gestão fora de campo no mínimo questionáveis. E algumas até anedóticas.
O clube devia fechar uns dias para reflectir.

15.5.07

VitaSal gera hipertensão

No meio de uma intervenção de Carlos Candal, Élio Maia virou-se para trás e perguntou à mesa da Assembleia Municipal se tinha dado a palavra ao deputado do PS.
Candal 'foi aos arames' com a atitude do presidente da Câmara, apelidando-o de "queixinhas". Depois até pediu desculpa à Assembleia e à mesa pela atitude, não ao presidente da Câmara.
Por aqui se vê o nervoso que pairou pela última sessão em que, manifestamente, o professor Celso, habitual substituto aquando das não raras ausências da presidente da mesa, Regina Bastos, não teve 'mão' nos deputados.
O PS entrou 'a matar' através de Raul Martins no assunto da VitaSal, com uma intervenção que teve alguns parágrafos de insinuações que Élio Maia não gostou nada de ouvir.
Depois de muita discussão, o acordo que torna a empresa numa imobiliária foi submetido a votação. Apressada pelo presidente, sem grande vontade de ter o assunto mais tempo a suscitar dúvidas e esclarecimentos.
Antes a oposição já tinha obrigado a adiar dois pontos por lapsos da maioria na organização da papelada que deveria entregar. O caso mais insólito foi o do protocolo que chegou do pelouro da Cultura em catalão e inglês...

13.5.07

Frapil

O processo da antiga Frapil arrasta-se há demasiados anos e o Estado português já foi condenado por isso mesmo.
Apesar de tudo, os ex-trabalhadores nunca desistiram, tornando públicas as reclamações, tradicionamente no Dia da Cidade, e agora receberam uma preciosa ajuda da Câmara que dá novas esperanças de receberem os créditos a que têm direito.
Parte importante dos louros pertencem a Élio Maia que há um ano vinha perseguindo este acordo. Revelou, assim, as qualidades de negociador que têm ajudado em outros casos problemáticos que tem entre mãos.
Nota positiva também para o discurso presidencial, na forma e conteúdo, acertado a um momento em que a maioria procura criar uma nova dinâmica na gestão municipal.
A sessão solene, ao contrário do habitual, ficou sem direito a directo das rádios locais.

10.5.07

Sucessos.pt

Manuel Pinho não cometeu a imprudência de voltar a decretar o final da crise mas esteve tentado pelo entusiasmo que evidenciou ao visitar duas empresas da região.
Confessadamente inspirado em programas como o Sucesso.pt da SIC, o ministro da Economia e Inovação decidiu ocupar dois dias por mês nos próximos tempos a fazer relações públicas e marketing para dar visibilidade aos casos de sucesso de PME lusas.
O arranque fez-se no distrito de Aveiro e Manuel Pinho até faltou ao Conselho de Ministros para estar presente, como deseja fazer em todas as saídas ao terreno.
Preocupou-se, pela manhã, em chamar os jornalistas da região para uma acção de charme. Depois, nas visitas, o interese era fazer passar a imagem de inovação e excelências para o registo das televisões.
Muitos sorrisos, produtos nas mãos e simpatia no trato com os empresários.
Os efeitos desejados não serão apenas elevar a auto-estima pelo que somos capazez de fazer. Haverá também interesses políticos, do Governo e do próprio ministro que se envolve directamente nesta acção numa altura em que o PSD diz que são, justamente, as PME as mais esquecidas.

7.5.07

Reequilíbrio financeiro

Vem aí um plano de reequilíbrio financeiro, o primeiro da coligação, mas que fora anunciado há uns tempos. O documento, desta vez, está pronto para apresentar.
Mas a maioria CDS-PP ainda pode inspirar-se em outras tentativas para saber o que correu bem ou nem por isso.

Vender

Algumas "rendas e concessões" foram desmentidas por não serem politicamente correctas (caso do Teatro Aveirense) mas a avaliar pelo que diz o presidente da Câmara e outras declarações mais ou menos inocentes, a coligação está mesmo em maré de vender ou entregar a terceiros. Avança já com a PDA, que deverá ser das mais apetecíveis.
Já agora, depois do que foi dito sobre o panorama na EMA, haverá alguém que arrisque do seu bolso investir nestas condições?

Nokia Siemens

Para além de todo o trabalho que possa vir a resultar da instalação do centro de inovação, só a projecção pública da associação da Universidade a marcas como a Nokia e a Siemens já é um grande contributo para o cluster das telecomunicações que gravita aqui à volta da Ria.

3.5.07

Desespero

Artur Filipe deve estar cansado de tanto falatório à volta do clube e faz o que pode para baixar o tom das críticas, mesmo internas. Mas as línguas começaram a soltar-se e os próximos tempos, seja qual for o futuro da equipa, serão ruidosos.

Sinceridade

Mas não é sempre assim que acontece ?...

30.4.07

Dívidas & Dúvidas

Se o palpite já era bastante seguro, o que acrescentou, afinal, de novo, a auditoria externa à situação financeira do grupo municipal encomendada pela Câmara de Aveiro ?
Esperam-se as cenas dos próximos capítulos que a história não parece ter final à vista.
Tanto mais, porque o PS continua a não validar todas as dívidas apontadas.
Era esse o discurso de Alberto Souto, que acreditava ter condições, e muito tempo pela frente, para acertar as contas ou mesmo nem pagar em muitos casos. Não aconteceu assim e quando a coligação foi remexer nos caixotes dos pendentes deu no que deu.
A meio do actual mandato, a maioria PSD-CDS/PP continua a dizer que tem trunfos 'na manga' para endireitar o barco.
Mas em concreto, depois de alguns anúncios , mais intenções e até polémicas, tarda em mostrar algo que corresponda às expectativas geradas.

28.4.07

Raul Martins

Raul Martins podia experimentar uma perninha de 'stand up comedy'. Imperdível a cada post. E a prova que a política também nos pode fazer sorrir. Muito bem informado, por sinal, ele que, como é público, já foi confidente inesperado de alguns incondicionais da maioria.

Mensagens subliminares

São muitas mensagens subliminares que não devem agradar aos adeptos mais supersticiosos do Beira-Mar que veio do Restelo sem ganhar para a viagem. A Semana do Enterro do Ano mudou-se para o novo estádio depois de mais uma Feira do Oculto. Isto quando a equipa parece incapaz de travar a 'queda livre' na segundona e tem pela frente na próxima jornada um revigorado Boavista após a vitória em casa frente ao Porto quase campeão .

23.4.07

"Não está fácil"

Parafraseando o 'doutor' Carlos Oliveira: "Não está fácil!". E com a derrota de hoje, ficou ainda mais complicado. O Beira-Mar deu mais passo atrás, após o jogo inglório com a Académica.

22.4.07

Marques Mendes

Marques Mendes foi barrado à entrada do hospital de Estarreja. Um incidente que teria evitado com o anúncio prévio da visita à administração da unidade. O que parece não ter acontecido. Era o mínimo que o PSD deveria ter acautelado, revelando falta de organização já que "o caso" não deverá ter sido causado de propósito.

Atropelozitos

Os portugueses são assim, tentados a encurtar caminhos ou a ultrapassar burocracias mesmo em investimentos com mérito. Quando se sente as costas um pouco quentes, vai de cometer uns atropelozitos às leis.

18.4.07

Ria de Aveiro

Embora respeitosamente, Élio Maia não escolheu palavras meigas para alertar o ministro do Ambiente para "o crime ambiental" que é deixar a Ria de Aveiro "ao abandono e a saque". O momento, a abertura de um encontro de cientistas, pode não ter sido o melhor mas já não há paciência para tanta demora governamental. O presidente da Câmara de Aveiro aplicou a reprimenda em tom mais suave do que o vizinho Ribau Esteves já fez.