16.6.07

Souto

Alberto Souto ignorou, para já, o desafio do novo presidente da secção de Aveiro do PSD feito na rádio Terra Nova, para dizer se estará interessado em ser candidato à presidência da Câmara local nas próximas eleições autárquicas. Rocha Almeida, pela sua parte, está convencido que o antigo edil quer mesmo tentar a desforra.
Na sexta-feira passada o agora vice-presidente da ANACOM fez uma aparição pública para apresentar a monografia sobre Ílhavo da autoria de Senos da Fonseca. Curiosamente, duas figuras que têm em comum acesas divergências políticas no passado com uma mesma pessoa: Ribau Esteves, presidente da autarquia ilhavense eleito pelo PSD.
E foi da boca do autor que Souto ouviu palavras elogiosas ao seu desempenho na Câmara de Aveiro, acreditando que "ainda tem muito a dar" à cidade.
Mas o ex-presidente, asseguram alguns dos que foram os seus mais próximos colaboradores, não tem em mente regressar à política local.
Não deixará é de responder, sempre que se sentir beliscado, pela acção da actual maioria ou por outros ataques.
Muitas das decisões de Élio Maia passaram da surpresa à indignação, o que leva a ter que controlar muito a vontade de reagir, travando novas polémicas. Não se sabe é até quando.

13.6.07

Artist of the Week (14/6/2007)

The National - "Fake Empire". A canção que nos faz manter à tona de água por estes dias.

10.6.07

Resignações

Estranha-se que depois de tanto dinheiro gasto no mercado do peixe, seja encarado com alguma resignação o fecho do edifício para a função que desde sempre desempenhou. E o que será no futuro ? Mais uma sala de exposições ou museu que ninguém frequenta ? Um restaurante ou bar ?

Os placards publicitários de grandes dimensões estão a invadir a cidade, tapando o edificado. Há mesmo necessidade de introduzir este tipo de ruído na vivência da comunidade.
A publicidade já não ocupa espaço que chegue ?

5.6.07

Estratégia

Apesar das expectativas criadas, a estratégia de recuperação financeira da Câmara de Aveiro deixou no ar uma sensação de déjà vu.
Afinal, o plano incorpora medidas que têm sido afloradas pela actual maioria, algumas das quais já desde o tempo da campanha eleitoral.
A maioria parece agora com mais coragem para correr riscos políticos numa fase crucial do mandato. Falta, contudo, uma pitada de audácia.
A coligação apareceu bem ensaida na apresentação, com o presidente a vincar uma outra proposta sem querer, como já é habitual, assumir decisões possíveis que não estão ainda tomadas.
As contas voltam-se a fazer no final do mandato e o resultado do deve e haver poderá voltar a ser determinante nas equações eleitorais.
O passado recente também não poderá deixar de ser lembrado.

Destaques

Há algumas semanas, as páginas centrais do caderno Economia do Expresso eram ocupadas com uma reportagem sobre o cluster das telecomunicações que gravita em Aveiro.
Este fim-de-semana, a revista daquele que é o principal semanário nacional mostrava um exercício interessante para requalificar a Avenida Lourenço Peixinho.
Ainda no sábado, a revista do DN trouxe uma grande entrevista com a reitora da Universidade.
Isto ajuda muito Aveiro a ganhar espaço na dinâmica regional.

1.6.07

Homenagens

O autocarro da Murtosa era uma opção. Mas a maioria das vezes a boleia resolvia, com facilidade, o problema para rumar à Torreira. Ainda hoje, um destino de eleição.

(via Santaterrinha)

Parabéns atrasados pelo bi, Ovarense. Os vareiros foram espectaculares dentro e fora campo.

(via AlvaroSantos)

Uma questão de imagem e habilidade

O Beira-Mar caiu na segunda divisão mas ainda arrastou, para além dos jornais, rádios e televisões nacionais para a apresentação do treinador Rogério Gonçalves.
A oportunidade de dar uma imagem positiva e confiante numa fase difícil, e em que é necessário recomeçar do zero, foi desperdiçada por inabilidade da direcção que raramente acerta o 'tom' para estes momentos mediáticos.
Notou-se desconforto nas abordagens a questões mais incómodas dos jornalistas que um director menos ligado ao futebol até tentou, em surdina, evitar que o presidente respondesse.
Artur Filipe falou a contragosto, deixando no ar que há pelas bandas do estádio municipal muitas coisas mal resolvidas de uma época infeliz a vários níveis.

Justiça

A sentença do processo de peculato que o Tribunal de Águeda voltou a julgar parcialmente foi distribuída pelos advogados em suporte digital mas do século passado... O juiz presidente entregou disquetes! Assim se vê como a justiça acompanha a evolução tecnológica. Com atraso considerável. Não chegaram ainda ao CD Rom. E para usar pen ainda vai demorar uns tempitos.

30.5.07

Artist of the Week (30/5/2007)

The National - "Mistaken For Strangers"

Audiências

Uma espécie de apelo desesperado que chegou pelo correio electrónico exemplifica uma das técnicas de fazer as audiências das televisões disparar. "Se tiverem conhecimento de curiosidades, situações de injustiça, casos de interesse raro, de fraude e abuso de poder ou até mesmo 'relatos' com final feliz, não hesitem em enviá-los para (......)"

Plano de reequilíbrio financeiro

Não era para ser apresentado em Maio ?

Greve

Isto de fazer greve é desgastante.
Alvorada cedo, sair para a rua, entrar nos serviços públicos, contactar sindicalistas. À tarde, repete-se a dose.
Surge a habitual guerra de números e o desconforto de não ter a certeza do que nos dizem de ambos os lados da barricada.
Mas ao final do dia, a mobilização parece não ter sido propriamente de greve geral. As duas partes deram-se por satisfeitas com o protesto. Isso quer dizer alguma coisa ?

28.5.07

Dramatizar

O "monstro" em que a dívida / passivo da Câmara de Aveiro se transformou continua indomável e obrigará "pelo menos a 15 anos de sacrifícios", avisou o presidente. Espera-se que as medidas de reequilíbrio da tesouraria sejam eficazes um pouco antes...
De qualquer forma, a gestão financeira é o grande teste da governação de Élio Maia e tem sido o argumento usado pela maioria para justificar a incapacidade de investimento actual.
Mas a dramatização persistente, como se ouviu dizer da bancada do PS na Assembleia Municipal, também não ajuda a adquirir o bem mais precioso para quem pretende 'dar a volta' ao problema: confiança.

24.5.07

Hospital S. João da Madeira

O director do hospital de S. João da Madeira dramatizou a saída, que era já previsível, do cargo. Fernando Portal protagonizou em grande medida a contestação local ao fecho da urgência hospitalar. Quebrou, assim, o dever (?) de lealdade política e institucional com a tutela. Poderia ter-se demitido em desacordo mas não o fez. O Ministério da Saúde deixou acabar o mandato e não o reconduziu, aproveitando para fazer a substituição.
O ministro Correia de Campos continua a mexer nas administrações hospitalares da região. Aconteceu o mesmo nos últimos meses em Estarreja e Ovar, por exemplo, que também fazem parte da lista de urgências a encerrar. Antes disso acontecer, o governante 'calou' vozes mais incómodas às suas políticas.

20.5.07

Despromoção

O espelho de uma época muito infeliz no plano desportivo que chegou ao fim reflecte também muitas opções de gestão fora de campo no mínimo questionáveis. E algumas até anedóticas.
O clube devia fechar uns dias para reflectir.

15.5.07

VitaSal gera hipertensão

No meio de uma intervenção de Carlos Candal, Élio Maia virou-se para trás e perguntou à mesa da Assembleia Municipal se tinha dado a palavra ao deputado do PS.
Candal 'foi aos arames' com a atitude do presidente da Câmara, apelidando-o de "queixinhas". Depois até pediu desculpa à Assembleia e à mesa pela atitude, não ao presidente da Câmara.
Por aqui se vê o nervoso que pairou pela última sessão em que, manifestamente, o professor Celso, habitual substituto aquando das não raras ausências da presidente da mesa, Regina Bastos, não teve 'mão' nos deputados.
O PS entrou 'a matar' através de Raul Martins no assunto da VitaSal, com uma intervenção que teve alguns parágrafos de insinuações que Élio Maia não gostou nada de ouvir.
Depois de muita discussão, o acordo que torna a empresa numa imobiliária foi submetido a votação. Apressada pelo presidente, sem grande vontade de ter o assunto mais tempo a suscitar dúvidas e esclarecimentos.
Antes a oposição já tinha obrigado a adiar dois pontos por lapsos da maioria na organização da papelada que deveria entregar. O caso mais insólito foi o do protocolo que chegou do pelouro da Cultura em catalão e inglês...

13.5.07

Frapil

O processo da antiga Frapil arrasta-se há demasiados anos e o Estado português já foi condenado por isso mesmo.
Apesar de tudo, os ex-trabalhadores nunca desistiram, tornando públicas as reclamações, tradicionamente no Dia da Cidade, e agora receberam uma preciosa ajuda da Câmara que dá novas esperanças de receberem os créditos a que têm direito.
Parte importante dos louros pertencem a Élio Maia que há um ano vinha perseguindo este acordo. Revelou, assim, as qualidades de negociador que têm ajudado em outros casos problemáticos que tem entre mãos.
Nota positiva também para o discurso presidencial, na forma e conteúdo, acertado a um momento em que a maioria procura criar uma nova dinâmica na gestão municipal.
A sessão solene, ao contrário do habitual, ficou sem direito a directo das rádios locais.

10.5.07

Sucessos.pt

Manuel Pinho não cometeu a imprudência de voltar a decretar o final da crise mas esteve tentado pelo entusiasmo que evidenciou ao visitar duas empresas da região.
Confessadamente inspirado em programas como o Sucesso.pt da SIC, o ministro da Economia e Inovação decidiu ocupar dois dias por mês nos próximos tempos a fazer relações públicas e marketing para dar visibilidade aos casos de sucesso de PME lusas.
O arranque fez-se no distrito de Aveiro e Manuel Pinho até faltou ao Conselho de Ministros para estar presente, como deseja fazer em todas as saídas ao terreno.
Preocupou-se, pela manhã, em chamar os jornalistas da região para uma acção de charme. Depois, nas visitas, o interese era fazer passar a imagem de inovação e excelências para o registo das televisões.
Muitos sorrisos, produtos nas mãos e simpatia no trato com os empresários.
Os efeitos desejados não serão apenas elevar a auto-estima pelo que somos capazez de fazer. Haverá também interesses políticos, do Governo e do próprio ministro que se envolve directamente nesta acção numa altura em que o PSD diz que são, justamente, as PME as mais esquecidas.