24.3.11

PEC (ados) fatais

A adrenalina é tanta que a classe política hoje nem vai conseguir dormir mergulhada que já está no jogo pelo poder, influências e interesses.
A maioria dos portugueses têm insónias devido à crise que governantes e oposições deixaram alastrar com culpas mútuas.
A democracia excita-se com eleições, devolvendo a palavra ao povo que se vê confrontado com um cada vez mais mero formalismo. Mudar para ficar tudo na mesma.
E claro, já se sabe que é o mexilhão quem vai pagar quase tudo no final.
Independentemente dos próximos protagonistas, as previsíveis decisões terão as mesmas consequências reais.
Curiosamente, na mesma tarde em que a oposição tirava o tapete ao Primeiro-Ministro na Assembleia da República, em Aveiro o Governador Civil distribuía 160 mil euros por algumas associações locais, realçando "o esforço feito em momento de crise".
José Mota acabou exortando os presentes “a trabalharem no sentido da procura da felicidade”.
Ora, façam lá então esse favor.

Os principais protagonistas, para memória futura





21.3.11

Portugal, Portugal


4.3.11

Roupinha ao sol

Dizem que vem chuva no entrudo, aproveitam-se os raios de sol. 
Muita roupinha seca um freelancer.

28.2.11

Liberdade


Manuel Godinho saiu hoje da cadeia de Aveiro para continuar preso em casa. Livre como um passarinho quando muda de gaiola.
O sucateiro de Esmoriz, que adora futebol, caiu na desgraça quando começou a lidar com o lixo da política. Altas influências (a pedido ou oferecidas, ainda se está para ver) favoreceram, dizem os investigadores, grandes negócios com dinheiros públicos.
Um doce para as polícias que ainda encontraram de brinde escutas comprometedoras para altos responsáveis.


À mesma hora, no estádio de Aveiro, Leonardo Jardim deixaria o presidente do Beira-Mar de boca aberta, não por recusar a proposta de renovação, mas por querer deixar o clube já, libertando-se de um "peso". 
Fica preso apenas ao acordo prévio do Beira-Mar se até ao final da época quiser formalizar vínculo. O que, disse o próprio, não parece ser hipótese e, assim, nada mais renderá ao clube no final da época que não parte de leão do mérito, espera-se, da permanência ainda por garantir matematicamente. Já não seria mau para ambas as partes se houver um final feliz.
Ambicioso, o técnico, que promoveu equipas em duas épocas seguidas, uma das quais à Liga maior, libertou-se do Beira-Mar mas fica refém da sua própria táctica (deveria registar os direitos para não ser copiado). Um risco calculado para não ficar fora-de-jogo, apesar de negar ter propostas de Portugal.

25.2.11

Lavoura na Avenida

Não são as famosas hortas sociais de Aveiro.
O abate de árvores deixou muita terra para lavrar na Avenida Lourenço Peixinho. É tempo de preparar a próxima sementeira, ainda que estejam anunciadas para este ano ainda as primeiras obras de qualificação.
O que irá florir naquelas paragens?  

24.2.11

Em directo e ao vivo para os telemunícipes


Com uma mobilização de meios extraordinária a Assembleia Municipal (AM) de Aveiro estreou-se, com vaidade, na transmissão das sessões pela web. Já não era sem tempo, para uma das primeiras cidades digitais.
Três camaras, outros tantos operadores, uma regi recheada de equipamento e mais técnicos talvez se justifique para tudo correr bem na emissão histórica, por ser a primeira.
O sistema  esteve sempre no limite dos escassos cerca de 50 utilizadores permitidos, mas viram-se muitos deputados também ligados a ocupar lugar.
Com as rotinas das sessões (sempre demoradas e repartidas por vários dias) a mesa da AM e a Escola Profissional de Aveiro (que cede os meios técnicos e humanos), possivelmente, concluirão que não há necessidade de tanto, nem a Internet exige qualidade de televisão.
A emissão em contínuo é útil para quem se interessa pelos grandes debates políticos seguir as trocas de galhardetes no aconchego de casa e comentar animadamente no chat. Talvez os vogais se preparem melhor, fazendo mais trabalho de casa.
Ajudará também, em muitas das reuniões, quem sofre de insónias.



22.2.11

Água dura em pedra mole

As obras (anuais) de manutenção no que resta da praia do Furadouro, Ovar.
Este ano, incluem como bónus a reconstrução de uma zona dunar destruída para ser transformada em estacionamento.
Ainda terá salvação ?
Ou faça-se um corte a régua ao que está perdido, como aparece em estudos técnicos oficiais.

21.2.11

GNR passa a ter um quartel "General" em Arouca


A GNR de Arouca tinha o pior quartel do distrito de Aveiro. Agora é motivo de inveja entre a guarda.
A mudança tardou mais do que se previa por falta de ligação à rede eléctrica, mas a casa nova, inaugurada no sábado, com a presença do ministro Rui Pereira, está já operacional.

"Passou do 8 para o 88" como disse o pároco do Burgo após a bênção do novo edifício, um verdadeiro "quartel General".
O ministro que está por estes dias sob mais fogo cruzado entusiasmo-se de tal forma com a obra que afastou comentar quaisquer outras questões da sua tutela "para não desvirtuar" a cerimónia que até correu bem, ao contrário do que tem sucedido quando governa.

14.2.11

Congresso da CIRA sem intervenção do município anfitrião ?

Um postal de FNB que chega da Assembleia da República. "Pela minha parte, gostaria de saber se o autarca aveirense foi marginalizado ou optou, ele próprio, por se secundarizar. Uma das hipóteses é ofensiva, a outra é simplesmente triste. Ambas são graves!" (ler).

12.2.11

Não foi convidado, mas também não se vai oferecer...


Azelhice, impasse à espera das eleições,  guerra psicológica ou mesmo o anunciar de fim de um ciclo ?
O futuro de LJ no Beira-Mar continua indefinido.
"De saída podemos estar todos". Para já, mensagens codificadas e só para bons entendedores (som).

11.2.11

O homem da escavadora


Se Cavaco Silva é homem do leme, José Sócrates ameaçou tornar-se o homem da escavadora.
No lançamento da primeira pedra da fábrica de baterias da Nissan, em Aveiro, o Primeiro-Ministro arrancou aplausos na forma como manobrou a pá.
Os nipónicos podem ter a tecnologia que promete revolucionar os veículos eléctricos, mas quanto a abrir buracos o chefe do Governo evidenciou estar mais à altura da tarefa do que o executivo da Nissan que o precedeu.





8.2.11

Força de expressão

A pretexto de cargas e descargas, já se estaciona à vontade na praça do Peixe. "Sujeito a reboque " é uma das forças de expressão em que Aveiro se tornou pródiga. Aproveite.

2.12.10

Do mal, o menos

Entre a divulgação tida como surpreendente da NASA e a escolha de Portugal para o mundial, espero que se confirme (apenas) a primeira. Pelo menos, não deve sobrar para os contribuintes do costume pagar as contas.
E se os russos estão tão interessados, que levem a competição.
Tragam para cá os extraterrestres e a atracção seria bem mais lucrativa.

Telegráfico

- O jornalista Daniel Rodrigues teve a coragem de assumir tarefas cívicas que tantos de nós evitamos por manifesto comodismo, com a desculpa do pretenso (falso) estatuto de imparcialidade a que deveremos obediência.

- O Beira-Mar paga a credores com a ajuda de dinheiro emprestado por um misterioso particular. Não é mais do mesmo ?

-  Teste; um, dois, teste. Escritos e ditos que se comenta em surdina para não ferir susceptibilidades.

22.10.10

Teatro Aveirense lança mais um ex-director artístico

Desde 2005 que tem sido um corropio de directores artísticos no Teatro Aveirense.
João Aidos, Paulo Ribeiro, Rui Sérgio, Ana Figueira, Maria da Luz Nolasco e Pedro Jordão desempenharam aquelas funções na principal sala da cidade, mais poupadinha à medida que o tempo das vacas mais gorditas foi passando.
O ex-programador do Mercado Negro decidiu agora sair de cena sem comemorar o primeiro ano de actividade, queixando-se de um drama da vida real de todos nós nos tristes dias que correm.
Não deixa de se estranhar, até porque Pedro Jordão estava avisado para o pior e deveria contar bem os euros culturais.
Terá acontecido algo no último mês atrás do pano para conduzir a este desfecho ?
Aguarda-se pelo próximo responsável de sala. The show must go on.

21.10.10

Os directores passam, o treinador fica (até ver)


Leonardo Jardim arriscou pegar no instável Beira-Mar e teve sucesso, alcançado uma ascensão em tempo recorde à Liga maior do futebol português.
O madeirense nunca teve a vida facilitada à beira ria e assiste agora a nova temporada de uma novela que não queria reviver.

O clube mais representativo da região, fora de campo, joga sempre contra si, tardando um pacto entre ex e actuais dirigentes que permita, sem arrestos e penhoras, aplicar o que se aprende a quem se inicia no Galitos:  remar para o mesmo lado é, certamente, bem mais útil para chegar à meta.

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