29.4.11

Beira-Mar apanhado fora-de-jogo


Felizmente para o seu desempenho desportivo, o Beira-Mar vai conseguindo melhores resultados em campo do que a tratar da imagem, onde é apanhado recorrentemente fora-de-jogo.
O clube, por força da presença na elite do futebol português, tem grande exposição mediática e suscita interesse jornalístico.
Aliás, quase tão importante como marcar golos na baliza adversária e ganhar pontos é saber potenciar, comercialmente e não só, essa visibilidade que pode valer muitos milhares de euros em cada época, se transformada em publicidade e vendas (incluindo ingressos).
O que impõe o bom acompanhamento do trabalho da imprensa, a par de outros cuidados ao nível da comunicação.
Não tendo quem faça esse trabalho com saber, bastaria o convívio com os principais clubes do País para, pelo menos, ter algum conhecimento das exigências a este nível e agir em conformidade.
Posto isto, é estranho que ainda sucedam episódios lamentáveis como os que rodearam a ausência de Rui Bento.
O Beira-Mar, repetindo falhas de sucessivas direcções,  que já fazem parte do anedotário, não soube, ou pior não quis, prestar os esclarecimentos adequados (informação correcta) e deu azo a uma enorme confusão e até a mal estar entre as duas partes da barricada.
Rui Bento não gostou de ler que esteve no Brasil de férias e negou ter sido assaltado (ouvir som NotíciasdeAveiro.pt), reclamando mais profissionalismo dos jornalistas que não podem, eventuais falhas à parte, ficar com a culpa toda. Até porque, afinal, quem desvirtuou a verdade, até com mentira de perna curta, pode bem figurar entre os responsáveis do clube.
A não repetir, para evitar a má imagem de uma casa desgovernada e sem rigor no que se transmite para fora de portas.

Os desportivos A Bola, Record e O Jogo e ainda Diário de Aveiro acompanham, regra geral, diariamente o Beira-Mar.  
A conferência de antevisão da jornada seguinte é coberta normalmente, exceptuando os jogos com os três grandes, ainda pela Lusa, rádio TerraNova e NotíciasdeAveiro.pt.
Há quem se veja forçado, eventualmente por falta de meios, a saber das últimas à distância, por outras formas para ter mais algum futebol na linha. Só é pena que façam copy past do essencial sem a delicadeza ética de citar da fonte original, como sempre fazem das agências ou jornais grandes, só porque se trata de uma publicação on-line local. As boas regras da prática jornalística aplicam-se a todos. 


28.4.11

FMI

Vivemos dias do Fim dos Matrimónios Indestrutíveis (FMI).
Após quatro amigos e familiares próximos terem resolvido, curiosamente todos a bem, desatar o nó, que os antigos diziam ser cego, eis que se aproxima um casório para quebrar o que se ameaçava transformar na regra. Felicidades, desde já, para os noivos.
 

Fertilizante eleitoral

A fertilização das terras de cultivo tornou-se uma ciência que as modernas explorações agrícolas tentam melhorar para tirar o máximo de proveito.
Pedro Passos Coelho foi a uma quinta em Nariz, Aveiro, onde viu os ensaios com estrume tecnologicamente modificado, quase sem o odor clássico e que praticamente não suja as mãos. Ao contrário do que acontece, não raro, durante as campanhas eleitorais.


21.4.11

Teoria da conspiração ou os males da inveja

A forma como nos deixámos governar mal e alguns se governaram muito bem não explica tudo na crise financeira que ameaça colocar o País na bancarrota.
Os que lançam ataques especulativos, a coberto da mão invisível que move as agências de rating, e aqueles que agora fazem da solidariedade europeia palavra vã esquecendo o seu próprio passado, têm, na verdade, dor de cotovelo.
Invejam o nosso sol, as praias e as serras a meia hora de auto-estrada, a comida, as tolerâncias de ponto e pontes que nos dão tempo livre para sermos felizes como eles nunca serão.

11.4.11

"Paz e tranquilidade", Silva Vieira dixit

Quando tudo era simples e até resultava.
Já agora, um jogo: reconhece as velhas guardas da imprensa escrita e falada aveirense ?



8.4.11

Complexos

O presidente da Câmara de Aveiro parece continuar a exercer o cargo com inexplicáveis complexos de protagonismo político, que dá a entender evitar a todo custo.
Ou então, o que é mais grave, não se apercebe de quando é esperado que assuma essa liderança que lhe foi renovada por decisão democrática para um segundo mandato.
A última reunião pública do executivo, que até contou com algum público,  trouxe mais alguns exemplos em que a discrição de Élio Maia não deixa de causar estranheza.
Uma intervenção técnica antevendo a revisão (não só cartográfica mas também estratégica) do PDM sem o necessário enquadramento político prévio do líder da edilidade só pode ter sido distração.
A deliberação de abertura de concurso para o há muito desejado porto de abrigo de S. Jacinto merecia também, pelo menos, uma introdução depois de tantas voltas que o processo deu.
Não seria criticável fazer "render o peixe" de uma bandeira que a maioria consegue hastear.
Compreende-se ainda com maior dificuldade que seja um técnico a dar conta em primeira mão, publicamente, do importante acordo com o Ministério da Educação que tira da alçada da Câmara o emblemático edifício do conservatório, motivando de Élio Maia não mais que um rodapé, de escassos segundos, a congratular-se com o diálogo entre as partes.
A oposição aqui também não fez o trabalho de casa. Deixou passar sem esclarecimentos as implicações da doação do edifício à Parque Escolar na distribuição de verbas do Parque da Sustentabilidade, que prevê o financiamento do restauro do conservatório. 

7.4.11

Precipício

Aos 67 anos, JMS perdeu a vista mas não a visão. O exemplo do empresário de Estarreja que numa década transformou a oficina onde fazia atrelados para a lavoura na maior fábrica ibérica de mobiliário hospitalar faz-nos acreditar que Portugal tem remédio dentro de portas para atacar a sério o que as anestesias externas só aliviam. Por muito doloroso que seja o tratamento. A alternativa é sucumbir, mas ainda há tempo de dar um passo atrás e fugir à queda do precipício.

5.4.11

Empregos em tempos de falta de trabalho

O Presidente da Câmara Municipal fez alusão ao emprego onde “num passado muito recente, vimos nascer no nosso Concelho diversos investimentos e a criação de diversos postos de trabalho, estando outros já aprovados e em vias de concretização” refere Élio Maia.
No total, foi aferido que são 3.300 postos de trabalho “criados recentemente ou cuja criação está já absolutamente confirmada e prevê-se que com a construção do parque da Ciência e da Inovação sejam definidos cerca de 10.000 empregos” (ler mais).

24.3.11

PEC (ados) fatais

A adrenalina é tanta que a classe política hoje nem vai conseguir dormir mergulhada que já está no jogo pelo poder, influências e interesses.
A maioria dos portugueses têm insónias devido à crise que governantes e oposições deixaram alastrar com culpas mútuas.
A democracia excita-se com eleições, devolvendo a palavra ao povo que se vê confrontado com um cada vez mais mero formalismo. Mudar para ficar tudo na mesma.
E claro, já se sabe que é o mexilhão quem vai pagar quase tudo no final.
Independentemente dos próximos protagonistas, as previsíveis decisões terão as mesmas consequências reais.
Curiosamente, na mesma tarde em que a oposição tirava o tapete ao Primeiro-Ministro na Assembleia da República, em Aveiro o Governador Civil distribuía 160 mil euros por algumas associações locais, realçando "o esforço feito em momento de crise".
José Mota acabou exortando os presentes “a trabalharem no sentido da procura da felicidade”.
Ora, façam lá então esse favor.

Os principais protagonistas, para memória futura





4.3.11

Roupinha ao sol

Dizem que vem chuva no entrudo, aproveitam-se os raios de sol. 
Muita roupinha seca um freelancer.

28.2.11

Liberdade


Manuel Godinho saiu hoje da cadeia de Aveiro para continuar preso em casa. Livre como um passarinho quando muda de gaiola.
O sucateiro de Esmoriz, que adora futebol, caiu na desgraça quando começou a lidar com o lixo da política. Altas influências (a pedido ou oferecidas, ainda se está para ver) favoreceram, dizem os investigadores, grandes negócios com dinheiros públicos.
Um doce para as polícias que ainda encontraram de brinde escutas comprometedoras para altos responsáveis.


À mesma hora, no estádio de Aveiro, Leonardo Jardim deixaria o presidente do Beira-Mar de boca aberta, não por recusar a proposta de renovação, mas por querer deixar o clube já, libertando-se de um "peso". 
Fica preso apenas ao acordo prévio do Beira-Mar se até ao final da época quiser formalizar vínculo. O que, disse o próprio, não parece ser hipótese e, assim, nada mais renderá ao clube no final da época que não parte de leão do mérito, espera-se, da permanência ainda por garantir matematicamente. Já não seria mau para ambas as partes se houver um final feliz.
Ambicioso, o técnico, que promoveu equipas em duas épocas seguidas, uma das quais à Liga maior, libertou-se do Beira-Mar mas fica refém da sua própria táctica (deveria registar os direitos para não ser copiado). Um risco calculado para não ficar fora-de-jogo, apesar de negar ter propostas de Portugal.

25.2.11

Lavoura na Avenida

Não são as famosas hortas sociais de Aveiro.
O abate de árvores deixou muita terra para lavrar na Avenida Lourenço Peixinho. É tempo de preparar a próxima sementeira, ainda que estejam anunciadas para este ano ainda as primeiras obras de qualificação.
O que irá florir naquelas paragens?  

24.2.11

Em directo e ao vivo para os telemunícipes


Com uma mobilização de meios extraordinária a Assembleia Municipal (AM) de Aveiro estreou-se, com vaidade, na transmissão das sessões pela web. Já não era sem tempo, para uma das primeiras cidades digitais.
Três camaras, outros tantos operadores, uma regi recheada de equipamento e mais técnicos talvez se justifique para tudo correr bem na emissão histórica, por ser a primeira.
O sistema  esteve sempre no limite dos escassos cerca de 50 utilizadores permitidos, mas viram-se muitos deputados também ligados a ocupar lugar.
Com as rotinas das sessões (sempre demoradas e repartidas por vários dias) a mesa da AM e a Escola Profissional de Aveiro (que cede os meios técnicos e humanos), possivelmente, concluirão que não há necessidade de tanto, nem a Internet exige qualidade de televisão.
A emissão em contínuo é útil para quem se interessa pelos grandes debates políticos seguir as trocas de galhardetes no aconchego de casa e comentar animadamente no chat. Talvez os vogais se preparem melhor, fazendo mais trabalho de casa.
Ajudará também, em muitas das reuniões, quem sofre de insónias.



22.2.11

Água dura em pedra mole

As obras (anuais) de manutenção no que resta da praia do Furadouro, Ovar.
Este ano, incluem como bónus a reconstrução de uma zona dunar destruída para ser transformada em estacionamento.
Ainda terá salvação ?
Ou faça-se um corte a régua ao que está perdido, como aparece em estudos técnicos oficiais.

21.2.11

GNR passa a ter um quartel "General" em Arouca


A GNR de Arouca tinha o pior quartel do distrito de Aveiro. Agora é motivo de inveja entre a guarda.
A mudança tardou mais do que se previa por falta de ligação à rede eléctrica, mas a casa nova, inaugurada no sábado, com a presença do ministro Rui Pereira, está já operacional.

"Passou do 8 para o 88" como disse o pároco do Burgo após a bênção do novo edifício, um verdadeiro "quartel General".
O ministro que está por estes dias sob mais fogo cruzado entusiasmo-se de tal forma com a obra que afastou comentar quaisquer outras questões da sua tutela "para não desvirtuar" a cerimónia que até correu bem, ao contrário do que tem sucedido quando governa.

14.2.11

Congresso da CIRA sem intervenção do município anfitrião ?

Um postal de FNB que chega da Assembleia da República. "Pela minha parte, gostaria de saber se o autarca aveirense foi marginalizado ou optou, ele próprio, por se secundarizar. Uma das hipóteses é ofensiva, a outra é simplesmente triste. Ambas são graves!" (ler).

12.2.11

Não foi convidado, mas também não se vai oferecer...


Azelhice, impasse à espera das eleições,  guerra psicológica ou mesmo o anunciar de fim de um ciclo ?
O futuro de LJ no Beira-Mar continua indefinido.
"De saída podemos estar todos". Para já, mensagens codificadas e só para bons entendedores (som).