10.2.06

Estádio


O anterior executivo tinha muitas teorias sobre a rentablização do estádio Mário Duarte. Miguel Lemos fervilhava de ideias e as contas pareciam dar-lhe entusiasmo.
Entretanto, o Beira-Mar caiu na Liga de Honra e as expectativas tiveram de ser refreadas.
2005 foi já um ano mau para o estádio. Vamos esperar pelos resultados finais.
A actual Câmara diz que encontrou um panorama muito cinzento e anuncia agora possíveis medidas para tirar proveitos do estádio que não sendo originais colocam à prova a capacidade dos novos gestores da EMA. Como disse o vereador Jorge Greno, em 2006 é o primeiro ano em que se saberá, com rigor, até que ponto é deficitário.

Fenómenos urbanos

A rua que serve a creche do centro paroquial da Vera Cruz, em Sá Barrocas, uma das urbanizações recentes da cidade, não tem iluminação. Esqueceram-se e nunca mais lá foram ligar a luz.
A nova avenida Fausto Ferreira é um primor de projecto. Os moradores daquela nova urbanização que circulam vindos das Agras do Norte de regresso a casa são obrigados a dar a volta em contra mão ou, sendo respeitadores do código, têm de ir dar a volta pela capela das Barrocas até à linha férrea e apanhar o sentido correcto. Claro que ninguém faz isso!
Mas o projectista da avenida deixou outra marca que não lembraria a ninguém: quando se sai da urbanização em direcção à cidade, é preciso apanhar um corte da avenida e só a custo se dá a volta de uma vez... Quando isso não acontece, só mesmo com uma ou duas manobras.
Será que a avenida não foi construída para circular de automóvel ?
Os fénómenos viários das Agras não se ficam por aqui: há um arruamento recente que terminou junto à entrada da escola.
Muito pior é ir para Esgueira de carro no pouco que resta do que terá sido uma rua alcatroada no passado longínquo ! A vantagem é que indo devarinho sempre dá para apreciar a passagem superior na linha férrea, expoente máximo da nova arquitectura urbana da cidade.
Já agora, existe alguma razão para prender os caixotes do lixo em plena via ou é mesmo para os condutores fazerem tiro ao alvo ?

8.2.06

Euro sub-21

Os estádios de Aveiro e Águeda vão receber os jogos do grupo B do europeu de sub-21 em futebol que integra as selecções da Ucrânia, Holanda, Itália e Dinamarca.
Os holandeses regressam a Aveiro, onde foram, a par dos checos, responsáveis pela maior animação fora de campo durante o Euro 2004.
A presença da Squadra Azurra (campeã em título) é muito bom no plano desportivo.
E como estas provas europeias têm sempre destaque mediático, Águeda e Aveiro também poderão alcançar alguma projecção. Holanda, Itália e Dinamarca são mercados turísticos que interessa despertar a atenção. Vejamos o que vai acontecer.

Tribunal Administrativo e Fiscal

Para já, Aveiro terá, ao que foi noticiado, apenas uma secção do Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu. Mas é um passo importante para localizar na cidade um serviço de justiça cada vez mais utilizado.
Esta decisão governamental deve-se, em grande, parte aos préstimos do Governador Civil de Aveiro, Filipe Neto Brandão, que recebeu a ajuda da Câmara de Aveiro na disponibilização do espaço.
Apesar do low-profile com que tem exercido o cargo, Neto Brandão não esqueceu antigas reivindicações locais a que está também muito sensível enquanto advogado e ex-deputado na Assembleia Municipal onde se lavraram protestos junto do Governo pela saída de serviços judiciários.

7.2.06

Investimentos

Nestes últimos dias ouvimos autarcas de Águeda, Ílhavo e Oliveira Azeméis com lamentos por não poderem aceitar propostas de investimentos que lhes são feitas, designadamente para a instalação de novas empresas. Habitualmente, a recusa deve-se à falta de terrenos ou zonas industriais.
Na actual conjuntura económica é um paradoxo que não se facilite a vida a quem tem disponibilidade para investir e criar postos de trabalho.
As autarquias têm grande parte das responsabilidades já que não acautelaram, atempadamente, as condições que poderiam ajudar, e muito, a gerar riqueza.

2.2.06

O novo caminho de Águeda


É evidente que 100 dias de gestão camarária no início do primeiro mandato, ainda por cima quando coincide com um novo ciclo, não é tempo suficiente para a adaptação perfeita quanto mais para anunciar grandes projectos.
Em Águeda, a maioria PS fez um esforço para mostrar que a mudança prometida está a iniciar o seu caminho.
Gil Nadais, presidente eleito em Outubro depois de 30 anos de sucessívos executivos PSD, deu conta de algumas medidas tidas como emblemáticas mas pediu "calma" quando os jornalistas quiseram saber mais sobre alguns projectos. E na verdade não se pode exigir assim tanto. Para já.
A oposição social democrata também surgiu renovada para acompanhar os novos tempos.
De Águeda fico sempre com uma impressão cinzenta, que resultará, em grande medida, do peso industrial das ferragens e cerâmicas.
Mas os últimos anos de gestão do PSD não ajudaram a melhorar a imagem de um concelho que
necessita de ganhar os tons do rio, da pateira e da serra enquadrando janelas de modernidade que abriram-se aqui e ali .
(foto da Pateira de Fermentelos da autoria de João Quintela).

1.2.06

Publicación digital

Os jornais portugueses estão a precisar de um valente choque tecnológico para ver se seguem os bons exemplos do outro lado da fronteira: ABC | El Mundo | El Pais | La Vanguardia| El Periodico

Play lists para todos os gostos

Uma ideia interessante.

Fogos florestais

A "indústria do fogo" já não renderá tanto como no passado recente, por força das regras criadas para a venda de madeira queimada.
Representantes dos produtores florestais da região, que vêem anualmente grande parte dos seus rendimentos serem consumidos pelos incêndios, foram hoje desafiados a intensificar a prevenção. O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural lembrou os incentivos para a criação de sapadores florestais.
Só que a disponibilidade dos proprietários florestais, em anos recentes, não teve a correspondência prometida. É que as verbas atribuídas foram transferidas sempre com atrasos significativos quando o trabalho no terreno não pode esperar pela época dos fogos.

31.1.06

Desenvolvimento rural

A actividade agrícola não pode subsistir desenquadrada de uma estratégia mais ampla, de desenvolvimento rural, abrangendo o turismo rural, o artesanato e a defesa do ambiente, entre outras.
Na Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos respira-se esse espírito. Apesar de todas as dificuldades que o mundo rural enfrenta, é indispensável dar-lhe condições para não acabar.

30.1.06

Empresas municipais

O ex-vereador Domingos Cerqueira escreve hoje no Diário de Aveiro um artigo de opinião sobre mexidas ocorridas na empresa municipal Aveiro Expo que terá, necessariamente, de merecer uma resposta camarária.

29.1.06

Goleada


3532 pessoas (!) assistiram, esta tarde, ao resultado mais expressivo do Beira-Mar até ao momento na Liga de Honra. Cada golo ficou ao preço de um sms a quem adquiriu os bilhetes de 2,5 euros.
Ninguém pode dizer que saiu mal servido do gélido Mário Duarte.
A verdade é que, apesar de liderar o campeonato, a equipa agora só ligeiramente aurinegra (sim, porque o preto está definitivamente em desuso no equipamento oficial) tardava em matar a fome de golos dos seus adeptos.
Inácio tem um desejo secreto, para além da ambicionada subida de divisão. Bater o seu recorde de jogos sem perder alcançado quando foi treinador campeão pelo Sporting. Mas não quer falar muito disso, para não dar azar !
(Foto de Pedro Ribau)

27.1.06

Sugestão

Uma escapadinha até Arouca este sábado.

Ramal abre caminho

Com a expropriação de terrenos o ramal ferroviário do Porto de Aveiro poderá não sair mais dos carris. O projecto é antigo tendo conhecido avanços e recuos. Tenho cá para mim que está para breve uma visitinha do Primeiro-Ministro José Sócrates para anunciar a abertura do concurso desta obra emblemática para a região. Já deverá ser apenas uma questão de acerto de agenda.

23.1.06

Élio & Cavaco


Carlos Santos, vice-presidente da Câmara de Aveiro, surpreendeu, esta tarde, durante o período antes da ordem do dia da sessão pública, ao encontrar semelhanças nas vitórias eleitorais de Élio Maia e Cavaco Silva, respectivamente, nas últimas autárquicas e presidenciais.
A explicação segundo o prestável vereador do PSD é que ambos fizeram campanha "com elevação e sem agredir os adversários" e isso "normalmente é bem acolhido pelos portugueses que não gostam que se diga permanentemente mal".
Do PS, além de votos democráticos de parabéns à direita, o vereador Pedro Silva pegou na deixa e enunciou outra parecença entre as campanhas de Cavaco e Élio: "Vimos agora que quem apresenta os programas menos extensos também vence".
Foto do Blogdaskipper

22.1.06

Cavaco PR

Confirmando aquilo que perspectivara, Cavaco Silva foi eleito Presidente da República e teve uma boa ajuda de Aveiro.
Desconfio que nada será com dantes, com o regresso do cavaquismo e dos cavaquistas. E não necessariamente para melhor, como a maioria dos portugueses estão à espera. Veremos o que o tempo nos dirá.
A esquerda, de vistas curtas, foi vítima da sua própria ganância.
Apesar da abstenção ter diminuído, não foi suficiente para a chegar à segunda volta.
José Sócrates saiu muito mal da aposta que fez e na qual empenhou o seu Governo com uma campanha de relações públicas em torno de novos investimentos no País com motivações, obviamente, de criar um bom 'elan' em véspera eleitoral.
A terminar a noite ainda cometeu a indelicadeza de tirar a palavra a Manuel Alegre, fazendo cair a sua intervenção 'em cima' da declaração do candidato nas televisões.

21.1.06

Feirense

Fui a Santa Maria da Feira, este sábado, assistir ao Feirense - Beira-Mar. Por força do vício, ouvi o relato através de uma rádio local. A verdade é que do jogo da Liga de Honra a dita transmitiu muito pouco do que seria de esperar. Isto por força das interrupções motivadas por "tempos e resultados" bem como de golos nos vários campos de futebol onde estavam equipas do concelho.
A rádio estava em todas! Dos nacionais aos distritais. Nunca ouvi tal coisa.
A Feira, com as suas 31 freguesias, dá-se ao luxo de sustentar várias equipas em escalões nacionais, já para não falar nas amadoras.
O que me deixou a pensar: os orçamentos daqueles clubes todos juntos, principalmente os mais importantes (Feirense, U. Lamas, Lourosa, S. João de Ver, etc.) , dava para manter, folgadamente, uma equipa competitiva na Superliga.
Aparentemente, os bairrismos tornariam esta ideia uma anedota. Mas é pena. O Feirense tem feito um trabalho interessante nos últimos anos, nomeadamente criando infra-estruturas (centro de treinos) que fazem inveja a muitos clubes nacionais.
Com resultados desportivos, poderá ganhar balanço para dar à cidade um estádio como já merece.