2.11.06
1.11.06
Beira-Mar
Se Mano Nunes não tivesse aparecido, a Assembleia Geral do Beira-Mar teria passado despercebida.
O ex-presidente levou alguns apontamentos, mesmo assim atrapalhou-se a explicar os números que motivam-lhe preocupações, mas deixou vincada a sua posição eventualmente a recuperar, com juros, nas próximas eleições.
O antigo dirigente mereceu alguns comentários menos abonatórios entre dentes do presidente Artur Filipe e foi vítima de uma entrada à margem da lei do vice José Cachide por causa de um episódio bancário particular, que o presidente da mesa deveria ter sancionado por nada ter a ver com os trabalhos.
Mano Nunes acabou, assim, por ser a figura de uma reunião que entre os 53 associados presentes contou apenas com outra intervenção de mérito, pelo trabalho de casa prévio.
O presidente adjunto Caetano Alves mostrou estar em boa forma. E acertou na previsão do ano passado.
O ex-presidente levou alguns apontamentos, mesmo assim atrapalhou-se a explicar os números que motivam-lhe preocupações, mas deixou vincada a sua posição eventualmente a recuperar, com juros, nas próximas eleições.
O antigo dirigente mereceu alguns comentários menos abonatórios entre dentes do presidente Artur Filipe e foi vítima de uma entrada à margem da lei do vice José Cachide por causa de um episódio bancário particular, que o presidente da mesa deveria ter sancionado por nada ter a ver com os trabalhos.
Mano Nunes acabou, assim, por ser a figura de uma reunião que entre os 53 associados presentes contou apenas com outra intervenção de mérito, pelo trabalho de casa prévio.
O presidente adjunto Caetano Alves mostrou estar em boa forma. E acertou na previsão do ano passado.
Litoral

A erosão costeira vai estar em debate, no final semana, em Ovar. O mar enrola cada vez mais forte e o aquecimento global não é a única causa.
Na praia do Furadouro (imagem), esta aparentemente inofensiva defesa acaba por ser mais eficiente a longo prazo na recomposição dunar do que os paredões. Mas não lhe peçam milagres.
28.10.06
CMU-Portugal
O que terão pensado os americanos da CMU que foram obrigados a ouvir quase duas horas de discursos antes da assinatura do acordo com o Governo português que teve lugar hoje em Aveiro. Se não fosse o que o Governo lhes vai pagar, talvez não aguentassem tanto cerimonial.
Foi, obviamente, um exagero, que teve ainda como extra uma prática que começa a ser regra: levar ao palco, em beija mão, aqueles que são contemplados, ou tenham em vista, apoios.
O Primeiro-Ministro chegou a toda a velocidade para não ouvir assobios de sindicalistas, teve umas tiradas em inglês e antes de rumar a outras paragens fez uma breve declaração que queria ver reproduzida com mais enfânse: aceita as críticas e as manifestações "respeitosamente" mas não é isso que o fará mudar de rumo. Veremos até quando.
Foi, obviamente, um exagero, que teve ainda como extra uma prática que começa a ser regra: levar ao palco, em beija mão, aqueles que são contemplados, ou tenham em vista, apoios.
O Primeiro-Ministro chegou a toda a velocidade para não ouvir assobios de sindicalistas, teve umas tiradas em inglês e antes de rumar a outras paragens fez uma breve declaração que queria ver reproduzida com mais enfânse: aceita as críticas e as manifestações "respeitosamente" mas não é isso que o fará mudar de rumo. Veremos até quando.
26.10.06
O casaco de Inácio
Augusto Inácio foi hoje surpreendido quando fazia a antevisão do jogo com o Sporting.
À segunda pergunta, os operadores das camaras das televisões pararam a conferência de imprensa e pediram ao treinador para despir o casaco, porque nas imagens os efeitos do tecido iriam fazer "parecer que estava cheio de caspa".
Inácio respondeu que não se incomodava e até gracejou que poderiam aparecer interessados em que fizesse um anúncio para shampoo anti-caspa.
Mas perante a insistência, especialmente de uma reporter de imagem, cedeu.
"O casaco custou-me 75 contos e a camisa 5, mas vou tirar. Até fico mais pitinho", disse no meio de uma gargalhada geral que fez desanuviar muito o ambiente tenso que se respira por estes dias no Beira-Mar.
À segunda pergunta, os operadores das camaras das televisões pararam a conferência de imprensa e pediram ao treinador para despir o casaco, porque nas imagens os efeitos do tecido iriam fazer "parecer que estava cheio de caspa".
Inácio respondeu que não se incomodava e até gracejou que poderiam aparecer interessados em que fizesse um anúncio para shampoo anti-caspa.
Mas perante a insistência, especialmente de uma reporter de imagem, cedeu.
"O casaco custou-me 75 contos e a camisa 5, mas vou tirar. Até fico mais pitinho", disse no meio de uma gargalhada geral que fez desanuviar muito o ambiente tenso que se respira por estes dias no Beira-Mar.
Músicas
Certamente não serão as mesmas pessoas mas não deixa de ser surrealista.
Há muito que ouço durante parte do dia música do prédio vizinho.
Uma pianista passa horas, normalmente à tardinha, a praticar.
Agora, ao fim da manhã, chegam-me batidas de uma daquelas muitas variedades tecnho que até lhe perdemos a designação certa.
Nota-se que é ensaio e experimentação, eventualmente de algum DJ ou candidato a tal posto.
Há muito que ouço durante parte do dia música do prédio vizinho.
Uma pianista passa horas, normalmente à tardinha, a praticar.
Agora, ao fim da manhã, chegam-me batidas de uma daquelas muitas variedades tecnho que até lhe perdemos a designação certa.
Nota-se que é ensaio e experimentação, eventualmente de algum DJ ou candidato a tal posto.
24.10.06
Correia de Campos
O ministro da Saúde é do estilo toca e foge: surpreende com declarações controversas, como tem acontecido amiúde, e depois recusa explicações ou comentários quando abordado por jornalistas.
Hoje, em Águeda, já estava a entrar no carro quando aceitou falar com a comunicação social.
Mas avisou, logo, "não há perguntas insidiosas" dos jornalistas no final, do tipo "já agora" e lá vem a questão 'à margem´' . Não valeu a pena tentar, que ele foi-se e nada mais disse.
Hoje, em Águeda, já estava a entrar no carro quando aceitou falar com a comunicação social.
Mas avisou, logo, "não há perguntas insidiosas" dos jornalistas no final, do tipo "já agora" e lá vem a questão 'à margem´' . Não valeu a pena tentar, que ele foi-se e nada mais disse.
Negócios
Bancos, telecomunicações, energia, imobiliário são das actividades mais rentáveis neste País.
Aos olhos dos consumidores, aparecem também como os sectores com mais rédea larga para impor, não raramente, todo o tipo de regras, cláusulas e custos a descambar para o abusivo.
Os governantes são quase sempre subservientes ao poder e influência destes negócios que deviam regular em defesa do interesse público. Porque será ?
Aos olhos dos consumidores, aparecem também como os sectores com mais rédea larga para impor, não raramente, todo o tipo de regras, cláusulas e custos a descambar para o abusivo.
Os governantes são quase sempre subservientes ao poder e influência destes negócios que deviam regular em defesa do interesse público. Porque será ?
23.10.06
Urgências
Cada dia que passa o relatório dos peritos que desenharam a reforma das urgências hospitalares perde credibilidade. Será que o ministro da Saúde vai ter respostas para estas e outras questões que têm sido levantadas ? A reorganização dos serviços deve avançar, mas não a qualquer custo.
Himalaia
Sala cheia, esta tarde, na sessão pública da Câmara de Aveiro.
Uns quantos sinais obrigatórios atrasaram e muito a reunião.
O trânsito na rua Cabo Luis apanhou a maioria em contra mão e o vereador Capão Filipe teve de fazer marcha atrás, de modo a apaziguar os mais queixosos.
Até o presidente da Câmara, que é um adepto desta governação de proximidade pareceu aliviado quando a luz passou a verde.
"Não é fácil com este Himalaia, mas assim vamos corrigindo", afirmou antes de anunciar "um intervalo para respirar".
Uns quantos sinais obrigatórios atrasaram e muito a reunião.
O trânsito na rua Cabo Luis apanhou a maioria em contra mão e o vereador Capão Filipe teve de fazer marcha atrás, de modo a apaziguar os mais queixosos.
Até o presidente da Câmara, que é um adepto desta governação de proximidade pareceu aliviado quando a luz passou a verde.
"Não é fácil com este Himalaia, mas assim vamos corrigindo", afirmou antes de anunciar "um intervalo para respirar".
Agrovouga
Não desgostei do novo figurino da Agrovouga. De facto, parecia estar tudo bem organizado, com menos 'feira' e stands mais profissionais. Boa solução a que foi adoptada para ter os animais ao vivo. Compensará, mesmo assim, mudar do Verão, em que se passavam horas no recinto, para uma altura em que o mais certo é a chuva encurtar a estadia ?
18.10.06
Scut, Agrovouga e EDV
Um ano depois de ter sido uma estrelas da noite eleitoral autárquica, com direito a televisões e rádios nacionais, Élio Maia voltou a aparecer em destaque nas notícias do País.
À boleia das Scut, o autarca de Aveiro como que 'saiu da toca' e fez ouvir a sua voz grave. Foi o primeiro da região a ser procurado pelas rádios.
Conteúdo à parte, na forma não esteve mal a comentar a medida governamental.
Fazia-lhe bem, aliás, aparecer mais como o primeiro protagonista da vida autárquica concelhia que é.
Já era tempo da organização da Agrovouga e a Associação de Lavoura do Distrito de Aveiro entenderem-se.
A manifestação que os agricultores organizam anualmente à porta do certame é um filme gasto.
Depois, também fica mal ter de desviar a presença de governantes na inauguração só para evitar o protesto.
O Entre Douro e Vouga (EDV) mostra a sua força por estes dias no Europarque.
Actualmente, deverá ser mesmo o principal motor industrial do distrito.
Vive-se bem em Aveiro, come-se melhor na Bairrada mas no mundo do trabalho é o Norte que dá cartas.
À boleia das Scut, o autarca de Aveiro como que 'saiu da toca' e fez ouvir a sua voz grave. Foi o primeiro da região a ser procurado pelas rádios.
Conteúdo à parte, na forma não esteve mal a comentar a medida governamental.
Fazia-lhe bem, aliás, aparecer mais como o primeiro protagonista da vida autárquica concelhia que é.
Já era tempo da organização da Agrovouga e a Associação de Lavoura do Distrito de Aveiro entenderem-se.
A manifestação que os agricultores organizam anualmente à porta do certame é um filme gasto.
Depois, também fica mal ter de desviar a presença de governantes na inauguração só para evitar o protesto.
O Entre Douro e Vouga (EDV) mostra a sua força por estes dias no Europarque.
Actualmente, deverá ser mesmo o principal motor industrial do distrito.
Vive-se bem em Aveiro, come-se melhor na Bairrada mas no mundo do trabalho é o Norte que dá cartas.
17.10.06
Protagonistas
Ribau Esteves tem sido um dos rostos da Associação Nacional dos Municípios Portugueses na contestação à reforma das finanças locais.
O autarca de Ílhavo já tinha surgido num debate da SIC Notícias e ontem esteve nos "Prós e Contras" da RTP, ao lado do presidente da ANMP, Fernando Ruas, a dirimir argumentos com o ministro António Costa.
Estará Ribau Esteves a abrir caminho para outros voos, uma vez que já deixou a entender que voltará a ser candidato em Ílhavo ?
Pode um presidente de Junta assumir funções no gabinete do presidente da Câmara ? O assunto tem sido motivo de polémica em Vagos.
A lei, pelo que garante a maioria PSD, não estabelece incompatibilidades a este nível.
Rui Cruz decidiu, por isso, manter na sua equipa o presidente da Junta de Sosa (chefe de gabinete) e a presidente de Santo André (adjunta).
Pode ser legal mas não deixa de ser, no mínimo, estranho.
O autarca de Ílhavo já tinha surgido num debate da SIC Notícias e ontem esteve nos "Prós e Contras" da RTP, ao lado do presidente da ANMP, Fernando Ruas, a dirimir argumentos com o ministro António Costa.
Estará Ribau Esteves a abrir caminho para outros voos, uma vez que já deixou a entender que voltará a ser candidato em Ílhavo ?
Pode um presidente de Junta assumir funções no gabinete do presidente da Câmara ? O assunto tem sido motivo de polémica em Vagos.
A lei, pelo que garante a maioria PSD, não estabelece incompatibilidades a este nível.
Rui Cruz decidiu, por isso, manter na sua equipa o presidente da Junta de Sosa (chefe de gabinete) e a presidente de Santo André (adjunta).
Pode ser legal mas não deixa de ser, no mínimo, estranho.
14.10.06
Crises
O ministro da Economia andava mortinho. Há uns dias, em Estarreja, disse-o de uma forma mais velada na presença do Primeiro-Ministro.
Esta sexta-feira deixou-se contagiar pelos anúncios de investimentos em Aveiro e resolveu decretar o fim da crise. Manuel Pinho, ao fim do dia, já explicou que não era bem aquilo que queria dizer...
A caminho de uma crise poderá estar o Beira-Mar que somou a terceira derrota consecutiva na abertura da sexta jornada da Liga de futebol.
Augusto Inácio não encontra táctica que faça a equipa marcar golos e não sofrer com tanta facilidade na sua baliza.
Jardel, em dois lances, com um pouco mais de felicidade, até poderia ter sido o herói do jogo frente a um Braga que, mesmo em gestão de esforço, mostrou ser uma equipa já de outros campeonatos.
Mas o futebol é mesmo assim e o resultado apaga o que de positivo os aveirenses até possam ter feito.
Não vai ser fácil a época.
Esta sexta-feira deixou-se contagiar pelos anúncios de investimentos em Aveiro e resolveu decretar o fim da crise. Manuel Pinho, ao fim do dia, já explicou que não era bem aquilo que queria dizer...
A caminho de uma crise poderá estar o Beira-Mar que somou a terceira derrota consecutiva na abertura da sexta jornada da Liga de futebol.
Augusto Inácio não encontra táctica que faça a equipa marcar golos e não sofrer com tanta facilidade na sua baliza.
Jardel, em dois lances, com um pouco mais de felicidade, até poderia ter sido o herói do jogo frente a um Braga que, mesmo em gestão de esforço, mostrou ser uma equipa já de outros campeonatos.
Mas o futebol é mesmo assim e o resultado apaga o que de positivo os aveirenses até possam ter feito.
Não vai ser fácil a época.
11.10.06
Auditoria
O presidente da Câmara tocou muito ao de leve na auditoria da IGF. E terá sido a única excepção ao que o próprio decidiu assumir, e agora reafirmar, sobre tal assunto.
O problema é que não teve, ou não quis ter, mão em alguns dos seus apoiantes do PSD que não resistiram à tentação de usar o relatório preliminar como arma de arremesso político.
O vice-presidente envolveu-se numa polémica com o PS a propósito dos números da dívida e um vogal 'laranja' chegou ao ponto de ter publicado em fascículos algumas considerações mais críticas para a anterior Câmara. Abriram, por assim dizer, a caixa de pandora.
É curioso que nesta questão das dívidas / situação financeira apenas o CDS esteja a assumir uma postura de contenção política, não desautorizando o presidente.
O problema é que não teve, ou não quis ter, mão em alguns dos seus apoiantes do PSD que não resistiram à tentação de usar o relatório preliminar como arma de arremesso político.
O vice-presidente envolveu-se numa polémica com o PS a propósito dos números da dívida e um vogal 'laranja' chegou ao ponto de ter publicado em fascículos algumas considerações mais críticas para a anterior Câmara. Abriram, por assim dizer, a caixa de pandora.
É curioso que nesta questão das dívidas / situação financeira apenas o CDS esteja a assumir uma postura de contenção política, não desautorizando o presidente.
10.10.06
Oposição
O PS insiste que é tempo da maioria camarária governar sem atirar com a pesada herança para justificar os problemas que vai enfrentando. Pode ter a sua razão. Só que a oposição também revela dificuldades em libertar-se do passado recente quanto estava no poder.
Um ano depois da derrota eleitoral, seria útil para a discussão política aveirense que os socialistas apresentassem algumas ideias novas. As alternativas não deveriam ser apenas conhecidas nos momentos próximos das eleições.
Um ano depois da derrota eleitoral, seria útil para a discussão política aveirense que os socialistas apresentassem algumas ideias novas. As alternativas não deveriam ser apenas conhecidas nos momentos próximos das eleições.
6.10.06
5.10.06
Traições
Já assisti, numa Assembleia Municipal de um concelho da região, à intervenção de um cidadão a acusar, olhos nos olhos, um antigo presidente de Câmara de ter viajado para o estrangeiro, numa visita oficial, com a sua esposa.
Deve ter sido o momento mais confrangedor que presenciei nas lides jornalísticas.
O caso Manuel Prior / Raul Martins que agitou a Assembleia Municipal de Aveiro não tem contornos pessoais tão sensíveis.
Mas para muitas vozes do CDS, o que o vogal social democrata fez é uma traição sem desculpa.
O CDS também já terá causado mal estar junto do PSD aquando do episódio das críticas do presidente do Beira-Mar ao vereador Pedro Ferreira, quando o vereador Miguel Capão Filipe ainda estava na direcção do clube.
Para já, os parceiros da coligação ficam quites.
Deve ter sido o momento mais confrangedor que presenciei nas lides jornalísticas.
O caso Manuel Prior / Raul Martins que agitou a Assembleia Municipal de Aveiro não tem contornos pessoais tão sensíveis.
Mas para muitas vozes do CDS, o que o vogal social democrata fez é uma traição sem desculpa.
O CDS também já terá causado mal estar junto do PSD aquando do episódio das críticas do presidente do Beira-Mar ao vereador Pedro Ferreira, quando o vereador Miguel Capão Filipe ainda estava na direcção do clube.
Para já, os parceiros da coligação ficam quites.
3.10.06
Câmara
Élio Maia abriu o coração à Assembleia Municipal.
O presidente gosta de dizer que é um corredor de maratona e abomina decisões a quente.
Afinal, o mandato é de quatro anos e a pressa pode não ser boa conselheira.
Praticamente esgotados os primeiros 12 meses, os temas da discussão autárquica local são os mesmos.
Continua a falar-se, muito, da dívida, agora a pretexto da auditoria da Finanças.
O plano de saneamento financeiro também é recorrente, mas com as medidas ainda no segredo dos deuses.
Algumas obras e projectos, por força de compromissos eleitorais, foram travados.
Outros mais consensuais remexidos.
De novo, ao fim destes meses, o que temos além de um novo estilo presidencial ?
Élio Maia continua a pedir tempo, não altera os compromissos e dá garantias de ter trunfos.
Tem mais três anos. É um instantinho para as próximas eleições, às quais, de resto, já apresentou a candidatura para ser avaliado.
O presidente gosta de dizer que é um corredor de maratona e abomina decisões a quente.
Afinal, o mandato é de quatro anos e a pressa pode não ser boa conselheira.
Praticamente esgotados os primeiros 12 meses, os temas da discussão autárquica local são os mesmos.
Continua a falar-se, muito, da dívida, agora a pretexto da auditoria da Finanças.
O plano de saneamento financeiro também é recorrente, mas com as medidas ainda no segredo dos deuses.
Algumas obras e projectos, por força de compromissos eleitorais, foram travados.
Outros mais consensuais remexidos.
De novo, ao fim destes meses, o que temos além de um novo estilo presidencial ?
Élio Maia continua a pedir tempo, não altera os compromissos e dá garantias de ter trunfos.
Tem mais três anos. É um instantinho para as próximas eleições, às quais, de resto, já apresentou a candidatura para ser avaliado.
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