28.11.06

Quentinhas & boas

A Câmara de Aveiro vai fazer mais um remendo na Avenida Lourenço Peixinho. Agora é para facilitar a circulação junto à estação da CP. A avenida, na verdade, está feita 'num oito'. O que precisa mesmo é da prometida requalificação, que tarda em ser assumida.

O festival Sons em Trânsito este ano fica estacionado por Aveiro. Vasco Sacramento continua com bom gosto na programação.

O Beira-Mar na Liga de futebol só está a desiludir quem deixou-se iludir com favas contadas. Mas a equipa ainda está a tempo de tornar-se uma das surpresas do campeonato. E não seria a primeira a conseguir recuperar da descida ... ao inferno.

A Câmara de Aveiro prepara um mega-jantar de recepção ao novo bispo da diocese. Um acto de boas-vindas legítimo para uns e questionável para outros.

O executivo PSD da Câmara de Oliveira de Azeméis terá resolvido impedir a cobertura das reuniões pública pela comunicação social. Dá a imagem que quer esconder algo e isso nunca é boa forma de resolver as crises.

Alguém acredita que as universidades e as autarquias, por estes dias muito queixosas das reduções orçamentais, não podem poupar mais ?

23.11.06

Oliva


O Museu da Chapelaria é uma visita obrigatória quando se passa, com tempo, por S. João da Madeira.
Excelente restauro do que foi uma das primeiras indústrias sanjoanenses, onde é possível ver maquinaria e outro espólio antigo, para além da rara colecção de chapéus.
O que vale a pena, também, é descer a rua alguns metros até ao complexo Oliva e apreciar outro magnífico exemplar da arquitectura industrial portuguesa.
A fundição chegou a dar trabalho a 2.000 pessoas no auge da sua actividade!
E o património, apesar de retalhado em várias empresas e parcialmente abandonado, não esconde o grande centro fabril que foi.
Quase engolida pela urbe, mais tarde ou mais cedo colocar-se-á a necessidade de deslocalização das unidades produtivas.
Requalificar aquela área, ambientalmente muito marcada por anos e anos de actividade industrial, coloca outro desafio: manter os principais traços de uma memória arquitectónica que já faz parte da imagem da cidade e à qual ainda pode continuar a servir como exemplo do espírito empreendedor.

22.11.06

Aveiro

Poucos dias depois de mais uma entrevista de Alberto Souto com algumas apreciações duras para o desempenho de Élio Maia, o presidente da Câmara abriu as portas do seu gabinete para mostrar como passa, pelo menos, dois dias por semana que dedica ao atendimento de munícipes.
Estes excelentes momentos do jornalismo aveirense (para ler e guardar) mostram que, nesta altura do 'campeonato' é bem menos trabalhoso criticar por criticar.
Raul Martins, presidente da concelhia do PS, já disse que não iria fazer oposição pelo caminho mais fácil. Aguarda-se o que terá na cartola nos próximos tempos.
Do Bloco e, especialmente, do PC é que se espera maior dinâmica do que tem acontecido até agora.

Simulacro

O presidente da Câmara de Estarreja sorriu e respondeu: "Acredito que a vida é feita, também, de coincidências felizes".
É evidente que o agendamento do simulacro realizado esta quarta-feira não foi casual. A autarquia usou o exercício, legitimamente, para fazer valer um dos seus principais argumentos em defesa da urgência do hospital Visconde de Salreu.
A mensagem poderia ter passado melhor, com mais visibilidade, mas nem todas as televisões e apenas uma rádio nacional 'morderam o isco'.
Ainda bem que o exercício teve muita importância e envolvimento local (Estarreja é das raras localidades deste país onde existe uma cultura de segurança enraizada e eficaz ao longo dos muitos anos de indústria química) mas poderia ter ido um pouco mais longe no efeito mediático. Sem o exagero, é certo, do que aconteceu na primeira e má experiência de há vinte anos, que mais pareceu um exercício militar.

21.11.06

Salas


Passou a época das velhas e degradadas salas de espectáculos na região. Entre restauros e edifícios de raiz, o panorama tem mudado para muito melhor. O que acontece graças a grande esforço financeiro público, já que os privados não parecem encontrar razões para assumir protagonismo que já tiveram neste tipo de investimentos virados para a cultura.
O belo cine-teatro Messias, na Mealhada, foi dos primeiros a recuperar o esplendor de outros tempos.
Depois foi o Aveirense a sofrer um restauro à altura dos pergaminhos que tem na vida cultural da cidade.
O cine-teatro de Estarreja também recuperou a dignidade.
Em Albergaria, o cine Alba poderá ser o próximo a entrar em obras há muito reclamadas.
Já há projecto para recuperar o Imperador de S. João Madeira.
Entretanto, nasceu o Centro de Artes de Sever e a Norte o Centro Cultural de Macieira de Cambra que serve muito bem Vale de Cambra.
Ovar reformulou o projecto do Centro de Artes que vai começar a ser construído.
Mais adiantado está o Centro Cultural de Ílhavo (na foto a fazer lembrar uma réplica da Casa da Música engaiolada mas que promete vir a ter um resultado final arquitectónico interessante).
E quase pronto a inaugurar, o novíssimo cine-teatro de Anadia, que fará um belo conjunto com o vizinho Museu do Vinho.
Pode ser um paradoxo, mas criar estas estruturas, bem caras por sinal, até será o mais fácil. Difícil é encher as salas de gente, criar públicos. Há quem se esteja a esforçar e consiga resultados, outros nem tanto. Uma análise para ter continuidade.

Vinho

José A. Salvador atalha caminho para quem quiser saber o essencial do vinho em Portugal. E quanto mais se conhece, outro tanto fica por aprender.

16.11.06

Turismo

O Governo parece determinado em mexer nas Regiões de Turismo , tanto do ponto de vista geográfico como de competências.
As informações apontam para a agregação de Regiões e Juntas de Turismo em novas entidades, mais amplas.
A Rota da Luz deverá também sofrer mudanças, eventualmente até deixar de existir nos moldes actuais para ser englobada pela futura Agência de Promoção Turística do Centro Litoral.
O que se teme é que, perante este quadro, Aveiro e a sua região mais próxima fique a funcionar como uma mera sucursal e prejudicada no relacionamento entre as várias forças regionais que já têm motivado críticas, por exemplo, nos apoios atribuídos pela Agência de Promoção Turística Centro Portugal.
A confirmar-se as alterações em vista, a actual comissão executiva assistirá a uma machadada ingrata na estratégia montada em termo recorde para garantir a continuidade da Rota da Luz.

14.11.06

Nevoeiro

O nevoeiro defraudou as (grandes) expectativas das altas chefias militares, que tinham preparado, com muito afinco, as presenças do Presidente da República e do ministro da Defesa Nacional para encerrar esta terça-feira o mega-exercício Lusíada 06 realizado nos últimos dias entre Ovar e S. Jacinto.
A comitiva oficial que vinha de avião de Lisboa ficou em terra e o 'espectáculo' final montado pelas Forças Armadas não teve a projecção desejada.
Politicamente, as más condições climatéricas não podiam ter acontecido em dia melhor.
O ministro Severiano Teixeira evitou ser confrontado com as reivindicações dos militares que quase fizeram ofuscar o exercício.
E Cavaco Silva escapou-se, até ver, a comentar alguns trechos que lhe serão menos favoráveis do livro de Santana Lopes dado à estampa por estes dias.

13.11.06

Internet

A Internet tornou-se, entre muitas outras coisas, um refúgio para gente excluída , pelas mais diversas razões, da rádio. Chegam-nos em formato podcast a navegar sem ter outra bandeira de conveniência que não a da liberdade.
A Íntima Fracção de Francisco Amaral sobreviveu assim à ditadura das playlist.
E também não é preciso usar o sintonizador para reencontrar Sena Santos num registo que lhe é característico, mas sem necessidade do ritmo frenético que imprimia a animação informativa.

9.11.06

Crianças

Este ano voltei à escola primária, por razões familiares.
A descendente não pára de me surpreender, para tão tenra idade.
Há dias, chegou a casa e responsavelmente disse que teria uma avaliação que a professora anunciara para o dia seguinte. O primeiro teste a sério.
Não é que, não sei se por algo genético (!), em vez de estudar os ditongos, foi mais célere a preparar um lembrete... alinhando os ai os ui e por aí fora. Não fosse esquecer ! A primeira cábula estava feita mas, ao que parece, não foi preciso usar. Portanto, disse-lhe eu, deu o resultado esperado. Decorou o copianço.
Esta quinta-feira, teve uma grande decepção. A professora tinha avisado que uma tal de greve iria ocupar os auxiliares e assim a escola não poderia funcionar.
Afinal a greve não apareceu e a brincadeira do ATL ficou reduzida ao fim de tarde.

Alberto Souto

A entrevista de Alberto Souto dada ao jornal O Aveiro fica para a História, literalmente.
Depois da renúncia ao cargo de vereador, um ano após perder a presidência da Câmara, e com a auditoria pelo meio (incluindo os respectivos contraditórios das partes envolvidas), é o final de um ciclo, diga-se, extraordinário para o município.
Com tudo de bom e de mau que fez, Souto, apesar de surpreendido pela derrota de Outubro de 2005, deixou a fasquia muito elevada para o sucessor.
É só fazer uma retrospectiva dos oitos anos em que pôs e dispôs.
A comparação com o desempenho de Élio Maia fica para mais tarde, estejamos todos por cá é o que se deseja.
A forma como Alberto Souto deixa o seu legado é que poderia ter sido outra. Ao estilo que nos habituou, frontal, poderia ter ido à Câmara e renunciar ao cargo fazendo um último deve e haver perante a maioria PSD-CDS, também para a História que alguém há-de contar.
Ficava melhor do que agir ao sabor das críticas que de quando em vez a gestão actual gosta de disparar como que aligeirando responsabilidades.
O ex-presidente agora, definitivamente de fora, será, quando muito, um comentador sempre de interesse ouvir sobre os assuntos da terra. Mas longe da realidade e mais afastado do andamento dos dossiês, perderá autoridade para falar.
Até sob pena de tirar visibilidade aos socialistas liderados por Raul Martins que tentam agora colar os cacos da derrota eleitoral autárquica.
E não deixa de ser curioso que Souto tenha aparecido numa grande entrevista na véspera do PS concelhio tomar posição sobre a política local. Ou terá sido a secção a agir depois da entrevista ? Ou então foi tudo mesmo coincidência.

7.11.06

Inácio

O interesse grego terá caído do céu para salvar Inácio do 'chicote'? Não sabemos, por enquanto, a história toda.
Mas nada melhor do que juntar o útil ao agradável para resolver um problema que, mais jornada menos jornada, poderia agudizar-se.
A paragem do campeonato sempre dá alguns dias para organizar a passagem de testemunho.
Artur Filipe garante que não há instabilidade na equipa. E no futebol, verdade seja dita, mexidas destas, não raro, têm efeitos positivos.

1.11.06

Beira-Mar

Se Mano Nunes não tivesse aparecido, a Assembleia Geral do Beira-Mar teria passado despercebida.
O ex-presidente levou alguns apontamentos, mesmo assim atrapalhou-se a explicar os números que motivam-lhe preocupações, mas deixou vincada a sua posição eventualmente a recuperar, com juros, nas próximas eleições.
O antigo dirigente mereceu alguns comentários menos abonatórios entre dentes do presidente Artur Filipe e foi vítima de uma entrada à margem da lei do vice José Cachide por causa de um episódio bancário particular, que o presidente da mesa deveria ter sancionado por nada ter a ver com os trabalhos.
Mano Nunes acabou, assim, por ser a figura de uma reunião que entre os 53 associados presentes contou apenas com outra intervenção de mérito, pelo trabalho de casa prévio.
O presidente adjunto Caetano Alves mostrou estar em boa forma. E acertou na previsão do ano passado.

Litoral


A erosão costeira vai estar em debate, no final semana, em Ovar. O mar enrola cada vez mais forte e o aquecimento global não é a única causa.
Na praia do Furadouro (imagem), esta aparentemente inofensiva defesa acaba por ser mais eficiente a longo prazo na recomposição dunar do que os paredões. Mas não lhe peçam milagres.

28.10.06

Buba

Buba obrigou-me a rescrever, por duas vezes, este artigo . E com a ajuda do camaronês, ficou com um final feliz.

CMU-Portugal

O que terão pensado os americanos da CMU que foram obrigados a ouvir quase duas horas de discursos antes da assinatura do acordo com o Governo português que teve lugar hoje em Aveiro. Se não fosse o que o Governo lhes vai pagar, talvez não aguentassem tanto cerimonial.
Foi, obviamente, um exagero, que teve ainda como extra uma prática que começa a ser regra: levar ao palco, em beija mão, aqueles que são contemplados, ou tenham em vista, apoios.
O Primeiro-Ministro chegou a toda a velocidade para não ouvir assobios de sindicalistas, teve umas tiradas em inglês e antes de rumar a outras paragens fez uma breve declaração que queria ver reproduzida com mais enfânse: aceita as críticas e as manifestações "respeitosamente" mas não é isso que o fará mudar de rumo. Veremos até quando.

26.10.06

O casaco de Inácio

Augusto Inácio foi hoje surpreendido quando fazia a antevisão do jogo com o Sporting.
À segunda pergunta, os operadores das camaras das televisões pararam a conferência de imprensa e pediram ao treinador para despir o casaco, porque nas imagens os efeitos do tecido iriam fazer "parecer que estava cheio de caspa".
Inácio respondeu que não se incomodava e até gracejou que poderiam aparecer interessados em que fizesse um anúncio para shampoo anti-caspa.
Mas perante a insistência, especialmente de uma reporter de imagem, cedeu.
"O casaco custou-me 75 contos e a camisa 5, mas vou tirar. Até fico mais pitinho", disse no meio de uma gargalhada geral que fez desanuviar muito o ambiente tenso que se respira por estes dias no Beira-Mar.

Músicas

Certamente não serão as mesmas pessoas mas não deixa de ser surrealista.
Há muito que ouço durante parte do dia música do prédio vizinho.
Uma pianista passa horas, normalmente à tardinha, a praticar.
Agora, ao fim da manhã, chegam-me batidas de uma daquelas muitas variedades tecnho que até lhe perdemos a designação certa.
Nota-se que é ensaio e experimentação, eventualmente de algum DJ ou candidato a tal posto.

24.10.06

Correia de Campos

O ministro da Saúde é do estilo toca e foge: surpreende com declarações controversas, como tem acontecido amiúde, e depois recusa explicações ou comentários quando abordado por jornalistas.
Hoje, em Águeda, já estava a entrar no carro quando aceitou falar com a comunicação social.
Mas avisou, logo, "não há perguntas insidiosas" dos jornalistas no final, do tipo "já agora" e lá vem a questão 'à margem´' . Não valeu a pena tentar, que ele foi-se e nada mais disse.