16.6.10

Novo desporto nacional


É um novo desporto nacional: bater na selecção que é de todos nós só quando ganha.
Mesmo após um empate, em jogo inaugural, que deixa tudo em aberto, com uma fantástica equipa marfinense, sem cometer erros que podiam sair caros mais adiante.
Esquecemos os sucessivos campeonatos europeus e mundiais que ficávamos a ver pela televisão.
Agora somos hiper exigentes da prestação do onze nacional, como se resolvesse todas as nossas frustrações e angústias. O ideial para servir de bode expiatório.
Com um grande problema entre mãos, Carlos Queiroz, na verdade, também não ajuda. Coloca-se a jeito e dá o mote que os 'velhos do restelo' precisam quando as bolas, por manifesta fatalidade, teimam em ir ao poste.

11.6.10

Dor de cabeça mundial ...

Pior ainda, se a selecção das quinas não tiver antídoto.

Carteira nas mãos de gente boa

Deixei de usar carteira. Perdi-a duas vezes, outras tantas foi-me devolvida por gente boa. Não arrisco mais, esgotei o crédito de sorte.

O fim dos programas de autor

O fenómeno de audiências (original) das rádios locais resultou em grande parte dos programas de autor.
Raros resistem à praga das playlist e de modelos que foram tomando conta das emissoras com os seus responsáveis a fugirem do figurino tipo 'antenas livres', de proximidade, tentados ou obrigados a entrar em formatos mais fáceis de viabilizar.
Os programas de autor, espaços criativos de liberdade, são, habitualmente, os primeiros sacrificados, como se soube no caso da transformação em curso na Aveiro FM.
Perderam-se ao longo dos anos momentos singulares, de eruditos até, que eram o 'sangue' das rádios locais, na maioria dos casos por carolice, e sem o qual as ditas acabam, manifestamente, por não fazer sentido.
A Internet poderá tornar-se a bóia de salvação para alguns destes programas que, pela dedicação e conhecimento dos seus autores, merecem continuar a ter público.

9.6.10

República

Graças ao BE, a encenação histórica do Centenário da República organizada por escolas de Aveiro teve uma visibilidade inesperada.
As vestes que deveriam parecer fardas da Mocidade Portuguesa, motivo de maior celeuma, não foram exibidas no desfile para não ferir susceptibilidades.
Apesar da polémica, ou talvez por causa dela, a aula prática não será esquecida tão depressa pelos actores que tiveram como palco uma avenida mítica da luta anti-fascista.
Foi ali, há 37 anos, que activistas do 3º Congresso da Oposição Democrática reunidos na cidade foram reprimidos à bastonada, a mando de um regime no seu estertor.
Era tarde e não valeu de nada. O caminho para a Liberdade estava aberto.

3.6.10

Ausências na maioria levaram CDS de volta ao poder em Aveiro


As más línguas poderiam relacionar uma providencial ida do presidente da Câmara a Requeixo, quarta-feira à noite, para tomar parte em actividades do Dia da Freguesia, como forma de evitar alguns temas antes da ordem do dia ou agendamentos que poderiam confrontar Élio Maia com matérias polémicas como a demolição de pisos ilegais de um prédio da avenida, a nova ponte pedonal junto ao canal central da ria ou as contas da EMA e o seu relacionamento com o inquilino principal.
O presidente, afinal, sempre passou pelos Paços de Concelho a tempo de assistir ao derradeiro ponto da ordem de trabalhos.
Veio tão de mansinho que nem o vice-presidente Carlos Santos deu ela entrada.
Élio Maia não só conseguiu o feito de ser o último a chegar como o primeiro a sair de uma reunião em que o CDS esteve por escassos segundos novamente no poder.
Com as ausências do presidente e da vereadora Ana Vitória, já com uma hora de reunião, o vice Carlos Santos resolve sair da sala.
Maria da Luz Nolasco, do CDS, assume a presidência e quando começa a despachar a ordem de trabalhos o vereador do PSD Pedro Ferreira, que acabara de chegar, ainda esbafurido, pede cinco minutos de intervalo. Mas não foi preciso tanto que Carlos Santos retomou o seu lugar. A normalidade eleitoral foi restabelecida sem consequências de maior para os sociais democratas que ultimamente andam mais receosos dos dois eleitos do CDS.

31.5.10

9.5.10

Quem ri por último, ri melhor


Só mesmo o Beira-Mar para acordar este blog que adormeceu, confesso, como reflexo da pasmaceira que se vive em Aveiro em vários sectores.
Feita esta nota prévia, o motivo do post.
As primeiras impressões causadas pelo feitio de Leonardo Jardim quando chegou a Aveiro não agradaram a muita gente.
O madeirense pôs alguns intocáveis do plantel em sentido, acabou pela sua mão com amadorismos tão simples como colocar fechaduras nos portões do campo de treinos e quando não tinha solução perto (o episódio da falta de balizas) deu folga à equipa.
Desportivamente, os resultados iniciais - mesmo sabendo-se que as enormes dificuldades do clube (financeiras e directivas) não permitiriam grandes ambições -, lançaram dúvidas sobre a aposta feita.
O madeirense não esqueceu os críticos e atirou-lhes à cara quando pôde, já com a taça de campeão nas mãos.
Alcança, assim, um feito raro nas suas trajectórias de pleno sucesso pelo Chaves e Beira-Mar, obstinado em chegar à primeira Liga sem correr muitos clubes.
O clube de Aveiro poderá ajudá-lo a concretizar o sonho. Seguem-se desenvolvimentos nos próximos episódios.

Notas soltas: António Regala, presidente da CA do Beira-Mar, outros dos obreiros da subida, foi muito duro com a ausência do presidente da Câmara no derradeiro encontro.
Só Élio Maia sabe porque preferiu ficar em casa, mas o episódio, presumo que absolutamente inédito nos grandes feitos do Beira-Mar, mostra bem que o edil não vai à bola com o clube e os seus dirigentes.
Há muita 'pedra para partir', acabar com o diálogo de surdos e retomar a normalidade que obrigatoriamente tem de existir entre a autarquia e a principal colectividade da cidade.

10.3.10

Cuidado com o cão!

Se as antigas piscinas municipais, que, afinal, também seriam do Beira-Mar, têm cão (e grande) é porque têm mesmo dono, contrariando algumas teses político-jurídico-legais.
E pelo cão (será só de guarda ou também uma arma eficaz de combate à desvalorização imobiliária por estes dias ?) talvez se chegue ao dono, que é o único interveniente no negócio mais comentado da cidade desde há muito tempo que ainda não se ouviu falar, pelo menos publicamente.

24.2.10

SADico

Não vejo que o presidente da Câmara de Aveiro seja SADico ao ponto de aceitar o desafio do Beira-Mar que alguns adeptos mais entusiastas do projecto defendem.
Tanto mais, porque o município ainda está a pagar sozinho e com juros outra aventura de um modelo de gestão desportiva que não raras vezes dá para o torto. No caso da Aveiro Basket, foi a insolvência e liquidação.

23.2.10

Ridículo

Ética à parte, até seria ridículo redigir um artigo baseado em outra publicação e depois indicar "um diário regional da cidade noticiou", sabendo nós que existe apenas um diário regional na cidade de Aveiro.
Ainda se escreve com este tipo de artifícios, como que para esconder as fontes originais.
Não há necessidade.