1.9.12

Se Coimbra é "capital", Aveiro é um mundo!

"Existem direções regionais no País inteiro, existe a região Centro cuja capital, gostem ou não gostem, é Coimbra".  Celeste Amaro, diretora regional da Cultura.



A Direção Regional da Cultura do Centro (DRCC) assumiu as rédeas do Museu de Aveiro envolta em grande polémica local.

Perdido o estatuto, mesmo que não fosse oficial, de museu nacional, que dependia dos serviços centrais do ex-Ministério da Cultura, via o entretanto extinto Instituto dos Museus e da Conservação, Aveiro vê-se agora sob alçada de um serviço desconcentrado, com uma orientação com outras tentações, nomeadamente políticas.

Apesar das críticas e receios, a diretora regional e o coordenador da rede quiseram ser simpáticos e ouviram-se elogios ao "melhor museu" da rede regional, que tem uma ligação "muito especial" à comunidade, pela devoção religiosa, além de ser no seu funcionamento o que "mais receitas" consegue gerar. 

A nova diretora, que consegue chegar à função de maior responsabilidade do Museu de Aveiro com uma recente experiência na área (jurista no gabinete para o centro histórico de Coimbra), quase nada disse a não ser que ninguém lhe perguntasse nada, porque ainda não estava em funções.

Para o futuro próximo, a diretora regional e o coordenador da rede deram quase sempre como exemplo a seguir o que garantem ser a boa gestão de...um monumento nacional, o Mosteiro de Santa Clara-A-Velha, em Coimbra (onde a nova diretora de Aveiro também fará uma perninha de supervisão), que teve uma valorização ao ser instalado ali um centro interpretativo.

Resta saber o que vão fazer com um verdadeiro museu entre mãos.

A primeira iniciativa em Aveiro, o que não deixa de ser sintomático, é acolher uma exposição do Mosteiro de Santa Clara!

31.8.12

Aveiro a dois tempos


Na mesma rua, a sinalética que ajuda quem anda a pé pela baixa da cidade e o estado lastimoso de um candeeiro (felizmente, excepção à regra de manter as floreiras bem tratadas). 
Não deixa de ser o paradigma de um município que tem andado a dois tempos e caminha para o final do segundo mandato com dificuldades em acertar o passo. 

16.8.12

Brindes surpresa a quem levar a MoveAveiro

Bem podia a Câmara pedir emprestado o anúncio de um vendedor do mercado Manuel Firmino para usar na OPV em curso da empresa de mobilidade.

14.7.12

O deve mais do que a haver

O meu amigo Valente é um jovem agricultor. 
Tirou da contabilidade da sua lavoura esta folha excel à unha. 
É a prova dos nove que trabalha para aquecer.

 

As dores de costas que tanto arreliam o sr. Chibante não chegam para lhe tirar o humor. Que rir é uma das melhores coisas da vida. Mesmo das nossas desgraças.




28.6.12

O 'complexo da ponte'

Não sei se mesmo Freud conseguiria explicar o 'complexo da ponte' que atormenta este mandato da Câmara de Aveiro.


Uma simples pedonal é uma pedra no sapato da maioria que já caminhava ao pé-cochinho.
A dificuldade em elevar as pontes do Fórum, assim chamadas, que até seria das coisas mais descomplicadas,  obrigou o centro comercial a pagar as custas para ter os acessos libertos.
Aceitam-se apostas agora para o destino da ponte artística que vai ligar a baixa de Santo António ao parque Infante D. Pedro.

Este (triste) fado...


17.6.12

Luxos...


Não havia necessidade. Nenhuma.
A internet, wireless ou não, está quase em todo o lado. Na generalidade das escolas, empresas e casas, mesmo de estratos sociais mais baixos.
Se quisermos, até gratuitamente. Abundam nas localidades acessos sem custos, por exemplo em bibliotecas municipais ou postos do género.  
Mesmo que o município de S. João da Madeira tenha liquidez, deveria haver muitas carências para acudir por 600 mil euros do que, numa jogada de marketing político, "oferecer", à custa do contribuinte, navegação à borla.
Se a troika sabe que continuamos a gastar em luxos destes o dinheiro que nos emprestam...
Quem ficou mal na fotografia foi o ministro Relvas, que andou a negociar há dias um plano de salvação de autarquias com a 'corda na garganta' e depois vai incentivar a gastos completamente desnecessários para os tempos que vivemos. Anda tudo doido.

8.6.12

A melhor motivação ?

Ainda nem os rapazes tiveram oportunidade de, sem ser a feijões, mostrarem o que podem valer e já se cospe à farta no prato que comemos.

É feio. Mas ótimo para refrear expetativas criadas nem tanto pelos adeptos mas mais por quem zela por interesses (patrocínios diretos ou indiretos) que tenha em jogo e não quer ficar à arder, pelo contrário, depende das vitórias para fazer negócio.

A seleção nacional na campanha do Euro 2012 tem sofrido, e feito sofrer, muito. Os créditos foram praticamente esgotados mas deu para continuar entre a elite futebolística do velho Continente.

Um novo recomeço está aí e a margem de falhar, logo na fase de grupos, é quase nenhuma.

Também os adversários colocam-nos fora de campo prematuramente.

Haverá melhor motivação ?

Vamos a eles!

30.5.12

Aveiro policial

Aveiro vai tornar-se, provavelmente, das cidades mais policiadas do País, embora haja sempre quem reivindique que são necessários mais agentes de segurança.

Fardados, à paisana ou civil acotevelam-se no curto perímetro urbano, avenida acima, avenida abaixo.

Batalhões de forças da autoridade, com mais ou menos visibilidade.

O que ajudará Aveiro, com algumas exceções que confirmam a regra, a ser relativamente pacata.

PSP, GNR, Polícia Marítima, Polícia Judiciária, Polícia Municipal,  guardas noturnos, seguranças privados, SEF, ASAE e outros que tais, como a Inspeção do Trabalho, concentram por estas bandas largas centenas de efetivos.

Como se não bastasse, agora os ativos fiscais da Moveaveiro, vão ter licença policial para atacar tudo o que mexa ou não mexa em infração ao código da estrada. Sérios candidatos a campeões da caça à multa, pela destreza, até física, que evidenciam na tarefa.   

1.5.12

Governação galinácea

"O Governo preocupa-se mais com as galinhas do que com os idosos e a crianças". Adelino Nunes, no seu primeiro discurso no 1º de Maio como coordenador da União de Sindicatos de Aveiro (USA) arrancou alguns sorrisos mas estava a falar a sério.

A referência galinácea poderia ter surpreendido, se não fosse explicada às pessoas que se concentraram no jardim do Rossio, em Aveiro, para cumprir um dos principais eventos do calendário da atividade sindical afeta à CGTP na região.

"A hipocrisia deste governo é tanta que já chegou ao ponto de, ao mesmo tempo que obriga a melhorar as condições de vida das galinhas, contra o qual nada temos, autoriza a diminuição das condições e dos espaços para idosos e crianças, no lares e creches, de forma a aumentar o lucro dos proprietários".

Adelino Nunes sabe do que fala. Ou não ocupasse até ainda recentemente o tempo deixado livre pelas lutas laborais a 'virar frango' no churrasco. Por isso, manteve as críticas ao Governo sempre em lume alto, sem receio de queimar as políticas da direita.

Quem desconta 50%...

... e ainda fica a ganhar ?
Vi logo que estavam a "dar" alguma coisa... O bife, por falta do dito, fica para outro dia. Esgueirei-me pela única caixa livre de povo, reservada até dez unidades.
É o capitalismo em Portugal ao seu melhor nível na holandesa PG.
O 1º de Maio do trabalhador transformado em dia do consumidor pelo 'merceeiro' mais conhecido do país. De mestre.

26.4.12

Reciclagem jornalística

O trabalho que deve ter dado ao camarada e amigo RC reciclar este texto* com o resultado que deu mais valia ter feito 'copy & past' e citar, nem que fosse ao de leve, a fonte como ela também por regra faz em relação a terceiros.
O JN também não assistiu ao encontro na Junta da Vera Cruz, mas deu a volta à coisa.

(*link corrigido)

25.4.12

Aveiro: Município sem 'boa imprensa' ?















"Há coisas que não se compreendem". O presidente Élio Maia queixou-se na Assembleia Municipal de não ter 'boa imprensa'.

Dedo apontado aos critérios editoriais que não dão a visibilidade devida a notícias positivas da Câmara de Aveiro que comanda há dois mandatos.
Falou ainda em "situações piores, escritas, documentadas e públicas" que colocam em causa os seus opositores mas não passam a letra impressa.

Desconheço tratamentos ou práticas jornalísticas inadequadas, a ponto de algum tipo de manipulação (propositada) do género.

Élio Maia também não é de facilitar o acesso aos jornalistas que o procuram, sobretudo quando é mais necessário para as notícias, preferindo os canais da casa.

A Câmara é hoje o maior grupo de comunicação do concelho.Tem meios que não deixam de fazer inveja à (escassa) imprensa escrita e falada local em época de receitas em quebra acentuada que obrigam a cortar basicamente em tudo, mesmo no que seria aconselhável não fazer.

O grupo municipal (Câmara, Assembleia, empresas municipais) possui mais funcionários associados a comunicação e relações públicas do que as poucas redações de meios de comunicação social da nossa praça, com excepção de uma.

O site é nos dias que correm uma ferramenta indispensável. Não ficou por aqui a ambição municipal que retomou o boletim municipal, inundando as caixas de correios em distribuição gratuita. Juntou-lhe a rádio Às. E socorre-se, ainda, da prestação de serviços da Localvisão.