6.12.05
Empréstimos e factoring
Esta notícia por um lado prova que a Câmara de Aveiro ainda tem capacidade de endividamento e, por outro, avaliza como boa a estratégia de Alberto Souto para aliviar o passivo. "Tantas críticas e agora seguem o mesmo caminho", deve ter pensado o ex-autarca.
5.12.05
Soares surpreendente
Soares é a surpresa da campanha presidencial.
Surpreendeu ao anunciar a candidatura. Surpreende pela energia dos seus 80 (quase 81) anos.
"Cavaco é que está com ar envelhecido", comentava um jovem apoiante socialista hoje durante a jornada de Aveiro.
Soares fez campanha na cidade durante nove horas e saiu com o mesmo ar com que chegou.
O programa correu bem, com uma mãozinha de fiéis socialistas da Universidade.
A parte mais política foi, ao fim da tarde, na inauguração da sede de campanha da cidade onde o PS marcou presença em força.
Notas para o regresso à ribalta de José Mota. O autarca de Espinho é director distrital da campanha e pode estar a espreitar novamente voltar à liderança da Federação do PS após a demissão de Alberto Souto. O ex-autarca veio a Aveiro para cumprimentar Soares à hora do almoço mas não acompanhou o resto do programa.
Surpreendeu ao anunciar a candidatura. Surpreende pela energia dos seus 80 (quase 81) anos.
"Cavaco é que está com ar envelhecido", comentava um jovem apoiante socialista hoje durante a jornada de Aveiro.
Soares fez campanha na cidade durante nove horas e saiu com o mesmo ar com que chegou.
O programa correu bem, com uma mãozinha de fiéis socialistas da Universidade.
A parte mais política foi, ao fim da tarde, na inauguração da sede de campanha da cidade onde o PS marcou presença em força.
Notas para o regresso à ribalta de José Mota. O autarca de Espinho é director distrital da campanha e pode estar a espreitar novamente voltar à liderança da Federação do PS após a demissão de Alberto Souto. O ex-autarca veio a Aveiro para cumprimentar Soares à hora do almoço mas não acompanhou o resto do programa.
Roupa suja
4.12.05
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa não precisou de despir a ortodoxia para dar uma alma nova ao PCP. Isso nota-se dentro e fora do partido.
O secretário-geral soube criar empatia, mas impõe-se pelo seu carisma. Um mix indispensável no marketing político.
Ao olhar para o salão dos bombeiros Novos de Aveiro repleto de apoiantes (notou-se, naturalmente, a mobilização do PCP e dos sindicatos afectos), o candidato presidencial mostrou-se surpreendido. Nada parecido com o que aconteceu há dez anos, aquando da sua primeira candidatura, comparou.
Os apoiantes garantem que Jerónimo de Sousa vai "até ao fim" e assim contribuir para a "derrota da direita". E nem querem discutir mais a hipótese de desistência sem ir a votos. O risco é grande mas candidato e partido parecem determinados em chegar à segunda volta.
O secretário-geral soube criar empatia, mas impõe-se pelo seu carisma. Um mix indispensável no marketing político.
Ao olhar para o salão dos bombeiros Novos de Aveiro repleto de apoiantes (notou-se, naturalmente, a mobilização do PCP e dos sindicatos afectos), o candidato presidencial mostrou-se surpreendido. Nada parecido com o que aconteceu há dez anos, aquando da sua primeira candidatura, comparou.
Os apoiantes garantem que Jerónimo de Sousa vai "até ao fim" e assim contribuir para a "derrota da direita". E nem querem discutir mais a hipótese de desistência sem ir a votos. O risco é grande mas candidato e partido parecem determinados em chegar à segunda volta.
3.12.05
Navegar por uma utopia
2.12.05
Telhados de vidro
A coligação PSD - CDS/PP que lidera a Câmara de Aveiro até pode ter as suas razões para colocar em causa o processo que levou Miguel Lemos a ser designado director-geral da PDA. Os telhados de vidro é que são uma chatice.
1.12.05
Os erros de Souto
O ex-presidente da Câmara, Alberto Souto, errou ao legitimar a contratação de Miguel Lemos para a PDA nos termos que têm sido noticiados. Mais não fosse porque, à semelhança do que fez com Paulo Ribeiro no Teatro Aveirense, nunca poderia assumir compromissos desta natureza na véspera das eleições. Mesmo que certo da reeleição, deveria ter sido mais ponderado.
Assim deixou cair sobre a sua presidência mais uma mancha que vai demorar tempo a limpar. E a homenagem do dia 8 de Dezembro, certamente, não será suficiente para reabilitar a imagem do antigo autarca junto dos aveirenses.
Assim deixou cair sobre a sua presidência mais uma mancha que vai demorar tempo a limpar. E a homenagem do dia 8 de Dezembro, certamente, não será suficiente para reabilitar a imagem do antigo autarca junto dos aveirenses.
30.11.05
PDA
A notícia veio na imprensa local e logo serviu de rastilho aos mais diversos comentários. Por isso, é impossível não acompanhar algumas discussões nos blogues, um campo mais propício para comentários e opinião quase em tempo real.
Nolasco desafinou
Afinal, as razões financeiras que foram invocadas pela Câmara de Aveiro para dispensar Paulo Ribeiro e o seu adjunto do Teatro Aveirense perderam força e os mesmo responsáveis agora já não querem abordar publicamente assuntos de salários e afins.
Maria da Luz Nolasco, a directora-geral, mostrou-se até indignada ("não estamos a saldo, até podemos ser mais caros") com as questões sobre aquele assunto colocadas numa conferência de imprensa esta quarta-feira que não lhe correu muito bem.
A dado momento, não resistiu em substituir-se à imprensa escrita e falada para colocar questões a uma futura colaboradora que os jornalistas não estavam, na altura, especialmente interessados em ouvir.
De duvidoso gosto foi também afirmar "somos de Aveiro e isso já define um perfil" como uma especial mais valia da nova equipa.
Surpreendeu-me ainda que uma pessoa que estou habituado a ver desde os tempos de vereadora do CDS e depois no museu de Aveiro sempre com trato simpático e disponível, se tenha insurgido, em tons inapropriados, censurando directamente um jornalista que pedira esclarecimentos sobre o facto de Rui Sérgio não vir em exclusividade para a direcção artística, ao dizer que era "uma pergunta de quem não sabe". Ora se não sabia, só fez bem em perguntar.
Maria da Luz Nolasco, a directora-geral, mostrou-se até indignada ("não estamos a saldo, até podemos ser mais caros") com as questões sobre aquele assunto colocadas numa conferência de imprensa esta quarta-feira que não lhe correu muito bem.
A dado momento, não resistiu em substituir-se à imprensa escrita e falada para colocar questões a uma futura colaboradora que os jornalistas não estavam, na altura, especialmente interessados em ouvir.
De duvidoso gosto foi também afirmar "somos de Aveiro e isso já define um perfil" como uma especial mais valia da nova equipa.
Surpreendeu-me ainda que uma pessoa que estou habituado a ver desde os tempos de vereadora do CDS e depois no museu de Aveiro sempre com trato simpático e disponível, se tenha insurgido, em tons inapropriados, censurando directamente um jornalista que pedira esclarecimentos sobre o facto de Rui Sérgio não vir em exclusividade para a direcção artística, ao dizer que era "uma pergunta de quem não sabe". Ora se não sabia, só fez bem em perguntar.
Agenda
Estive de volta da minha velhinha agenda de contactos de trabalho. Seguro de vida para qualquer jornalista.
Já a perdi e reencontrei.
As folhas amareleceram. Rasgaram-se. Algumas desapareceram inesplicavelmente no meio do bulício. Mas tem aguentado estoicamente ao passar do tempo.
Tornou-se menos útil. É difícil encontrar os telefones quando mais precisamos deles.
Há nomes e números fora da ordem alfabética.
Gente que foi notícia e, entretanto, deixou de ser.
De quem perdi o rasto e o rosto.
Por vezes, faz-me recordar nomes apagados da memória.
Encontro referências a pessoas que já faleceram e, respeitosamente, nunca risquei da lista.
Há números fixos antes dos 034 e telemóveis 0676.
Mas também já aparece, sinal dos tempos, um ou outro e-mail.
O que tem valido mais algum tempo de serviço à velhinha agenda é a perguiça de passar número a número para um qualquer gadget electrónico. Aproxima-se a hora de agendar esta tarefa.
Já a perdi e reencontrei.
As folhas amareleceram. Rasgaram-se. Algumas desapareceram inesplicavelmente no meio do bulício. Mas tem aguentado estoicamente ao passar do tempo.
Tornou-se menos útil. É difícil encontrar os telefones quando mais precisamos deles.
Há nomes e números fora da ordem alfabética.
Gente que foi notícia e, entretanto, deixou de ser.
De quem perdi o rasto e o rosto.
Por vezes, faz-me recordar nomes apagados da memória.
Encontro referências a pessoas que já faleceram e, respeitosamente, nunca risquei da lista.
Há números fixos antes dos 034 e telemóveis 0676.
Mas também já aparece, sinal dos tempos, um ou outro e-mail.
O que tem valido mais algum tempo de serviço à velhinha agenda é a perguiça de passar número a número para um qualquer gadget electrónico. Aproxima-se a hora de agendar esta tarefa.
Bairrada

A revista Beberes dedicou o seu número de Novembro à região demarcada da Bairrada. Tão perto e ainda tão desconhecida.
O produtor de vinho Mário Sérgio Alves é um dos rostos da nova geração que abraçou o mundo do vinho a partir da Quinta das Bageiras.
Um roteiro dos melhores sabores da Bairrada que não merece o esquecimento a que tem sido votada.
29.11.05
28.11.05
O apagamento de Élio Maia e a gaffe de Capão Filipe
Élio Maia trouxe um novo estilo à presidência da Câmara de Aveiro. A sua disponibilidade para ouvir quem lhe queira falar tem valido muitos pontos neste início difícil de mandato.
Uma das outras novidades é que o autarca da coligação PSD-CDS/PP leva a sério a delegação de competências. Nas reuniões de Câmara, por exemplo, são os vereadores que apresentam as propostas e dão esclarecimentos sobre os seus pelouros.
Na sessão pública de hoje à tarde praticamente não se ouviu o presidente.
Isso nunca acontecia com Alberto Souto, que, geralmente, conduzia os trabalhos apresentando os assuntos e respondia, em primeiro, sobre tudo a todos.
Não aconteceria também como sucedeu esta segunda-feira ser um vereador (no caso Miguel Capão Filipe), a apresentar uma proposta da primeira iniciativa camarária de grande importância política que vai ser discutir em Dezembro numa "cimeira"regional as opções do Governo no que toca a temas relevantes como são o TGV / aeroporto da OTA.
Ou deixar sem resposta as críticas do PS à contratação de um director artístico a part-time para o Teatro Aveirense.
Este apagamento do presidente tem poucas excepções e em temas de menor relevância.
Quanto aos vereadores, o voluntarismo de Miguel Capão Filipe levou-o hoje a cometer uma gaffe ao responder a um pedido de esclarecimento do PS sobre onde andam os táxis máritmos quando o assunto está sob alçada da MoveAveiro, empresa municipal presidida pelo vereador Pedro Ferreira. Este, sem esconder algum desconforto, acabaria por dar mais algumas informações adicionais. Capão Filipe, para disfarçar, ainda rematou o assunto como se não tivesse acontecido nada. Foi pior a emenda. Esta confusão também pode ser justificada, é certo, por Capão Filipe ter o pelouro da mobilidade. O que torna evidente alguma incoerência na distribuição de funções.
Uma das outras novidades é que o autarca da coligação PSD-CDS/PP leva a sério a delegação de competências. Nas reuniões de Câmara, por exemplo, são os vereadores que apresentam as propostas e dão esclarecimentos sobre os seus pelouros.
Na sessão pública de hoje à tarde praticamente não se ouviu o presidente.
Isso nunca acontecia com Alberto Souto, que, geralmente, conduzia os trabalhos apresentando os assuntos e respondia, em primeiro, sobre tudo a todos.
Não aconteceria também como sucedeu esta segunda-feira ser um vereador (no caso Miguel Capão Filipe), a apresentar uma proposta da primeira iniciativa camarária de grande importância política que vai ser discutir em Dezembro numa "cimeira"regional as opções do Governo no que toca a temas relevantes como são o TGV / aeroporto da OTA.
Ou deixar sem resposta as críticas do PS à contratação de um director artístico a part-time para o Teatro Aveirense.
Este apagamento do presidente tem poucas excepções e em temas de menor relevância.
Quanto aos vereadores, o voluntarismo de Miguel Capão Filipe levou-o hoje a cometer uma gaffe ao responder a um pedido de esclarecimento do PS sobre onde andam os táxis máritmos quando o assunto está sob alçada da MoveAveiro, empresa municipal presidida pelo vereador Pedro Ferreira. Este, sem esconder algum desconforto, acabaria por dar mais algumas informações adicionais. Capão Filipe, para disfarçar, ainda rematou o assunto como se não tivesse acontecido nada. Foi pior a emenda. Esta confusão também pode ser justificada, é certo, por Capão Filipe ter o pelouro da mobilidade. O que torna evidente alguma incoerência na distribuição de funções.
27.11.05
25.11.05
Danças Ocultas
Esta noite, no Aveirense, uma noite especial para ouvir mais tarde. Será a primeira vez que vou participar num disco ao vivo !
Parvoíces

É uma autêntica febre. A publicidade aguçou o apetite e não foi preciso mais. Também não quis ser parvo e fui lá esta sexta-feira entre dois trabalhos. Logo no primeiro dia, quinta-feira passada, o Media Markt de Aveiro tinha gente à porta, apressou-se a comentar um funcionário vendo-me com ar incrédulo. A meio da tarde, o enorme armazém estava cheio de gente de olho em bico nas televisões, máquina de lavar e portáteis a monte. Corre o boato que os preços são imbatíveis e que vão rebentar com o mercado, mas ainda não deu para confirmar.
Comprei o CD "The Outernational Sound" dos Thievery Corporation por 14 euros e uns cêntimos (para matar o vício...), trouxe panfletos dos produtos do dia e fugi da confusão.
Nem de propósito, à saída do centro comercial Carrefour uma carrinha com promoção da Rádio Popular bloqueou-me o carro como se fosse a retaliar ter sido tentado pela nova concorrência e obrigou-me a ler e ouvir "Caro é só para quem quer !". Anda tudo doido.
24.11.05
Candidaturas e sondagens
A propósito de um comentário anterior, em que colocava reservas às hipóteses da Esquerda impedir a vitória de Cavaco Silva logo à primeira volta nas presidenciais, devido à apresentação de várias candidaturas, um comunista local com responsabilidades no partido garantiu-me que é, justamente, a única forma de segurar eleitorado que, eventualmente, não votaria.
Continuo a achar que as divisões à Esquerda são uma preciosa ajuda para o antigo Primeiro-Ministro chegar a Belém já a 22 de Janeiro.
E, volto a dizer, até haverá quem à esquerda não se importe muito com isso, por razões de calculismo político, partidário e governamental.
Entretanto, hoje foi dia de sondagens na imprensa escrita e falada. Fiquei baralhado com o que li e ouvi. Por isso, pode explicar-me melhor, como se fosse muito burro!.
Continuo a achar que as divisões à Esquerda são uma preciosa ajuda para o antigo Primeiro-Ministro chegar a Belém já a 22 de Janeiro.
E, volto a dizer, até haverá quem à esquerda não se importe muito com isso, por razões de calculismo político, partidário e governamental.
Entretanto, hoje foi dia de sondagens na imprensa escrita e falada. Fiquei baralhado com o que li e ouvi. Por isso, pode explicar-me melhor, como se fosse muito burro!.
Músicos (as) dos "Sons em Trânsito"
Crónicas da Terra coloca músicos (as) do festival "Sons em Trânsito" em podcast.
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