4.2.06
2.2.06
O novo caminho de Águeda

É evidente que 100 dias de gestão camarária no início do primeiro mandato, ainda por cima quando coincide com um novo ciclo, não é tempo suficiente para a adaptação perfeita quanto mais para anunciar grandes projectos.
Em Águeda, a maioria PS fez um esforço para mostrar que a mudança prometida está a iniciar o seu caminho.
Gil Nadais, presidente eleito em Outubro depois de 30 anos de sucessívos executivos PSD, deu conta de algumas medidas tidas como emblemáticas mas pediu "calma" quando os jornalistas quiseram saber mais sobre alguns projectos. E na verdade não se pode exigir assim tanto. Para já.
A oposição social democrata também surgiu renovada para acompanhar os novos tempos.
De Águeda fico sempre com uma impressão cinzenta, que resultará, em grande medida, do peso industrial das ferragens e cerâmicas.
Mas os últimos anos de gestão do PSD não ajudaram a melhorar a imagem de um concelho que
necessita de ganhar os tons do rio, da pateira e da serra enquadrando janelas de modernidade que abriram-se aqui e ali .
(foto da Pateira de Fermentelos da autoria de João Quintela).
1.2.06
Publicación digital
Os jornais portugueses estão a precisar de um valente choque tecnológico para ver se seguem os bons exemplos do outro lado da fronteira: ABC | El Mundo | El Pais | La Vanguardia| El Periodico
Fogos florestais
A "indústria do fogo" já não renderá tanto como no passado recente, por força das regras criadas para a venda de madeira queimada.
Representantes dos produtores florestais da região, que vêem anualmente grande parte dos seus rendimentos serem consumidos pelos incêndios, foram hoje desafiados a intensificar a prevenção. O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural lembrou os incentivos para a criação de sapadores florestais.
Só que a disponibilidade dos proprietários florestais, em anos recentes, não teve a correspondência prometida. É que as verbas atribuídas foram transferidas sempre com atrasos significativos quando o trabalho no terreno não pode esperar pela época dos fogos.
Representantes dos produtores florestais da região, que vêem anualmente grande parte dos seus rendimentos serem consumidos pelos incêndios, foram hoje desafiados a intensificar a prevenção. O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural lembrou os incentivos para a criação de sapadores florestais.
Só que a disponibilidade dos proprietários florestais, em anos recentes, não teve a correspondência prometida. É que as verbas atribuídas foram transferidas sempre com atrasos significativos quando o trabalho no terreno não pode esperar pela época dos fogos.
31.1.06
Desenvolvimento rural
A actividade agrícola não pode subsistir desenquadrada de uma estratégia mais ampla, de desenvolvimento rural, abrangendo o turismo rural, o artesanato e a defesa do ambiente, entre outras.
Na Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos respira-se esse espírito. Apesar de todas as dificuldades que o mundo rural enfrenta, é indispensável dar-lhe condições para não acabar.
Na Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos respira-se esse espírito. Apesar de todas as dificuldades que o mundo rural enfrenta, é indispensável dar-lhe condições para não acabar.
30.1.06
Empresas municipais
O ex-vereador Domingos Cerqueira escreve hoje no Diário de Aveiro um artigo de opinião sobre mexidas ocorridas na empresa municipal Aveiro Expo que terá, necessariamente, de merecer uma resposta camarária.
29.1.06
Goleada

3532 pessoas (!) assistiram, esta tarde, ao resultado mais expressivo do Beira-Mar até ao momento na Liga de Honra. Cada golo ficou ao preço de um sms a quem adquiriu os bilhetes de 2,5 euros.
Ninguém pode dizer que saiu mal servido do gélido Mário Duarte.
A verdade é que, apesar de liderar o campeonato, a equipa agora só ligeiramente aurinegra (sim, porque o preto está definitivamente em desuso no equipamento oficial) tardava em matar a fome de golos dos seus adeptos.
Inácio tem um desejo secreto, para além da ambicionada subida de divisão. Bater o seu recorde de jogos sem perder alcançado quando foi treinador campeão pelo Sporting. Mas não quer falar muito disso, para não dar azar !
(Foto de Pedro Ribau)
27.1.06
Ramal abre caminho
Com a expropriação de terrenos o ramal ferroviário do Porto de Aveiro poderá não sair mais dos carris. O projecto é antigo tendo conhecido avanços e recuos. Tenho cá para mim que está para breve uma visitinha do Primeiro-Ministro José Sócrates para anunciar a abertura do concurso desta obra emblemática para a região. Já deverá ser apenas uma questão de acerto de agenda.
25.1.06
GAMA
A GAMA (Grande Área Metropolitana de Aveiro) na prática nunca passou do papel. Hoje decide-se se ainda tem algum sentido continuar.
23.1.06
Élio & Cavaco

Carlos Santos, vice-presidente da Câmara de Aveiro, surpreendeu, esta tarde, durante o período antes da ordem do dia da sessão pública, ao encontrar semelhanças nas vitórias eleitorais de Élio Maia e Cavaco Silva, respectivamente, nas últimas autárquicas e presidenciais.
A explicação segundo o prestável vereador do PSD é que ambos fizeram campanha "com elevação e sem agredir os adversários" e isso "normalmente é bem acolhido pelos portugueses que não gostam que se diga permanentemente mal".
Do PS, além de votos democráticos de parabéns à direita, o vereador Pedro Silva pegou na deixa e enunciou outra parecença entre as campanhas de Cavaco e Élio: "Vimos agora que quem apresenta os programas menos extensos também vence".
Foto do Blogdaskipper
22.1.06
Cavaco PR
Confirmando aquilo que perspectivara, Cavaco Silva foi eleito Presidente da República e teve uma boa ajuda de Aveiro.
Desconfio que nada será com dantes, com o regresso do cavaquismo e dos cavaquistas. E não necessariamente para melhor, como a maioria dos portugueses estão à espera. Veremos o que o tempo nos dirá.
A esquerda, de vistas curtas, foi vítima da sua própria ganância.
Apesar da abstenção ter diminuído, não foi suficiente para a chegar à segunda volta.
José Sócrates saiu muito mal da aposta que fez e na qual empenhou o seu Governo com uma campanha de relações públicas em torno de novos investimentos no País com motivações, obviamente, de criar um bom 'elan' em véspera eleitoral.
A terminar a noite ainda cometeu a indelicadeza de tirar a palavra a Manuel Alegre, fazendo cair a sua intervenção 'em cima' da declaração do candidato nas televisões.
Desconfio que nada será com dantes, com o regresso do cavaquismo e dos cavaquistas. E não necessariamente para melhor, como a maioria dos portugueses estão à espera. Veremos o que o tempo nos dirá.
A esquerda, de vistas curtas, foi vítima da sua própria ganância.
Apesar da abstenção ter diminuído, não foi suficiente para a chegar à segunda volta.
José Sócrates saiu muito mal da aposta que fez e na qual empenhou o seu Governo com uma campanha de relações públicas em torno de novos investimentos no País com motivações, obviamente, de criar um bom 'elan' em véspera eleitoral.
A terminar a noite ainda cometeu a indelicadeza de tirar a palavra a Manuel Alegre, fazendo cair a sua intervenção 'em cima' da declaração do candidato nas televisões.
21.1.06
Feirense
Fui a Santa Maria da Feira, este sábado, assistir ao Feirense - Beira-Mar. Por força do vício, ouvi o relato através de uma rádio local. A verdade é que do jogo da Liga de Honra a dita transmitiu muito pouco do que seria de esperar. Isto por força das interrupções motivadas por "tempos e resultados" bem como de golos nos vários campos de futebol onde estavam equipas do concelho.
A rádio estava em todas! Dos nacionais aos distritais. Nunca ouvi tal coisa.
A Feira, com as suas 31 freguesias, dá-se ao luxo de sustentar várias equipas em escalões nacionais, já para não falar nas amadoras.
O que me deixou a pensar: os orçamentos daqueles clubes todos juntos, principalmente os mais importantes (Feirense, U. Lamas, Lourosa, S. João de Ver, etc.) , dava para manter, folgadamente, uma equipa competitiva na Superliga.
Aparentemente, os bairrismos tornariam esta ideia uma anedota. Mas é pena. O Feirense tem feito um trabalho interessante nos últimos anos, nomeadamente criando infra-estruturas (centro de treinos) que fazem inveja a muitos clubes nacionais.
Com resultados desportivos, poderá ganhar balanço para dar à cidade um estádio como já merece.
A rádio estava em todas! Dos nacionais aos distritais. Nunca ouvi tal coisa.
A Feira, com as suas 31 freguesias, dá-se ao luxo de sustentar várias equipas em escalões nacionais, já para não falar nas amadoras.
O que me deixou a pensar: os orçamentos daqueles clubes todos juntos, principalmente os mais importantes (Feirense, U. Lamas, Lourosa, S. João de Ver, etc.) , dava para manter, folgadamente, uma equipa competitiva na Superliga.
Aparentemente, os bairrismos tornariam esta ideia uma anedota. Mas é pena. O Feirense tem feito um trabalho interessante nos últimos anos, nomeadamente criando infra-estruturas (centro de treinos) que fazem inveja a muitos clubes nacionais.
Com resultados desportivos, poderá ganhar balanço para dar à cidade um estádio como já merece.
Blogues e jornalismo (cont.)
Caríssimos Nuno e Pedro,
Os vossos (excelentes!) blogues são, de facto, informativos.
O que eu digo é que jornalismo é algo um pouco mais exigente do que apenas informar ou opinar. E isso tem regras.
Os vossos (excelentes!) blogues são, de facto, informativos.
O que eu digo é que jornalismo é algo um pouco mais exigente do que apenas informar ou opinar. E isso tem regras.
20.1.06
Economia
"Volkswagen decide produzir novo modelo de automóvel na Autoeuropa" (Agência Lusa)
Esta notícia de hoje é a cereja no topo do bolo. A manchete do caderno Economia do Expresso reflecte o que se tem lido e ouvido nos últimos dias. Só espero que não seja fruta da época.
Esta notícia de hoje é a cereja no topo do bolo. A manchete do caderno Economia do Expresso reflecte o que se tem lido e ouvido nos últimos dias. Só espero que não seja fruta da época.
Notícias e jornalismo
É comum encontrar nos blogues "notícias". E até algumas cachas.
Aqui, por exemplo, confesso, foi a primeira vez que vi o ferry. Mas não quer dizer que os autores estejam a fazer jornalismo. Nem acho muito feliz chamar a isso, como agora é muito comum, "Citizen Journalism" (jornalismo participativo). Pode ser outra coisa, agora jornalismo acho que não deve ser.
Uma coisa é certa: muitos bloguers bem informados dão "notícias" e já rivalizam em grande medida com a imprensa escrita e falada que não parece ter a capacidade de resposta que devia.
Aqui, por exemplo, confesso, foi a primeira vez que vi o ferry. Mas não quer dizer que os autores estejam a fazer jornalismo. Nem acho muito feliz chamar a isso, como agora é muito comum, "Citizen Journalism" (jornalismo participativo). Pode ser outra coisa, agora jornalismo acho que não deve ser.
Uma coisa é certa: muitos bloguers bem informados dão "notícias" e já rivalizam em grande medida com a imprensa escrita e falada que não parece ter a capacidade de resposta que devia.
19.1.06
Garcia Pereira
Fou uma sessão de esclarecimento à moda antiga. Garcia Pereira não se mostrou incomodado pela plateia reduzida que o aguardava na Junta de Freguesia de Cacia. E falou durante mais de duas horas seguramente.
O candidato apoiado pelo PCTP/MRPP (uma escola partidária do inicio da nossa democracia onde começaram muitos dos actuais protagonistas deste País) tem, de facto, muita experiência política e é um bom comunicador.
Mas não chega para cativar mais do que algumas décimas de eleitorado em todas as eleições a que concorre.
Apesar de andar em campanha com parcos recursos (faz do carro a sede da candidatura), ser esquecido pelos meios de comunicação social (como aconteceu notoriamente na organização dos debate na TV) e ostracizado pelos outros candiditados, este advogado especialista em causas laborais, que é temido por muitos patrões, não desiste.
O candidato apoiado pelo PCTP/MRPP (uma escola partidária do inicio da nossa democracia onde começaram muitos dos actuais protagonistas deste País) tem, de facto, muita experiência política e é um bom comunicador.
Mas não chega para cativar mais do que algumas décimas de eleitorado em todas as eleições a que concorre.
Apesar de andar em campanha com parcos recursos (faz do carro a sede da candidatura), ser esquecido pelos meios de comunicação social (como aconteceu notoriamente na organização dos debate na TV) e ostracizado pelos outros candiditados, este advogado especialista em causas laborais, que é temido por muitos patrões, não desiste.
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