31.12.09

Blogotheque

Vídeo-canções surpreendentes para boas entradas em 2010.

Yo La tengo - A Take Away Show - Part 1 from La Blogotheque on Vimeo.

Trabalhar para aquecer

Sei que 2009 foi um dos anos em que mais produzi.
Em época de más notícias, há geralmente muito trabalho.
Devia, por isso, estar satisfeito por ter evitado a desgraça que anda por aí na classe.
Mas sinto alguma frustração.
Ainda sem o deve e o haver final, não será surpresa nenhuma constatar que o rendimento vai sofrer uma queda.
É dessa forma que a crise atinge o jornalismo, pelo menos da forma como escolhi exercer a actividade.
Perdemos valor e ganhamos precaridade.
Sinal dos novos tempos que vieram para ficar.

8.12.09

Investimento recarregável para a Renault / Nissan

O concelho de Aveiro reaparece no mapa dos grandes investimentos industriais, o que não acontecia há alguns anos.
Mas, afinal, o actual complexo da CACIA chegará para instalar a nova fábrica de baterias para veículos eléctricos da Aliança Renault / Nissan.
Isso explica porque o grupo franco-nipónico não se assustou com os preços pedidos por terrenos em Aveiro e até rejeitou ofertas sem valores marcados quando andava a fazer prospecção imobiliária pelo País.
Em Cacia, além de "sinergias" com a segunda maior unidade de componentes automóveis do País, logo a seguir à Auto-Europa, tem mesmo à mão uma plataforma multimodal.
Resta saber se a Aliança vai socorrer-se do projecto das baterias para dar carga extra à actividade da CACIA que a crise obrigou a desacelerar e a deixar, eventualmente, outros investimentos à espera de melhores dias.

14.10.09

Implosão

Pela amostra, está-se mesmo a ver como foi a discussão do programa eleitoral da coligação "Juntos por Aveiro" em torno de algumas das matérias que são, ou deviam ser, decisivas para a autarquia, nomeadamente as soluções em vista para viabilizar o maior equipamento do concelho.

Passarada


Não sei qual a especial atracção que a varanda lá de casa exerce sobre a passarada mas está quase a fazer concorrência ao ornitológico de Lourosa.
A caturra entregou-se literalmente há quase dois anos.
Deixou-se apanhar, como que a pedir casa e comida que não parecia ser ave habituada a andar à solta.
No início do Verão, dois piriquitos, presumo que seja essa a raça, começaram a rondar a gaiola.
Andaram desaparecidos.
Até que um deles voltou e até decidiu passar a noite na companhia da caturra, do lado de fora das grades.
Nem o gato da casa o parece importunar.

10.9.09

IC1/A29


13 quilómetros que demoram uma década a construir.
Divergências técnicas e birras políticas deixaram o troço para trás .
A aberração está, finalmente, pronta a transitar entre Estarreja e Angeja.
No meio da A1 e da A29 (antigo IC1) o espaço já é estreito, mas ainda deve servir para meter o TGV se for mesmo preciso.

4.9.09

Piscinas

Eventuais irregularidades ou ilegalidades à parte, que ficam para outras instâncias apurarem, no "negócio das piscinas" o que mais surpreende foi a ingenuidade das partes em pensarem que a escritura era feita, pretensamente, sem ser dado conhecimento público.
Uma falta grave de comunicação que obriga, ainda hoje, a recorrentes esclarecimentos para reparar danos que a cada comunicado só lançam mais confusão.
Se até pode haver justificação do conteúdo do negócio entre a CMA e o BM e deste com a imobiliária, a forma que tudo isto assumiu não abona a favor dos intervenientes.

17.8.09

Regresso

Regresso cansado e a desejar por uma dose, impossível e improvável, de repouso a sério.
Ainda assim feliz.
À espera do que o horizonte há-de revelar com as marés dos próximos tempos.

30.7.09

Yes we can !

"Conseguimos ! Yes we can !". O ministro do Ambiente, Nunes Correia, não escondeu o seu entusiasmo ao cumprimentar Ribau Esteves à chegada a Aveiro onde ontem foi assinado o contrato para criar a empresa das águas de Aveiro.
Um acordo para meio século que foi precedido de muita discussão e não obteve a unanimidade dos municípios.
"Foi política, agora começa o trabalho", comentava um dos gestores públicos envolvidos.
O negócio posto em marcha com muitos estudos côr-de-rosa, promessas de compensações financeiras e incentivos em carteira para cativar os trabalhadores dos serviços municipalizados.
Resta conhecer a outra face da moeda.

27.7.09

Superstição ?


Élio Maia gosta de evocar efemérides históricas.
Não terá sido, certamente, obra do acaso a data e o local escolhidos para a apresentação da sua recandidatura à Câmara de Aveiro.
O mesmo dia e palco de há quatro anos quando partiu para a conquista da edilidade.
Será o autarca supersticioso ?
O cabeça-de-lista à Assembleia Municipal tem, ao contrário do que sucedeu em 2005, direito a sessão própria.
(actualizado às 22:35).

26.7.09

Rádios piratas

Andei 15 quilómetros de bicicleta para chegar à rádio onde um grupo de amigos animava uma espécie de programa que misturava humor com música, ao sábado de manhã.
O pessoal distraiu-se no intervalo do sinal horário para publicidade de volta de umas substâncias psicotrópicas e ninguém voltou para a segunda parte. Foi a primeira vez que passei música numa rádio.
As antenas livres terão sido dos últimos grandes exercícios de democracia no País. Deram voz às populações, aos problemas e tradições.
Confrontaram os poderes na primeira pessoa que nem sempre gostaram de ouvir as verdades.
Realizaram-se belos programas de autor e descobriram-se talentos.
A legalização acabou com a proliferação de emissoras, trouxe profissionalismo, mas nem sempre qualidade.
Perdeu-se em grande parte 'o amor à camisola'. Os projectos locais em muitos casos foram traídos, manipulados ou até vendidos a outros interesses.
Mesmo com a Internet que torna quase tudo possível, falta qualquer coisa "no ar" por estes dias.

25.7.09

Formalidades

A coligação desvaloriza o facto de Élio Maia andar a apresentar as listas pelas freguesias sem ter assumido, publicamente, a sua própria recandidatura à Câmara, nem se saber quem o acompanha.
Uma mera formalidade que acaba, no entanto, por gerar confusões de papeis e até gaffes.
Foi o que aconteceu em Eixo, na apresentação dos candidatos à Junta.
Quando chegou a vez de Élio Maia falar começou por ser apresentado "não como presidente mas como cidadão, do CDS".
O edil lá corrigiu entre sorrisos que é "independente".
E "candidato indicado pelo PSD" na coligação acrescentou a título de graça o presidente da concelhia 'laranja'.
O autarca lá pôde começar e para não destoar saiu-se com outro deslize ao iniciar os cumprimentos "pelos presidentes de Juntas presentes" mas prontamente fez a errata para "diferentes candidatos às Juntas".
Por questões de formalidades, claro.

24.7.09

VotoAveiro

Os primeiros cartazes já foram postos nas ruas, ainda sem mostrar os protagonistas.
A coligação prepara também campanha na web a partir de www.votoaveiro.com, ainda em construção e, tudo indica, também o blog votoaveiro.blogspot.com (de acesso reservado para já)

15.7.09

Ministra esperou autarca


"Onde pára o presidente ?"
Vereadores da maioria, assessores e afins viveram minutos de pânico na reabertura da Casa-Museu Egas Moniz, em Estarreja.
Esgotadas as simpatias de circunstância para com a ministra da Saúde e alguma conversa para passar o tempo, lá apareceu José Eduardo Matos, sorridente, disfarçando como pôde a falha protocolar mas sem evitar o raspanete de Ana Jorge.

14.7.09

Debate autárquico começa a nível baixo

Não foi preciso Élio Maia vestir, formalmente, o fato de recandidato para entrar na pré-campanha. O primeiro acto da coligação após a renovação do acordo PSD-CDS mostrou um presidente inesperadamente duro, roçando, nalgumas partes, o discurso politiqueiro de que tantas vezes, mesmo quando provocado, se pôs à margem.
Estando nós ainda muito no inicio da etapa eleitoral, o que terá levado a atacar desta forma com a meta ainda longe da vista ?
Para já, a fasquia do debate que verdadeiramente interessa aos aveirenses fica a um nível demasiado baixo e desviou as atenções dos temas centrais.
Pode ter sido apenas um dia mau.

10.7.09

Desânimo

Pior do que ouvir Daniel Bessa a apregoar métodos laborais chineses é ter de enfrentar o fisco nacional.
A dose trimestral de impostos e afins foi óptima para o desânimo. Já não me sentia tão mal desde a última ida ao contabilista.