26.11.11

Vitor Martins saltou agradecimento especial ao presidente da Câmara



Vítor Martins tinha o discurso escrito com antecedência e bem ensaiado.
Mas o nervosinho miúdo dos grandes momentos terá feito o presidente reeleito do PSD de Aveiro saltar o agradecimento especial protocolar a Élio Maia, o independente que deu aos 'laranjas', ainda que a meias com o CDS, a primeira presidência de Câmara na cidade da Ria.
Ainda assim, estranha-se a ausência de referências explícitas ao autarca a cumprir o segundo mandato, e que até estava na tomada de posse. Poderá ter resultado de excesso de zelo partidário (para não misturar as águas) ou de algum afastamento político e partidário para as batalhas que se aproximam no horizonte.

20.11.11

Novo quartel de bombeiros em Aveiro

A cedência de um terreno para o quartel dos bombeiros Novos de Aveiro, várias vezes prometida e mais uma vez anunciada, teria sido um bom pretexto para a fusão das duas corporações da cidade.
Os Velhos ficarão à espera de benesse idêntica, quando os tempos que correm aconselham prudência e racionalização dos meios. Os bombeiros não terão levantado o assunto e a Câmara também entendeu não o fazer, pelo menos publicamente.
Mesmo com terreno, fica a grande dúvida se nos próximos anos os Novos terão apoios para algo mais do que terraplanagens e a placa da praxe a anunciar o futuro quartel. 

14.11.11

A ponte era uma passagem...

Foi fechada ao trânsito, tolerada para peões e caiu pouco antes de alguém meter o pé em falso.
A ponte de Lamas do Vouga vai transformar-se num monte de entulho.
Se não era segura, ao ponto de todos anteciparem o desfecho de sábado, e a autarquia ter logo afastado o restauro, está por explicar como é que não foi dada ordem de demolição antes de mal maior.

Élio Maia como nunca foi criticado por munícipe de Ílhavo

Alberto Souto tornou-se munícipe de Ílhavo e já só vê Aveiro, no horizonte, do outro lado da margem, entre o mar e ria. Voltou, afastando outras interpretações, por dever cívico .
Não resiste a criticar quem lhe sucedeu, obra de Élio Maia & companhia.
Há ainda muitas contas por acertar.
O entusiasmo dispara, idealiza um facebook gigante, diferenciador de um Aveiro tecnológico. Regressa à terra. A água que passou pela ponte, diz o povo, não volta a passar.
Mas em Aveiro as eclusas da ria herdadas de Girão Pereira e Celso Santos permitem um fenómeno de ida e volta politicamente mais interessante.

As influências do lixo

"A cunha é internacional, menina !". Resposta pronta de alguém que já foi importante nos meios aveirenses quando uma pessoa, aqui há uns anos, lhe invocou, constrangida, o nome de um terceiro, que por sua vez, tinha tratado de arranjar um estágio.
O processo Face Oculta só (!) tem pessoas mais influentes, prendas mais caras e, claro, negócios mais lucrativos .
O modus operandi é o mesmo.
Desconfio que há quem não viva (e muito bem) fora destes esquemas.
A investigação MP  / PJ de Aveiro será uma gota de água.
Insuficiente para moralizar.
Por motivos óbvios, ou não valesse quase tudo nos negócios. Até tirar olhos.

5.11.11

Nas Cristas das ondas

Uma ministra 'todo o terreno'. Assunção Cristas foi a Mira ver a colocação de sacos de areia para reforçar as dunas que protegem bairros construídos demasiado junto à costa e agora são ameaçados pelas marés vivas. 
Cristas assistiu tanto em Mira como junto à praia do Labrego, em Vagos, às obras de emergência, intervenções paliativas que adiam o problema até à próxima vaga mais forte enquanto técnicos e políticos continuam de volta de estudos e revisões dos POOC que pouco ajudaram a salvar o que resta da costa.
 A titular da super pasta da agricultura, mar, ambiente e ordenamento do território já pôde andar de sapatilhas esta sexta-feira porque a bonança regressou depois de dias e noites de temporal mais próprios de galochas.

2.11.11

A balançar para o terceiro mandato

Não haverá duas sem três ? O balanço de metade do mandato deixou a ideia que Élio Maia sente-se revigorado para ir à procura da reeleição na presidência da Câmara de Aveiro.
A entrada de uma vereadora nova, que não vai agitar as águas, pôs fim à tempestade política e partidária que abalou seriamente a maioria de direita.
Arrumada a casa, o edil aposta agora nos arranjos exteriores. Umas quantas obras do regime e até inaugurações de investimentos onde a autarquia deu uma mão servirão de rampa de lançamento à terceira candidatura.
Talvez por isso mostra-se mais sensível às rajadas de críticas vindas da oposição, em especial do PS.
Para aligeirar responsabilidades do permanente desconforto financeiro, que não mereceu uma linha que fosse em 25 páginas do balanço, Élio Maia voltou a atirar com culpas para a herança socialista e exige um acto de contrição. O argumento é recorrente.
Acusou ainda protagonistas de movimentos cívicos de não terem legitimidade para repetidas posições contra prioridades do executivo. O que também não é novo e é atirado à cara dos socialistas sempre que aparece mais um caso por resolver.
A política local continua, assim, a andar sempre à volta dos mesmos temas.

23.10.11

Majid Pishyar

O dono e presidente da SAD do futebol do Beira-Mar  tem aparecido pouco por Aveiro para tratar do investimento que fez mas ja ganhou direito a fotografia. Para que ninguém se esqueça quem manda.

19.10.11

Renúncia

Os detractores já enterraram Miguel Fernandes mas a notícia da sua morte política será manifestamente exagerada.
O vereador do CDS que um dia disse ter o sonho de ser presidente da Câmara de Aveiro sai por seu pé,  ainda que empurrado pela presidência, parecendo, nesta altura preferir sacrificar a vida pública, e a visibilidade que o cargo no executivo podia dar, para retomar a carreira profissional deixada de parte enquanto teve funções executivas.
Se nada mais vier a explicar a renúncia, compreende-se.
O CDS já tem a substituta em aquecimento e o presidente Élio Maia deve, finalmente, ter algum descanso quando chegar o momento de votações mais delicadas, recuperando a maioria, de facto.
Resta saber o preço dos meses de crise interna para a coligação PSD-CDS que ainda mantém o problema Ana Vitória Neves por resolver.


17.10.11

OK & KO

OK
A maioria na Câmara, ou o que resta dela, aceitou a supressão do arruamento no bairro do Alboi, em Aveiro. Élio Maia não quis hostilizar mais os contestatários e deu o braço a torcer, ainda que a custo.

KO
O Beira-Mar dentro do campo tarda em acertar dentro da baliza e a saída precoce da Taça é primeira grande derrota da época. A perda do pavilhão para ex-dirigentes credores também apanhou a direcção (clube e SAD) fora-de-jogo ou não será uma jogada táctica ?




11.10.11

PM de Dyna

Havia de ser condição obrigatória para pretendentes ao cargo de Primeiro-Ministro conduzir uma Dyna pelo menos cinco anos antes da candidatura à chefia do Governo.
A carrinha  é a marca preferida para pequenos negócios, do comércio, à construção civil passando pela venda de hortícolas ou fruta.
Quem lhe toma o volante tem mais experiência de vida, de como subir a pulso, do que a maioria dos nossos políticos que têm de conduzir o país nas encruzilhadas da crise.
Passos Coelho, na fábrica da Toyota de Ovar, não se atrapalhou e logo que descobriu onde ficava a chave de ignição parecia pronto a acelerar. Foi só um pequeno arranque para a fotografia. Ainda assim, admirou-se com a leveza da direcção. 
Já o Álvaro, ministro da Economia, não apanhou boleia e parece ainda andar a reboque na governação sem assumir em pleno as rédeas da pasta. Quem aceita a ostensiva ordem de uma assessora de imprensa para ficar de 'bico calado' perante a investida de jornalistas revela não ter ainda tomado o pulso do cargo, nem impor o respeito que devia. 

8.10.11

Passeios nos canais de Aveiro

Tudo o que é demais é moléstia
O crescimento aparentemente descontrolado de operadores que se dedicam a fazer passeios nos canais citadinos da Ria exige que a autarquia ponha mão à actividade quanto antes. 
A Câmara de Aveiro tem sido avisada na Assembleia Municipal para a necessidade de impor regras mais apertadas para controlar a ganância das empresas e acautelar os impactos ambientais, nomeadamente os relacionados com a estabilidade dos muros dos canais.
Estarão, de resto, a ser tomadas medidas, esperando-se que não tardem pois urge acabar com algumas práticas dos operadores. A forma como os angariadores percorrem o Rossio desalmados a atrair clientes, por exemplo.
Como o justo paga pelo pecador, importa deixar trabalhar quem está em melhores condições e encostar à margem quem só pensa em cobrar bilhetes.

30.9.11

Notícias "negativas"

O presidente da Junta de Freguesia de S. Bernardo 'atirou-se' aos jornalistas, na Assembleia Municipal, por terem dado eco de notícias "negativas"  relacionadas com o novo centro escolar local, recentemente concluído.
Havia oportunidade da autarquia brilhar e aparecer na primeira página: uma justa inauguração, mesmo já com o ano lectivo em curso, que ficou por levar a cabo.

29.9.11

Quem não é visto...


...não é lembrado ! Diz o povo e como razão.
Em política é uma verdade pura e dura.
A Câmara de Aveiro primou pela ausência no primeiro aniversário da sociedade que vai gerir o parque de ciência e inovação, deixando vaga a cadeira reservada aos accionistas que lhe cabia.
A presença de assessor, nestas ocasiões, manifestamente não basta.
Definitivamente, este executivo tem um problema de representação que não há forma de corrigir. 


24.9.11

Feira das Cebolas escapou à Troika



Sem ser importunada pela Troika, que não teve igual complacência com a Agrovouga, a Feira das Cebolas levou o centro da cidade de volta ao século XIX.
Uma recriação que ajuda a manter no presente, com louvável voluntarismo, memórias do passado.

22.9.11

Teatro Aveirense

Vai ser preciso muita arte para o futuro consultor do Teatro Aveirense, mesmo com um currículo tão versátil como Daniel Tércio exibe, conseguir, ainda para mais em part time, cumprir tantas tarefas que lhe exigem para garantir cultura em Aveiro a tempo inteiro.

Aveiro sem pedal

O Dia Sem Carros está claramente em desaceleração política e a precisar de um novo impulso.
Mesmo assim, resistem ainda algumas iniciativas, mais para o simbólico (que também são necessárias) e sem grandes medidas de fundo (o que dá sempre jeito para evitar dores de cabeça a quem tem de tomar decisões que podem ser controversas).
A Câmara de Lisboa foi notícia por meter funcionários a ir para o trabalho de bicicleta.
Em Aveiro, valeu a disponibilidade de meia centena de estudantes mobilizados pela incansável coordenadora do Gabinete de Mobilidade, que andam a pedalar pelo concelho a dar o exemplo.
Simples e muito mais eficaz que grandes campanhas promocionais.
Só é pena que os autarcas não tenham posto o rabo no selim e acompanhar uma etapa que fosse.
Aliás, a iniciativa foi quase clandestina. 

"A corrupção ganhou!"

Se o Sr.ex-Inspector-Geral o diz ... (ler).

21.9.11

Governador Civil

Extinto pelo actual Governo, só se tem dado pela falta do cargo de Governador Civil em alturas mais protocolares. Falta agora o cicerone das comitivas governamentais e instala-se a confusão. 
Os governandores tinham ainda responsabilidades na protecção civil, mas eram chamados, sobretudo, a apagar 'fogos políticos' com frequência, servindo de ligação ao poder central. Agora é mais difícil encontrar a quem apresentar queixas.