Foi fechada ao trânsito, tolerada para peões e caiu pouco antes de alguém meter o pé em falso.
A ponte de Lamas do Vouga vai transformar-se num monte de entulho.
Se não era segura, ao ponto de todos anteciparem o desfecho de sábado, e a autarquia ter logo afastado o restauro, está por explicar como é que não foi dada ordem de demolição antes de mal maior.
Alberto Souto tornou-se munícipe de Ílhavo e já só vê Aveiro, no horizonte, do outro lado da margem, entre o mar e ria. Voltou, afastando outras interpretações, por dever cívico .
Não resiste a criticar quem lhe sucedeu, obra de Élio Maia & companhia.
Há ainda muitas contas por acertar.
O entusiasmo dispara, idealiza um facebook gigante, diferenciador de um Aveiro tecnológico. Regressa à terra. A água que passou pela ponte, diz o povo, não volta a passar.
Mas em Aveiro as eclusas da ria herdadas de Girão Pereira e Celso Santos permitem um fenómeno de ida e volta politicamente mais interessante.
"A cunha é internacional, menina !". Resposta pronta de alguém que já foi importante nos meios aveirenses quando uma pessoa, aqui há uns anos, lhe invocou, constrangida, o nome de um terceiro, que por sua vez, tinha tratado de arranjar um estágio.
O processo Face Oculta só (!) tem pessoas mais influentes, prendas mais caras e, claro, negócios mais lucrativos .
O modus operandi é o mesmo.
Desconfio que há quem não viva (e muito bem) fora destes esquemas.
A investigação MP / PJ de Aveiro será uma gota de água.
Insuficiente para moralizar.
Por motivos óbvios, ou não valesse quase tudo nos negócios. Até tirar olhos.
Uma ministra 'todo o terreno'. Assunção Cristas foi a Mira ver a colocação de sacos de areia para reforçar as dunas que protegem bairros construídos demasiado junto à costa e agora são ameaçados pelas marés vivas.
Cristas assistiu tanto em Mira como junto à praia do Labrego, em Vagos, às obras de emergência, intervenções paliativas que adiam o problema até à próxima vaga mais forte enquanto técnicos e políticos continuam de volta de estudos e revisões dos POOC que pouco ajudaram a salvar o que resta da costa.
A titular da
super pasta da agricultura, mar, ambiente e ordenamento do território
já pôde andar de sapatilhas esta sexta-feira porque a bonança regressou
depois de dias e noites de temporal mais próprios de galochas.
Não haverá duas sem três ? O balanço de metade do mandato deixou a ideia que Élio Maia sente-se revigorado para ir à procura da reeleição na presidência da Câmara de Aveiro.
A entrada de uma vereadora nova, que não vai agitar as águas, pôs fim à tempestade política e partidária que abalou seriamente a maioria de direita.
Arrumada a casa, o edil aposta agora nos arranjos exteriores. Umas quantas obras do regime e até inaugurações de investimentos onde a autarquia deu uma mão servirão de rampa de lançamento à terceira candidatura.
Talvez por isso mostra-se mais sensível às rajadas de críticas vindas da oposição, em especial do PS.
Para aligeirar responsabilidades do permanente desconforto financeiro, que não mereceu uma linha que fosse em 25 páginas do balanço, Élio Maia voltou a atirar com culpas para a herança socialista e exige um acto de contrição. O argumento é recorrente.
Acusou ainda protagonistas de movimentos cívicos de não terem legitimidade para repetidas posições contra prioridades do executivo. O que também não é novo e é atirado à cara dos socialistas sempre que aparece mais um caso por resolver.
A política local continua, assim, a andar sempre à volta dos mesmos temas.
O dono e presidente da SAD do futebol do Beira-Mar tem aparecido pouco por Aveiro para tratar do investimento que fez mas ja ganhou direito a fotografia. Para que ninguém se esqueça quem manda.
Os detractores já enterraram Miguel Fernandes mas a notícia da sua morte política será manifestamente exagerada.
O vereador do CDS que um dia disse ter o sonho de ser presidente da Câmara de Aveiro sai por seu pé, ainda que empurrado pela presidência, parecendo, nesta altura preferir sacrificar a vida pública, e a visibilidade que o cargo no executivo podia dar, para retomar a carreira profissional deixada de parte enquanto teve funções executivas.
Se nada mais vier a explicar a renúncia, compreende-se.
O CDS já tem a substituta em aquecimento e o presidente Élio Maia deve, finalmente, ter algum descanso quando chegar o momento de votações mais delicadas, recuperando a maioria, de facto.
Resta saber o preço dos meses de crise interna para a coligação PSD-CDS que ainda mantém o problema Ana Vitória Neves por resolver.
OK
A maioria na Câmara, ou o que resta dela, aceitou a supressão do arruamento no bairro do Alboi, em Aveiro. Élio Maia não quis hostilizar mais os contestatários e deu o braço a torcer, ainda que a custo.
KO
O Beira-Mar dentro do campo tarda em acertar dentro da baliza e a saída precoce da Taça é primeira grande derrota da época. A perda do pavilhão para ex-dirigentes credores também apanhou a direcção (clube e SAD) fora-de-jogo ou não será uma jogada táctica ?
Havia de ser
condição obrigatória para pretendentes ao cargo de Primeiro-Ministro
conduzir uma Dyna pelo menos cinco anos antes da candidatura à chefia do
Governo.
A
carrinha é a marca preferida para pequenos negócios, do comércio, à
construção civil passando pela venda de hortícolas ou fruta.
Quem
lhe toma o volante tem mais experiência de vida, de como subir a pulso,
do que a maioria dos nossos políticos que têm de conduzir o país nas
encruzilhadas da crise.
Passos
Coelho, na fábrica da Toyota de Ovar, não se atrapalhou e logo que
descobriu onde ficava a chave de ignição parecia pronto a acelerar.
Foi só um pequeno arranque para a fotografia. Ainda assim, admirou-se
com a leveza da direcção.
Já o Álvaro, ministro da Economia, não apanhou boleia
e parece ainda andar a reboque na governação sem assumir em pleno as
rédeas da pasta. Quem aceita a ostensiva ordem de uma assessora de
imprensa para ficar de 'bico calado' perante a investida de jornalistas revela não ter ainda tomado o pulso do cargo, nem impor o respeito que devia.
Tudo o que é demais é moléstia
O crescimento aparentemente
descontrolado de operadores que se dedicam a fazer passeios nos canais
citadinos da Ria exige que a autarquia ponha mão à actividade quanto
antes.
A Câmara de Aveiro tem sido avisada na Assembleia Municipal
para a necessidade de impor regras mais apertadas para controlar a
ganância das empresas e acautelar os impactos ambientais, nomeadamente
os relacionados com a estabilidade dos muros dos canais.
Estarão,
de resto, a ser tomadas medidas, esperando-se que não tardem pois urge
acabar com algumas práticas dos operadores. A forma como os
angariadores percorrem o Rossio desalmados a atrair clientes, por
exemplo.
Como o justo paga pelo pecador, importa deixar trabalhar
quem está em melhores condições e encostar à margem quem só pensa em
cobrar bilhetes.
O presidente da Junta de Freguesia de S. Bernardo 'atirou-se' aos jornalistas, na Assembleia Municipal, por terem dado eco de notícias "negativas" relacionadas com o novo centro escolar local, recentemente concluído.
Havia oportunidade da autarquia brilhar e aparecer na primeira página: uma justa inauguração, mesmo já com o ano lectivo em curso, que ficou por levar a cabo.
...não é lembrado ! Diz o povo e como razão.
Em política é uma verdade pura e dura.
A Câmara de Aveiro primou pela ausência no primeiro aniversário da sociedade que vai gerir o parque de ciência e inovação, deixando vaga a cadeira reservada aos accionistas que lhe cabia.
A presença de assessor, nestas ocasiões, manifestamente não basta.
Definitivamente, este executivo tem um problema de representação que não há forma de corrigir.
Sem ser importunada pela Troika, que não teve igual complacência com a Agrovouga, a Feira das Cebolas levou o centro da cidade de volta ao século XIX.
Uma recriação que ajuda a manter no presente, com louvável voluntarismo, memórias do passado.
Vai ser preciso muita arte para o futuro consultor do Teatro Aveirense, mesmo com um currículo tão versátil como Daniel Tércio exibe, conseguir, ainda para mais em part time, cumprir tantas tarefas que lhe exigem para garantir cultura em Aveiro a tempo inteiro.
O Dia Sem Carros está claramente em desaceleração política e a precisar de um novo impulso.
Mesmo assim, resistem ainda algumas iniciativas, mais para o simbólico (que também são necessárias) e sem grandes medidas de fundo (o que dá sempre jeito para evitar dores de cabeça a quem tem de tomar decisões que podem ser controversas).
A Câmara de Lisboa foi notícia por meter funcionários a ir para o trabalho de bicicleta.
Em Aveiro, valeu a disponibilidade de meia centena de estudantes mobilizados pela incansável coordenadora do Gabinete de Mobilidade, que andam a pedalar pelo concelho a dar o exemplo.
Simples e muito mais eficaz que grandes campanhas promocionais.
Só é pena que os autarcas não tenham posto o rabo no selim e acompanhar uma etapa que fosse.
Aliás, a iniciativa foi quase clandestina.
Extinto pelo actual Governo, só se tem dado pela falta do cargo de Governador Civil em alturas mais protocolares. Falta agora o cicerone das comitivas governamentais e instala-se a confusão.
Os governandores tinham ainda responsabilidades na protecção civil, mas eram chamados, sobretudo, a apagar 'fogos políticos' com frequência, servindo de ligação ao poder central. Agora é mais difícil encontrar a quem apresentar queixas.
O CDS fez em Anadia uma rentrée em pose institucional, fruto das exigências agora que voltou ao Governo.
Em "ambiente de reflexão", como disse Paulo Portas, e com mais parcimónia que os dias que correm não estão para gastos com festas, como era o tradicional comício da praça do Peixe, em Aveiro.
Um regresso também menos bronzeado, já que o líder do CDS teve apenas "uma manhã de férias", sem seguir o exemplo de Pedro Passos Coelho que ainda fez uns dias de praia algarvia.
A declaração obrigatória sobre as contas da Madeira revelou o único ponto que pode gerar atritos entre CDS e PSD.
De resto, Portas não ousou beliscar o desempenho do Governo, pelo contrário, passou muito tempo a justificar as medidas mais impopulares e devolveu ao PS responsabilidades.
Só não se pode dizer que o magnífico tribunal de Vagos está às moscas, já que nem as ditas parecem esvoaçar por ali.
Os advogados torcem o nariz à transferência para o edifício dos serviços do juízo de trabalho muito mal instalados em Aveiro.
Se a Comarca do Baixo Vouga não consegue resolver o problema, sempre poderia abrir Vagos a visitantes. Está por lá uma exposição de espólio do antigo tribunal judicial, o que é um bom pretexto para conhecer o edifício por dentro.
Maria da Luz Nolasco cometeu em tempos a gaffe de organizar um evento em Aveiro com sal da Tunísia, mas foi há muito perdoada.
A vereadora, a mulher com mais tempo de executivo camarário, fez tudo para se redimir da falha que motivou grandes aproveitamentos partidários.Alberto Souto, então independente, distribuiu sacos de sal aveirense para aguçar o apetite de mudança e conquistou a presidência ao CDS.
Maria da Luz Nolasco criou o ecomuseu da Troncalhada, propriedade do município, um dos últimos redutos da produção de sal.
O salgado nunca foi tão estudado, faz parte de uma rede europeia e poderá ganhar muito com o centro ambiental e interpretativo em construção.
Ainda assim, paira o espectro da extinção das pirâmides brancas a cada fim de safra.
Economia (salicultura e aquacultura), defesa do ambiente e turismo de natureza pode ser o mix salvador.
Este sábado, a vereadora foi dar uma mão, neste caso um pé, na cobertura à moda antiga do monte de sal.
Apesar de todo o voluntarismo, a promoção do salgado não pode ficar apenas por simbolismos e requer mais acção no terreno. Sob pena de ter futuro apenas como recriação histórica.
Vítor Martins e companhia, para já, sem oposição para novo mandato. Eleições antecipadas em dois meses pode ajudar a ganhar tempo, evitando o atrevimento de alguma candidatura rival, e afinar as baterias para a batalha autárquica, ainda não se sabe, ao certo, com que protagonista para a Câmara.
Élio Maia apresentou as duas candidaturas à presidência em terras de Santa Joana, envolto na habitual mobilização do bastião laranja local, mas o nome do edil já foi mais consensual entre os seus pares.
É um impulso que sentimos no regresso de férias. Fazer mudanças, nem que seja na disposição dos móveis para dar um ar diferente, quebrando rotinas.
Há, claro, quem leve a coisa a sério.
O presidente da Câmara de Aveiro decidiu também aproveitar este período mais parado nas lides municipais para alterar hábitos.
Decidiu deixar os Paços de Concelho (mas ainda não o cadeirão presidencial, descansem os seus detractores) onde se instalara no inicio do segundo mandato.
Élio Maia, a vereadora Maria da Luz Nolasco e gabinetes de apoio estão de volta ao Centro Cultural e de Congressos que, ao contrário do que o nome indica, é cada vez mais ocupado por serviços municipais.
O autarca quererá pôr ordem na casa e deixou ordens nesse sentido antes de uma pausa para gozo de férias.
Começou por concentrar todos os eleitos com funções executivas no mesmo espaço, o que se tornou mais fácil desde que Miguel Fernandes e Ana Vitória Neves ficaram sem pelouros.
...amigo é.
Élio Maia, de facto, está em gozo de férias, que um autarca também tem direito e merece.
Terá, deseja-se, tempo para repousar dos dias de Agosto muito agitados que se viveram no seio da maioria. O melhor é mesmo fazer umas sonecas na sombreira mais próxima, apreciar as vistas e deixar as reflexões sérias mais para a reentré, que vai exigir boa forma física e política. Aproveite, presidente.
Esta época, será, muito possivelmente, Bura. Uma 'torre' que chegou para a defesa.
Já mede 1,94 metros mas acredita que ainda tem muito para crescer no futebol.
A SAD continua a investir em jovens promessas na perspectiva de colher os frutos.
As maiores “provocações” que Fernando Idalécio Martins ouviu no rescaldo do do Beira-Mar – Sporting, não foram escutadas de adeptos nas bancadas do estádio municipal de Aveiro onde entrou como simples espectador e acabou por ser o árbitro de recurso.
Saíram da boca de colegas de trabalho, logo pela manhã, na Sanindusa, em Oiã, concelho de Oliveira do Bairro.
Amigos sportinguistas esperavam, eventualmente, uma benesse para conquistar a primeira vitória no campeonato, que já tarda.
Outro funcionário aludia a “duas grandes penalidades que ficaram por marcar” contra os Leões, mas que só mesmo o próprio terá descortinado, possivelmente fruto de ser benfiquista ferrenho.
Marotices à parte, a opinião unânime foi que Fernandito, como o encarregado da secção de vidragem é tratado pelos mais chegados, “saiu-se muito bem” e fez “muito melhor figura do que muitos” homens do apito dos escalões profissionais.
Tentando refazer-se da experiência, Fernando Idalécio Martins, residente em Vila Nova Monsarros, Anadia, não escondia “o orgulho” pelo “aplauso geral”.
“No meio daquele ambiente todo, talvez fosse a pessoa mais calma”, garantiu já com alguma nostalgia.
O equipamento cedido pela Liga e a ficha de jogo ficam para recordações do momento mais alto da carreira de quase duas décadas a fazer de juiz em jogos da terceira divisão nacional e, ultimamente, dos distritais de Aveiro (primeira categoria, escalão B).
Só não sabe, “nem faz questão”, se a arbitragem do jogo de domingo vai ser paga como acontece habitualmente aos nomeados.
Casado, com dois filhos (um casal de 14 e 10 anos), simpatizante do Benfica, Fernando Idalécio Martins “adora futebol”, chegou a jogar como extremo esquerdo, mas tem “uma paixão” pela arbitragem. Vitor Pereira aparece entre as suas maiores referências. Da actualidade, “gosta particularmente” de Pedro Proença.
Teresa Fidélis, presidente da sociedade Polis Ria de Aveiro, já deu o alerta. Se não houver "pressão social" os investimentos previstos em 2008 podem ir pela laguna abaixo...
Avisado das restruturações em curso pelo Governo PSD-CDS, Ribau Esteves, presidente da Região de Aveiro, colocou-se em campo a tentar evitar o pior, o que poderá passar por um novo modelo de gestão do programa.
Resta saber o que vai ser dito às 12 autarquias envolvidas, que não realizaram ainda todo o capital da sociedade mista.
A ministra que tutela o Ambiente, Assunção Cristas, já decidiu acabar com a Parque Expo, prestadora de serviços dos Polis, mas remete para mais tarde o futuro das sociedades gestoras dos programas.
Mais um ponto de interrogação no plantel do Beira-Mar colocado pela direcção, agora da SAD.
Javier Balboa, sincero nas suas primeiras declarações, prometeu acabar no campo com as dúvidas que até motivam chacota no meio futebolístico.
O internacional da Guiné Equatorial desperdiçou oportunidades de brilhar no Real Madrid e Benfica, que ficou também a arder em 4 milhões de euros com o negócio.
Tal como aconteceu com o boxer Rocky na saga protagonizada por Stallone, o extremo veio para Aveiro provar que merece chegar ao estrelato. Com o beneplácito do treinador Rui Bento que tem entre mãos mais um desafio a somar a tantos outros à frente da equipa aveirense.
Impressiona, musicalmente, como este clássico dos Stones, especialmente a versão original, resume tantas décadas do que se fez depois no mundo R&R. Está lá a origem de (quase) tudo.
"Muito, muito, muito urgente". Foi nestes termos que o presidente da Câmara de Aveiro, há dias, na Assembleia Municipal, alertou os deputados para a necessidade de aprovar o acordo de doação do edifício do conservatório ao Estado (ME/Parque Escolar) que por sua vez tinha sido doado ao município pela Fundação Calouste Gulbekian.
Menos uma dor de cabeça, com as consequentes despesas, para Élio Maia, que entrega a terceiros o restauro do conservatório.
A ministra da Educação vem a Aveiro subscrever o acordo sem a cautela que a proximidade de eleições e possível mudança de Governo impunha ou talvez por isso mesmo.
Casos passados, também de compromissos em marés eleitorais, como foi um célebre protocolo que iria permitir a construção da pista de remo em Cacia, aconselhariam alguma reserva em decisões destas, para não se ficar com uma sensação de fraude política.
Recato deveriam ter também outros protagonistas políticos em funções oficiais por estes dias, evitando a distribuição de subsídios e medalhas que se podem confundir facilmente com fins eleitoralistas ou visitas muito oportunas sob a capa ministerial que parecem mais ajustadas a calendários partidários para tornar a cabeça-de-lista conhecida do povo.
Vale tudo pelos votos?
Felizmente para o seu desempenho desportivo, o Beira-Mar vai conseguindo melhores resultados em campo do que a tratar da imagem, onde é apanhado recorrentemente fora-de-jogo.
O clube, por força da presença na elite do futebol português, tem grande exposição mediática e suscita interesse jornalístico.
Aliás, quase tão importante como marcar golos na baliza adversária e ganhar pontos é saber potenciar, comercialmente e não só, essa visibilidade que pode valer muitos milhares de euros em cada época, se transformada em publicidade e vendas (incluindo ingressos).
O que impõe o bom acompanhamento do trabalho da imprensa, a par de outros cuidados ao nível da comunicação.
Não tendo quem faça esse trabalho com saber, bastaria o convívio com os principais clubes do País para, pelo menos, ter algum conhecimento das exigências a este nível e agir em conformidade.
Posto isto, é estranho que ainda sucedam episódios lamentáveis como os que rodearam a ausência de Rui Bento.
O Beira-Mar, repetindo falhas de sucessivas direcções, que já fazem parte do anedotário, não soube, ou pior não quis, prestar os esclarecimentos adequados (informação correcta) e deu azo a uma enorme confusão e até a mal estar entre as duas partes da barricada.
Rui Bento não gostou de ler que esteve no Brasil de férias e negou ter sido assaltado (ouvir som NotíciasdeAveiro.pt), reclamando mais profissionalismo dos jornalistas que não podem, eventuais falhas à parte, ficar com a culpa toda. Até porque, afinal, quem desvirtuou a verdade, até com mentira de perna curta, pode bem figurar entre os responsáveis do clube.
A não repetir, para evitar a má imagem de uma casa desgovernada e sem rigor no que se transmite para fora de portas.
Os desportivos A Bola, Record e O Jogo e ainda Diário de Aveiro acompanham, regra geral, diariamente o Beira-Mar. A conferência de antevisão da jornada seguinte é coberta normalmente, exceptuando os jogos com os três grandes, ainda pela Lusa, rádio TerraNova e NotíciasdeAveiro.pt. Há quem se veja forçado, eventualmente por falta de meios, a saber das últimas à distância, por outras formas para ter mais algum futebol na linha. Só é pena que façam copy past do essencial sem a delicadeza ética de citar da fonte original, como sempre fazem das agências ou jornais grandes, só porque se trata de uma publicação on-line local. As boas regras da prática jornalística aplicam-se a todos.
Vivemos dias do Fim dos Matrimónios Indestrutíveis (FMI).
Após quatro amigos e familiares próximos terem resolvido, curiosamente todos a bem, desatar o nó, que os antigos diziam ser cego, eis que se aproxima um casório para quebrar o que se ameaçava transformar na regra. Felicidades, desde já, para os noivos.
A fertilização das terras de cultivo tornou-se uma ciência que as modernas explorações agrícolas tentam melhorar para tirar o máximo de proveito.
Pedro Passos Coelho foi a uma quinta em Nariz, Aveiro, onde viu os ensaios com estrume tecnologicamente modificado, quase sem o odor clássico e que praticamente não suja as mãos. Ao contrário do que acontece, não raro, durante as campanhas eleitorais.
A forma como nos deixámos governar mal e alguns se governaram muito bem não explica tudo na crise financeira que ameaça colocar o País na bancarrota.
Os que lançam ataques especulativos, a coberto da mão invisível que move as agências de rating, e aqueles que agora fazem da solidariedade europeia palavra vã esquecendo o seu próprio passado, têm, na verdade, dor de cotovelo.
Invejam o nosso sol, as praias e as serras a meia hora de auto-estrada, a comida, as tolerâncias de ponto e pontes que nos dão tempo livre para sermos felizes como eles nunca serão.
O presidente da Câmara de Aveiro parece continuar a exercer o cargo com inexplicáveis complexos de protagonismo político, que dá a entender evitar a todo custo.
Ou então, o que é mais grave, não se apercebe de quando é esperado que assuma essa liderança que lhe foi renovada por decisão democrática para um segundo mandato.
A última reunião pública do executivo, que até contou com algum público, trouxe mais alguns exemplos em que a discrição de Élio Maia não deixa de causar estranheza.
Uma intervenção técnica antevendo a revisão (não só cartográfica mas também estratégica) do PDM sem o necessário enquadramento político prévio do líder da edilidade só pode ter sido distração.
A deliberação de abertura de concurso para o há muito desejado porto de abrigo de S. Jacinto merecia também, pelo menos, uma introdução depois de tantas voltas que o processo deu.
Não seria criticável fazer "render o peixe" de uma bandeira que a maioria consegue hastear.
Compreende-se ainda com maior dificuldade que seja um técnico a dar conta em primeira mão, publicamente, do importante acordo com o Ministério da Educação que tira da alçada da Câmara o emblemático edifício do conservatório, motivando de Élio Maia não mais que um rodapé, de escassos segundos, a congratular-se com o diálogo entre as partes.
A oposição aqui também não fez o trabalho de casa. Deixou passar sem esclarecimentos as implicações da doação do edifício à Parque Escolar na distribuição de verbas do Parque da Sustentabilidade, que prevê o financiamento do restauro do conservatório.
Aos 67 anos, JMS perdeu a vista mas não a visão. O exemplo do empresário de Estarreja que numa década transformou a oficina onde fazia atrelados para a lavoura na maior fábrica ibérica de mobiliário hospitalar faz-nos acreditar que Portugal tem remédio dentro de portas para atacar a sério o que as anestesias externas só aliviam. Por muito doloroso que seja o tratamento. A alternativa é sucumbir, mas ainda há tempo de dar um passo atrás e fugir à queda do precipício.
O Presidente da Câmara Municipal fez alusão ao emprego onde “num passado muito recente, vimos nascer no nosso Concelho diversos investimentos e a criação de diversos postos de trabalho, estando outros já aprovados e em vias de concretização” refere Élio Maia.
No total, foi aferido que são 3.300 postos de trabalho “criados recentemente ou cuja criação está já absolutamente confirmada e prevê-se que com a construção do parque da Ciência e da Inovação sejam definidos cerca de 10.000 empregos” (ler mais).
A adrenalina é tanta que a classe política hoje nem vai conseguir dormir mergulhada que já está no jogo pelo poder, influências e interesses.
A maioria dos portugueses têm insónias devido à crise que governantes e oposições deixaram alastrar com culpas mútuas.
A democracia excita-se com eleições, devolvendo a palavra ao povo que se vê confrontado com um cada vez mais mero formalismo. Mudar para ficar tudo na mesma.
E claro, já se sabe que é o mexilhão quem vai pagar quase tudo no final.
Independentemente dos próximos protagonistas, as previsíveis decisões terão as mesmas consequências reais.
Curiosamente, na mesma tarde em que a oposição tirava o tapete ao Primeiro-Ministro na Assembleia da República, em Aveiro o Governador Civil distribuía 160 mil euros por algumas associações locais, realçando "o esforço feito em momento de crise".
José Mota acabou exortando os presentes “a trabalharem no sentido da procura da felicidade”.
Ora, façam lá então esse favor.
Manuel Godinho saiu hoje da cadeia de Aveiro para continuar preso em casa. Livre como um passarinho quando muda de gaiola.
O sucateiro de Esmoriz, que adora futebol, caiu na desgraça quando começou a lidar com o lixo da política. Altas influências (a pedido ou oferecidas, ainda se está para ver) favoreceram, dizem os investigadores, grandes negócios com dinheiros públicos.
Um doce para as polícias que ainda encontraram de brinde escutas comprometedoras para altos responsáveis.
À mesma hora, no estádio de Aveiro, Leonardo Jardim deixaria o presidente do Beira-Mar de boca aberta, não por recusar a proposta de renovação, mas por querer deixar o clube já, libertando-se de um "peso".
Fica preso apenas ao acordo prévio do Beira-Mar se até ao final da época quiser formalizar vínculo. O que, disse o próprio, não parece ser hipótese e, assim, nada mais renderá ao clube no final da época que não parte de leão do mérito, espera-se, da permanência ainda por garantir matematicamente. Já não seria mau para ambas as partes se houver um final feliz.
Ambicioso, o técnico, que promoveu equipas em duas épocas seguidas, uma das quais à Liga maior, libertou-se do Beira-Mar mas fica refém da sua própria táctica (deveria registar os direitos para não ser copiado). Um risco calculado para não ficar fora-de-jogo, apesar de negar ter propostas de Portugal.
Não são as famosas hortas sociais de Aveiro.
O abate de árvores deixou muita terra para lavrar na Avenida Lourenço Peixinho. É tempo de preparar a próxima sementeira, ainda que estejam anunciadas para este ano ainda as primeiras obras de qualificação.
O que irá florir naquelas paragens?
Com uma mobilização de meios extraordinária a Assembleia Municipal (AM) de Aveiro estreou-se, com vaidade, na transmissão das sessões pela web. Já não era sem tempo, para uma das primeiras cidades digitais.
Três camaras, outros tantos operadores, uma regi recheada de equipamento e mais técnicos talvez se justifique para tudo correr bem na emissão histórica, por ser a primeira.
O sistema esteve sempre no limite dos escassos cerca de 50 utilizadores permitidos, mas viram-se muitos deputados também ligados a ocupar lugar.
Com as rotinas das sessões (sempre demoradas e repartidas por vários dias) a mesa da AM e a Escola Profissional de Aveiro (que cede os meios técnicos e humanos), possivelmente, concluirão que não há necessidade de tanto, nem a Internet exige qualidade de televisão.
A emissão em contínuo é útil para quem se interessa pelos grandes debates políticos seguir as trocas de galhardetes no aconchego de casa e comentar animadamente no chat. Talvez os vogais se preparem melhor, fazendo mais trabalho de casa.
Ajudará também, em muitas das reuniões, quem sofre de insónias.
As obras (anuais) de manutenção no que resta da praia do Furadouro, Ovar.
Este ano, incluem como bónus a reconstrução de uma zona dunar destruída para ser transformada em estacionamento.
Ainda terá salvação ?
Ou faça-se um corte a régua ao que está perdido, como aparece em estudos técnicos oficiais.
A GNR de Arouca tinha o pior quartel do distrito de Aveiro. Agora é motivo de inveja entre a guarda.
A mudança tardou mais do que se previa por falta de ligação à rede eléctrica, mas a casa nova, inaugurada no sábado, com a presença do ministro Rui Pereira, está já operacional.
"Passou do 8 para o 88" como disse o pároco do Burgo após a bênção do novo edifício, um verdadeiro "quartel General".
O ministro que está por estes dias sob mais fogo cruzado entusiasmo-se de tal forma com a obra que afastou comentar quaisquer outras questões da sua tutela "para não desvirtuar" a cerimónia que até correu bem, ao contrário do que tem sucedido quando governa.
Um postal de FNB que chega da Assembleia da República. "Pela minha parte, gostaria de saber se o autarca aveirense foi marginalizado ou optou, ele próprio, por se secundarizar. Uma das hipóteses é ofensiva, a outra é simplesmente triste. Ambas são graves!" (ler).
Azelhice, impasse à espera das eleições, guerra psicológica ou mesmo o anunciar de fim de um ciclo ?
O futuro de LJ no Beira-Mar continua indefinido.
"De saída podemos estar todos". Para já, mensagens codificadas e só para bons entendedores (som).
Se Cavaco Silva é homem do leme, José Sócrates ameaçou tornar-se o homem da escavadora.
No lançamento da primeira pedra da fábrica de baterias da Nissan, em Aveiro, o Primeiro-Ministro arrancou aplausos na forma como manobrou a pá.
Os nipónicos podem ter a tecnologia que promete revolucionar os veículos eléctricos, mas quanto a abrir buracos o chefe do Governo evidenciou estar mais à altura da tarefa do que o executivo da Nissan que o precedeu.
A pretexto de cargas e descargas, já se estaciona à vontade na praça do Peixe. "Sujeito a reboque " é uma das forças de expressão em que Aveiro se tornou pródiga. Aproveite.
Entre a divulgação tida como surpreendente da NASA e a escolha de Portugal para o mundial, espero que se confirme (apenas) a primeira. Pelo menos, não deve sobrar para os contribuintes do costume pagar as contas.
E se os russos estão tão interessados, que levem a competição.
Tragam para cá os extraterrestres e a atracção seria bem mais lucrativa.
- O jornalista Daniel Rodrigues teve a coragem de assumir tarefas cívicas que tantos de nós evitamos por manifesto comodismo, com a desculpa do pretenso (falso) estatuto de imparcialidade a que deveremos obediência.