24.6.06

Assembleia Municipal

Será que é normal uma ordem de trabalhos tão escassa e desinteressante para a Assembleia Municipal ordinária de Junho, a última antes de férias ?
Esperemos que valha pelo período antes da ordem do dia e comunicação do presidente mas não deixa de ser estranho.

22.6.06

Serviços camarários

Como se sabe, os serviços camarários de Aveiro voltaram a ser divididos funcionando entre o edifício dos Paços de Concelho e a antiga fábrica Jerónimo Pereira Campos. Por coincidência, ou talvez não, no primeiro ficaram os vereadores do CDS e no segundo estão os do PSD.
Aveiro, ao contrário de outros municípios que têm construído novos e funcionais Paços de Concelho, mantém a velha tradição de dispersar serviços pela cidade. Já foi pior, é certo.
Uma das particularidades dos serviços concentrados na Fonte Nova é estarem paredes meias com um centro de congressos e exposições com restaurante e bar. Neste último caso, funciona mesmo como a porta de entrada e onde muitos munícipes acabam por esperar. O que pode ficar caro, se entender consumir. Um café por 70 cêntimos em horário de atendimento da Câmara é um roubo, ainda por cima quando tem exclusividade para o público.

21.6.06

Rota da Luz

O Governo mantém suspense sobre o futuro que reserva para a Regiões de Turismo. Só mais para o final do ano se saberá quantas e quais exactamente vão ser extintas.
Pedro Silva diz que não foi eleito para ser o liquidatário da Rota da Luz e, como tal, tratou de injectar uma dinâmica que há muito não se via no organismo.
Para escapar à extinção, será necessário, mais do que ganhar dimensão territorial, oferecer produtos turísticos que justifiquem a sua existência.
Resta saber se o trabalho que a Rota da Luz tem feito em várias áreas nos últimos meses não será inglório.

20.6.06

Living with war ?

Está na hora de fazer coro com Neil Young.

Lixos

O que atrai tanto alguns autarcas pela nova unidade de tratamento de lixos urbanos que a ERSUC quer construir ? É que atrás dos resíduos poderão vir sempre algumas benesses que o Governo aparentemente estará disposto a dar.
A população em alguns casos não se deixa convencer com facilidade como aconteceu com a incineradora de lixos industriais de Estarreja.

17.6.06

Superstições


No Euro 2004, um queijo foi o nosso amuleto da sorte... até à final.
Andou de casa em casa, vitória após vitória, aguentando mal cheiroso e a derreter até à derrota final.
Acabou intacto no lixo até que a Grécia nos roubou o sonho.
A superstição repete-se durante o Mundial da Alemanha.
Para já, o exemplar mantém o bom aspecto e faz aguçar o apetite. Mas é preciso resistir à tentação. E esperar que Portugal lhe dê o tempo necessário para ganhar bolor. Será que desta vez vai chegar a apodrecer ?

16.6.06

Perestrelo

É arrepiante recordar Jorge Perestrelo . A voz que nos convoca memórias inesquecíveis das grandes vitórias, em especial da gloriosa campanha de Portugal no Euro 2004. Sentimos a tua falta pá!

14.6.06

Bugas

A Câmara terá encontrado uma forma interessante de dinamizar o projecto da bicicleta de utilização gratuíta que ainda não tinha sido divulgado. A Buga é utilizada dentro da fábrica C.A.C.I.A. (Renault) para os trabalhadores circularem entre os vários pavilhões.

13.6.06

Agrovouga


A Agrovouga este ano vai ser mais tardia, depois das colheitas.
No material distribuído à imprensa ainda aparece uma referência à data tradicional, em Julho, mas a organização garante que a mudança foi consensual.
O programa, segundo o que foi hoje anunciado, terá muitas novidades.
A aposta deve-se à necessidade de relançar um certame que a autarquia quer ver entre os maiores do sector.

Beira-Mar

Há um ano, a actualidade local era dominada em grande parte pelas eleições no Beira-Mar que a lista encabeçada por Artur Filipe viria a ganhar.
Com o clube despromovido depois de uma época para esquecer, o trabalho da nova direcção foi sempre norteado para um grande objectivo: regressar à liga principal.
Alcançada a meta, nesta altura o Beira-Mar prepara a participação no campeonato maior do futebol português.
Artur Filipe e companhia têm tido muitos motivos para sorrir, apesar de alguns amargos de boca extra desportivos.
O clube tem pela frente grandes desafios, desde logo, conseguir a manutenção para solidificar a sua posição entre os grandes.
Não faltarão, por isso, motivos de interesse durante os próximos tempos.

12.6.06

Discursos e estilos

O vereador do PS Marques Pereira confessou hoje já ter algumas saudades dos discursos de Alberto Souto.
O desabafo foi feito depois de ter pedido referências mais concretas nas intervenções que o actual presidente faz em momentos solenes.
Embora tendo renovado os elogios pelo requinte poético dos escritos lidos por Élio Maia no primeiro Dia da Cidade a que presidiu, assim como mais recentemente no 10 de Junho, Marques Pereira notou que "faltaram compromissos para o futuro e uma palavra aos aveirenses".
Sugeriu, por isso, abordagens a "temas concretos, projectos e ideias que a Câmara entende abraçar".
A troca de opiniões sobre discursos e estilos literários subiu de tom quando o vice-presidente Carlos Santos resolveu trazer de volta a polémica suscitada pelo discurso feito por Alberto Souto a 12 de Maio de 2004 (e não o do ano passado, como erradamente datou).
"Foi dos discursos mais deploráveis e ofensivos que um presidente da Câmara pode proferir", criticou, confessando que não abandonou a sala "porque não podia sair".
Em contraponto, achou o discurso de Élio Maia a 12 de Maio "adequado", sugerindo inclusivamente que fosse comparado com o tal "exercício deplorável de retórica" assumido por Alberto Souto.
Questões políticas e partidárias no dia de Santa Joana "são perfeitamente desajustadas", disse, entendendo, por isso, que o presidente actual não deve aproveitar tal momento para apreciações desse género.
Marques Pereira saiu em socorro do anterior presidente, sublinhando que é necessário transmitir aos cidadãos algo ligado às realizações da Câmara para além de outras referências.
Élio Maia acabaria por terminar a troca de galhardetes sublinhando que fará discursos orientados "para a união e de sentido positivo, mais do que elencar obras".

9.6.06

Gratidão


Filipão não é pessoa fácil.
A equipa que formou para a final na Alemanha está, em grande parte, espremida e certas opções são questionáveis.
Nota-se algum nervoso miudínho nas hostes portuguesas que a imprensa amplia também para 'fazer render o peixe'.
Apesar de tudo, não podemos deixar de ser gratos pela imensa alegria que foi a caminhada do Euro 2004 , conscientes que momentos como aqueles podem não repetir-se com facilidade.
Mas não se perde nada em tentar. Força Portugal!

8.6.06

Taxas

Élio Maia quer cumprir mais uma das promessas do programa eleitoral "Juntos Por Aveiro" .
A Câmara decidiu baixar algumas taxas não urbanísticas.
O regulamento em causa foi actualizado no anterior mandato, mexendo numa tabela com mais de 10 anos.
Apesar dos acertos que Alberto Souto fez depois de queixas ouvidas na Assembleia Municipal, permanceram por corrigir alguns aumentos excessivos.
O preço das fotocópias poderá ter sido mesmo uma das muitas causas da derrota socialista em Outubro de 2005.

6.6.06

Promessas e compromissos

promessas e compromissos que os responsáveis (políticos, autárquicos e outros que tais) deviam ter mais cuidado em assumir. Ou, então, ressalvar eventuais complicações.

Actualização a 8 de Junho: Segundo a rádio Terra Nova, a Câmara vai adjudicar na próxima segunda-feira a construção da pista de remo. Resta saber se foram ultrapassadas as indefinições em torno dos apoios. Mesmo assim, coragem política é o que não falta à maioria que leva por diante o compromisso assumido em Cacia.

5.6.06

Salvador Caetano

Salvador Caetano é um dos grandes industriais do País, tendo construído em 60 anos um grupo diversificado que integra uma centena de empresas onde tem maior relevo o sector automóvel.
A fábrica de montagem de veículos comerciais e de transporte colectivo da Salvador Caetano / Toyota em Ovar funciona há 35 anos e é apontada como unidade modelo de cooperação luso-nipónica.
O Primeiro-Ministro não se cansou de o dizer na intervenção que fez segunda-feira à tarde na sessão comemorativa.
Não houve palavras foi para as dificuldades que a poucos quilómetros a Yazaki Saltano (também uma sociedade participada pela Salvador Caetano) enfrenta para continuar em Portugal.
José Sócrates teve de ouvir ainda alguns reparos menos festivos.
Salvador Caetano foi muito claro a acusar os Governos de serem mais sensíveis a certos pedidos de ajuda do que a outros.
O industrial não esquece que por duas vezes viu serem colocados de parte os projectos que tentou vingar e que poderiam ter dado ao país uma Auto-Europa há alguns anos.
O Primeiro-Ministro preferiu ignorar na sua intervenção também os alertas do vice-presidente do grupo sobre alguns factores de perda de competividade do sector.
E deixou sem respostas os jornalistas que o pretendiam questionar.
Muito apressado, o ministro da Economia só teve tempo para um esclarecimento breve em relação às críticas feitas pela Câmara de Ponte de Lima por causa da nova localização que a IKEA pretende para a sua fábrica em Portugal.
Perguntas incómodas ou pedidos de comentários mais pertinentes é coisa que não agrada nada aos nossos governantes que só têm abertura, na maioria das vezes, para anúncios sorridentes.

3.6.06

Miguel Capão Filipe

Miguel Capão Filipe ainda não explicou as razões que o levaram a sair da direcção do Beira-Mar. No entanto, o vereador em permanência da maioria PSD-CDS/PP terá chegado à conclusão que não poderia estar, formalmente, com um pé no clube e outro na Câmara ao mesmo tempo.
Jorge Greno, outro vereador que foi eleito na actual direcção do Beira-Mar, percebeu isso logo no início do mandato autárquico.
São, de facto, lugares dificilmente compatíveis para estar nos dois lados da barricada, tanto mais quando as relações entre clube e autarquia geram sempre muita tensão.
Alberto Souto, ex-presidente da Câmara, chegou a ser durante algum tempo no seu primeiro mandato presidente da Assembleia Geral do Beira-Mar mas apercebeu-se do erro e pediu o seu afastamento.

Nota: O Diário de Aveiro actualizou a 4 de Junho as informações sobre a suspensão de mandato.
(...) A decisão de sair prende-se com o facto do clube ter passado para uma situação mais confortável em termos desportivos, com a subida à primeira liga, e «tem a ver», conforme disse ontem ao Diário de Aveiro, com o cargo de vereador que exerce no Executivo municipal. Conforme disse, há uma «exigência da disponibilidade» pelo facto do clube de Aveiro passar a disputar a primeira liga «versus a exigência da vida autárquica», acrescentou o dirigente do Beira-Mar com mandato suspenso. Para o presidente do clube, a suspensão do mandato é uma boa opção tomada por Capão Filipe (ler mais aqui).

1.6.06

IKEA

Será que a fábrica da IKEA em Portugal vai para quem der mais ou pedir menos ?

Nem mais

Mau jornalismo
Por Luís Costa (Público, 1 de Junho 2006)

"(...) O problema é que a generalidade das redacções (num movimento contrário ao ciclo profissionalizante das mais poderosas fontes de informação) deixou de garantir a preservação do papel essencial do jornalista, porque isso só se consegue com recursos humanos qualificados e em número suficiente, com gente motivada e boas condições de trabalho, com chefias, editores e directores de indiscutível mérito e experiência acumulada, com gente capaz de impor critérios editoriais aos ditames do marketing e das relações públicas, com estruturas intermédias fortes e actuantes, com um sector de agenda atento, determinante e valorizado, com administrações que saibam conciliar o compreensível desejo de lucro com a especificidade de uma área de negócio que não vende um produto qualquer.
De outro modo, com redacções vulnerabilizadas e a serem literalmente invadidas por jovens jornalistas dispostos a trabalhar quase de graça, até Manuel Maria Carrilho corre o risco de vir a ter alguma razão".

H2 Bicycle

A H2 Bicycle saiu do papel, ou melhor, do computador, e até já se pode dar uma volta.
Por enquanto, é apenas um protótipo e não está totalmente apto.
Um esforço de inovação que só terá plena correspondência no caso de surgirem interessados em fabricar os dois modelos propostos.
O problema é que os custos da futura bicicleta movida a hidrogénio não são muito atraentes e a indústria da região ligada ao sector parece não querer aderir.
A equipa responsável acredita, contudo, que o projecto pode ter pernas para pedalar.

29.5.06

S. Bernardo

Élio Maia voltou hoje à Junta de S. Bernardo onde reencontrou muitas caras conhecidas.
Não se pense, contudo, que a amizade profunda que as gentes da freguesia sentem pelo seu antigo presidente os tenha inibido de colocar, abertamente, os seus problemas.
O actual presidente da Junta também não foi meigo ao reclamar que S. Bernardo volte a ter a devida atenção da Câmara, mostrando insatisfação com o anterior mandato de maioria PS.
Os mesmos recados ganharam outra força quando se ouviu na sala a voz do presidente da Assembleia de Freguesia, Carlos Delgado, que é irmão mais velho de Élio Maia.