D. António Marcelino já tem sucessor. Após alguns meses de espera, o Vaticano preencheu a vaga criada por força do agora Bispo Emérito ter atingido o limite de idade.
D. António Marcelino tem sido ao longo do seu percurso de vida uma figura marcante na sociedade portuguesa.
Incómodo e inconformista, mesmo com a Igreja e as suas práticas, ainda hoje faz jus à reputação de progressista que em tempos mais recuados lhe valeram alguns olhares desconfiados.
Chegou a hora de passar o testemunho recebido de D. Manuel Almeida Trindade, outra personalidade que marcou o seu tempo.
21.9.06
20.9.06
Efeito Jardel
Há quanto tempo o Beira-Mar, mesmo que por interposta pessoa, não era capa inteira de A BOLA? Desde a conquista da Taça de Portugal, presumo eu. E mesmo aí, não estou certo de igual destaque ao que Jardel consegue (ainda) atrair.
Comércio tradicional
Hoje em dia, ter um estabelecimento comercial de que tipo for é uma aventura de alto risco.
Quem tem casas abertas, enfrenta concorrência como nunca se viu.
Nos últimos anos, multiplicaram-se por muitas vezes os centros comerciais, hipermercados e mini-preços. Estão em todo o lado, a poucos minutos.
Sempre que abre um novo espaço comercial de maiores dimensões , o comércio local abana.
E isso faz-se sentir com meses de antecedência. É o que está a acontecer em Ovar com a construção do Sportsforum.
Num caso que conheço, a abertura de uma loja de marca roupa para criança ditou a decisão de uma familiar fechar as portas do seu estabelecimento.
O comércio tradicional, dito de proximidade, tem uma função importante na comunidade, enquanto pequenos pólos de animação, evitando a desertificação dos centros mais antigos.
Em Aveiro, a vida de muitas ruas e praças depende das lojas.
Só que as dificuldades estão à vista. Há negócios a fechar todos os dias e são bem menos os que tentam a sua sorte.
Por isso, quando vejo outra amiga a remar contra a maré, dando colorindo a uma rua, que apesar de ser das mais típicas de Aveiro, está tomada por prédios envelecidos e a ameaçar ruína, só lhe posso desejar muita sorte (traduzida em clientes!) para que seja a excepção a uma triste regra.
Quem tem casas abertas, enfrenta concorrência como nunca se viu.
Nos últimos anos, multiplicaram-se por muitas vezes os centros comerciais, hipermercados e mini-preços. Estão em todo o lado, a poucos minutos.
Sempre que abre um novo espaço comercial de maiores dimensões , o comércio local abana.
E isso faz-se sentir com meses de antecedência. É o que está a acontecer em Ovar com a construção do Sportsforum.
Num caso que conheço, a abertura de uma loja de marca roupa para criança ditou a decisão de uma familiar fechar as portas do seu estabelecimento.
O comércio tradicional, dito de proximidade, tem uma função importante na comunidade, enquanto pequenos pólos de animação, evitando a desertificação dos centros mais antigos.
Em Aveiro, a vida de muitas ruas e praças depende das lojas.
Só que as dificuldades estão à vista. Há negócios a fechar todos os dias e são bem menos os que tentam a sua sorte.
Por isso, quando vejo outra amiga a remar contra a maré, dando colorindo a uma rua, que apesar de ser das mais típicas de Aveiro, está tomada por prédios envelecidos e a ameaçar ruína, só lhe posso desejar muita sorte (traduzida em clientes!) para que seja a excepção a uma triste regra.
17.9.06
Tradições
Vivemos numa região onde as tradições populares, apesar de ainda vivas, estão ameaçadas pelo esquecimento à medida que as gerações se renovam.
Quem assiste a um desfile etnográfico ou a uma desfolhada à antiga encontra nestas práticas ancestrais das gentes do campo algo que começa a rarear na nossa sociedade: alegria, boa vizinhança, entreajuda. Apesar de tudo, vê-se esperança. É um viver espontâneo, ao ritmo das estações do ano.
Alguns (cada vez menos) novos ainda aprendem dos velhos ensinamentos, que não sendo já úteis aos ofícios de hoje, não ficam perdidos ou reduzidos a práticas museológicas.
Foi isso que se tentou fazer, por exemplo, no estaleiro de construção naval artesanal da Murtosa.
Quem assiste a um desfile etnográfico ou a uma desfolhada à antiga encontra nestas práticas ancestrais das gentes do campo algo que começa a rarear na nossa sociedade: alegria, boa vizinhança, entreajuda. Apesar de tudo, vê-se esperança. É um viver espontâneo, ao ritmo das estações do ano.
Alguns (cada vez menos) novos ainda aprendem dos velhos ensinamentos, que não sendo já úteis aos ofícios de hoje, não ficam perdidos ou reduzidos a práticas museológicas.
Foi isso que se tentou fazer, por exemplo, no estaleiro de construção naval artesanal da Murtosa.
15.9.06
Dívidas
Apesar do seu low profile, o vice-presidente da Câmara de Aveiro assume, ao contrário do líder do município, posições marcadamente políticas e, por vezes, até partidárias.
Carlos Santos voltou a escrever nos jornais. E faz bem.
Contra o que o próprio Élio Maia garantira, temos aí na praça pública a famosa auditoria. Números e comentários menos abonatórios para a gestão anterior vão sendo soltos. Agora até pela via mais oficial, de um elemento da Câmara.
Se o efeito pretendido é baixar o tom das críticas da oposição camarária, não sei se resultará.
De qualquer forma, é bom saber-se, exactamente, qual foi a herança deixada por Alberto Souto a troco do Euro 2004 que, vale a pena lembrar, não deixou ficar apenas as dívidas do estádio que todos os partidos aprovaram. O efeito promocional da cidade não teve preço.
Os socialistas devem guardar o escrito mais recente de Carlos Santos. Para aprenderem como não se deve gerir uma Câmara. Mas também porque no final do mandato vai ser útil. É que da forma como as autarquias são geridas neste País, o balanço a cada período eleitoral é sempre dominado pelas contas da coluna do passivo que, normalmente, vai crescendo. A argumentação da IGS agora usada ainda pode vir a ser útil para outro filme.
Carlos Santos voltou a escrever nos jornais. E faz bem.
Contra o que o próprio Élio Maia garantira, temos aí na praça pública a famosa auditoria. Números e comentários menos abonatórios para a gestão anterior vão sendo soltos. Agora até pela via mais oficial, de um elemento da Câmara.
Se o efeito pretendido é baixar o tom das críticas da oposição camarária, não sei se resultará.
De qualquer forma, é bom saber-se, exactamente, qual foi a herança deixada por Alberto Souto a troco do Euro 2004 que, vale a pena lembrar, não deixou ficar apenas as dívidas do estádio que todos os partidos aprovaram. O efeito promocional da cidade não teve preço.
Os socialistas devem guardar o escrito mais recente de Carlos Santos. Para aprenderem como não se deve gerir uma Câmara. Mas também porque no final do mandato vai ser útil. É que da forma como as autarquias são geridas neste País, o balanço a cada período eleitoral é sempre dominado pelas contas da coluna do passivo que, normalmente, vai crescendo. A argumentação da IGS agora usada ainda pode vir a ser útil para outro filme.
Escolas a tempo inteiro
As escolas agora querem-se a tempo inteiro com prologamentos de horários e actividades de enriquecimento curricular.
São as expressões que mais temas de conversa suscitam por estes dias de regresso às aulas com alguns papás e mamãs ainda mais nervosos do que os filhos que entram na escola pela primeira vez.
No meu tempo de primária, não existia nada disto. Era improvisado, com desvios pelos campos e brincadeira farta até chegar a casa. Os resultados pedagógicos seriam reduzidos, mas a escola da vida faz-se dessas e de muitas outras coisas extra-curriculares.
Os tempos mudaram. E o Governo PS quis pôr o País educativo a um ritmo supostamente mais evoluído e com crianças a falar inglês, antes mesmo de saberem a língua materna !
Querer é um bom princípio mas não basta. É necessário dinheiro para pagar os custos.
E o ministério da Educação parece dar pouco para o que vai receber.
Se não fossem as autarquias, os ATL´s públicos e privados, assim como os pais, não daria para o brilharete.
Os prolongamentos colocam a nu as grandes dificuldades de muitas escolas públicas, antigas e mais recentes, que não têm a capacidade de resposta que o desafio governamental coloca, por falta de condições físicas e humanas.
É o caso de uma das últimas a ser inaugurada em Aveiro. Quase não têm fundo de maneio para fotocópias (e são as crianças que levam papel), a cantinha funciona no laboratório com as refeições pré-cozinhadas no dia anterior e o acesso do portão até ao edifício ficou sem resguardo para a chuva, eventualmente por defeito de arquitectura.
O mais importante será, no entanto, arrancar com isto. Para que as crianças aprendam e nós estejamos descansados.
São as expressões que mais temas de conversa suscitam por estes dias de regresso às aulas com alguns papás e mamãs ainda mais nervosos do que os filhos que entram na escola pela primeira vez.
No meu tempo de primária, não existia nada disto. Era improvisado, com desvios pelos campos e brincadeira farta até chegar a casa. Os resultados pedagógicos seriam reduzidos, mas a escola da vida faz-se dessas e de muitas outras coisas extra-curriculares.
Os tempos mudaram. E o Governo PS quis pôr o País educativo a um ritmo supostamente mais evoluído e com crianças a falar inglês, antes mesmo de saberem a língua materna !
Querer é um bom princípio mas não basta. É necessário dinheiro para pagar os custos.
E o ministério da Educação parece dar pouco para o que vai receber.
Se não fossem as autarquias, os ATL´s públicos e privados, assim como os pais, não daria para o brilharete.
Os prolongamentos colocam a nu as grandes dificuldades de muitas escolas públicas, antigas e mais recentes, que não têm a capacidade de resposta que o desafio governamental coloca, por falta de condições físicas e humanas.
É o caso de uma das últimas a ser inaugurada em Aveiro. Quase não têm fundo de maneio para fotocópias (e são as crianças que levam papel), a cantinha funciona no laboratório com as refeições pré-cozinhadas no dia anterior e o acesso do portão até ao edifício ficou sem resguardo para a chuva, eventualmente por defeito de arquitectura.
O mais importante será, no entanto, arrancar com isto. Para que as crianças aprendam e nós estejamos descansados.
12.9.06
O que é que a Feira tem ?
O que atrai tanta gente a ir viver para Santa Maria da Feira , não tendo raízes familiares ou actividade profissional naquele concelho?
Conheço três casais nestas situações. Não trabalham, nem têm família por lá.
O bonito castelo merece uma visita mas não é motivo suficiente para escolher poiso.
Será pelo Europarque ? Talvez não.
O Imaginarium, o festival de cinema brasileiro do Cineclube e a Viagem Medieval talvez sejam argumentos mais fortes para quem leva em conta a vida cultural.
Não esquecer o hospital S. Sebastião.
Dizem-me, ainda, que os preços das casas são atractivos.
Acho, contudo, que as grandes vantagens residem, por um lado na sua localização central, e, por outro, nos acessos rodoviários (com um nó da A1 em plena cidade e o IC1 também à mão).
Perto de Aveiro, mais perto do Porto e a meio caminho de outros tantos destinos regionais.
Conheço três casais nestas situações. Não trabalham, nem têm família por lá.
O bonito castelo merece uma visita mas não é motivo suficiente para escolher poiso.
Será pelo Europarque ? Talvez não.
O Imaginarium, o festival de cinema brasileiro do Cineclube e a Viagem Medieval talvez sejam argumentos mais fortes para quem leva em conta a vida cultural.
Não esquecer o hospital S. Sebastião.
Dizem-me, ainda, que os preços das casas são atractivos.
Acho, contudo, que as grandes vantagens residem, por um lado na sua localização central, e, por outro, nos acessos rodoviários (com um nó da A1 em plena cidade e o IC1 também à mão).
Perto de Aveiro, mais perto do Porto e a meio caminho de outros tantos destinos regionais.
10.9.06
Jornadas da Ria
Ribau Esteves causou um momento de frisson na abertura das I Jornadas da Ria ao dizer que a “primeira reacção” que teve quando recebeu o convite para os trabalhos foi “recusá-lo liminarmente”.
A explicação do presidente da AMRIA acabou por afastar qualquer controvérsia que poderia manchar os bons propósitos do evento organizado pela Câmara de Aveiro.
O convite trouxe à memória do activo autarca ilhavense o primeiro congresso da Ria, em Abril de 2004, que conseguiu trazer a Aveiro o então Primeiro-Ministro Durão Barroso para anunciar a criação de uma entidade gestora da Ria. O compromisso ainda passou a decreto só que a saída do ex-líder do PSD para a Comissão Europeia inviabilizou uma primeira promulgação do Presidente da República. Depois aconteceu o mesmo com a queda do Governo de Santana Lopes. “Foi a inconsequência total”, lamentou Ribau Esteves.
O presidente da AMRIA defendeu para a Ria de Aveiro projectos turísticos "com dimensão", por exemplo na náutica de recreio, mas desta vez não falou na controversia em torno da Marina da Barra.
A explicação do presidente da AMRIA acabou por afastar qualquer controvérsia que poderia manchar os bons propósitos do evento organizado pela Câmara de Aveiro.
O convite trouxe à memória do activo autarca ilhavense o primeiro congresso da Ria, em Abril de 2004, que conseguiu trazer a Aveiro o então Primeiro-Ministro Durão Barroso para anunciar a criação de uma entidade gestora da Ria. O compromisso ainda passou a decreto só que a saída do ex-líder do PSD para a Comissão Europeia inviabilizou uma primeira promulgação do Presidente da República. Depois aconteceu o mesmo com a queda do Governo de Santana Lopes. “Foi a inconsequência total”, lamentou Ribau Esteves.
O presidente da AMRIA defendeu para a Ria de Aveiro projectos turísticos "com dimensão", por exemplo na náutica de recreio, mas desta vez não falou na controversia em torno da Marina da Barra.
7.9.06
Murtosa

A raínha da Ria, que tem o mar à cabeceira, está em festa por estes dias em honra de S. Paio da Torreira.
A altura não podia ser a melhor para o município fazer um bota-abaixo virtual e estrear o renovado site que terá, certamente, um toque especial do vereador Januário Cunha.
A página, de muito bom nível, passará a figurar no bookmark.
Quanto à romaria, pelo menos no sábado, a não surgir nenhum imprevisto de maior, lá estaremos a cumprir a tradição e bem regada, como manda o santo padroeiro.
4.9.06
Tecnologias
Quando era miúdo, as constantes falhas de luz onde vivia, sobretudo à noite e em dias de mau tempo, eram um tormento. Sem televisão, pouco mais nos restava senão xixi cama.
Hoje, é muito mais raro faltar eletricidade.
Os problemas informáticos que ocasionalmente enfrento nas actividades diárias a lidar com computadores e programas fazem-me lembrar aqueles pequenos dramas dos tempos de criança / adolescente.
Alguns sucedem por causas tão simples como desligar abruptamente um computador que ficou sem bateria ...e não estava ligado à corrente.
O Notícias de Aveiro foi obrigado neste inicio de semana a uma pausa que se espera vir a ser curta para encontrar alguns ficheiros aparentemente perdidos e voltar com todos os milhares de artigos e anexos disponíveis para consulta on-line, gratuita e planetária.
As tecnologias também nos tramam de quando em vez.
Mas quando bem utilizadas, o seu potencial é enorme.
Que o digam as 30 empresas beneficiárias do Aveiro Digital que este mês vão apresentar as soluções desenvolvidas para apoio à gestão e produção. São tecnologias em grande medida desenvolvidas por gente da região, o que tem um valor acrescentado maior, e que podem ser replicadas agora em outras empresas.
O programa deve terminar, formalmente, no fim do ano.
No entanto, os participantes acham que seria interessante continuar com uma nova fase de investimentos no âmbito do próximo quadro comunitário de apoio.
Importante seria também o programa iniciado com o projecto da Cidade Digital dar novas oportunidades a outros promotores, sobretudo a quem está a dar os primeiros passos ou necessite de um empurrão, permitindo um novo fôlego a ideias e projectos de gente empreendedora mas, eventualmente, ainda sem a visibilidade que grande parte dos actuais beneficiários já têm no meio.
Hoje, é muito mais raro faltar eletricidade.
Os problemas informáticos que ocasionalmente enfrento nas actividades diárias a lidar com computadores e programas fazem-me lembrar aqueles pequenos dramas dos tempos de criança / adolescente.
Alguns sucedem por causas tão simples como desligar abruptamente um computador que ficou sem bateria ...e não estava ligado à corrente.
O Notícias de Aveiro foi obrigado neste inicio de semana a uma pausa que se espera vir a ser curta para encontrar alguns ficheiros aparentemente perdidos e voltar com todos os milhares de artigos e anexos disponíveis para consulta on-line, gratuita e planetária.
As tecnologias também nos tramam de quando em vez.
Mas quando bem utilizadas, o seu potencial é enorme.
Que o digam as 30 empresas beneficiárias do Aveiro Digital que este mês vão apresentar as soluções desenvolvidas para apoio à gestão e produção. São tecnologias em grande medida desenvolvidas por gente da região, o que tem um valor acrescentado maior, e que podem ser replicadas agora em outras empresas.
O programa deve terminar, formalmente, no fim do ano.
No entanto, os participantes acham que seria interessante continuar com uma nova fase de investimentos no âmbito do próximo quadro comunitário de apoio.
Importante seria também o programa iniciado com o projecto da Cidade Digital dar novas oportunidades a outros promotores, sobretudo a quem está a dar os primeiros passos ou necessite de um empurrão, permitindo um novo fôlego a ideias e projectos de gente empreendedora mas, eventualmente, ainda sem a visibilidade que grande parte dos actuais beneficiários já têm no meio.
31.8.06
Sussurros e tunning
Não valeu de nada Élio Maia dizer que ia ficar "calado" sobre a auditoria da IGF porque alguém, autorizado ou não, sussurrou alguns números como que para fazer calar a oposição PS, cada vez mais incómoda .
O passívo, com mais ou menos milhões, continua a dominar a actualidade autárquica. Os presidentes passam e a dívida fica.
Quase a fazer um ano de gestão, a maioria ainda não decidiu medidas de fundo para controlar o peso do guloso 'monstro' que, aparentemente, não pára de crescer.
Ora, isso é que era importante ouvir.
Interessante, promete ser o encontro de tunning. Entre alterações nas carripanas e maminhas ao léu, a avaliar pela logística instalada no estádio vamos ter, pela primeira vez (!), uma enchente sem ser por causa de futebol.
Durante anos falou-se muito em espectáculos com estrelas internacionais e outros eventos que não viram a luz do dia.
É caso para dizer finalmente algo para dar vida ao elefante colorido de Aveiro.
O passívo, com mais ou menos milhões, continua a dominar a actualidade autárquica. Os presidentes passam e a dívida fica.
Quase a fazer um ano de gestão, a maioria ainda não decidiu medidas de fundo para controlar o peso do guloso 'monstro' que, aparentemente, não pára de crescer.
Ora, isso é que era importante ouvir.
Interessante, promete ser o encontro de tunning. Entre alterações nas carripanas e maminhas ao léu, a avaliar pela logística instalada no estádio vamos ter, pela primeira vez (!), uma enchente sem ser por causa de futebol.
Durante anos falou-se muito em espectáculos com estrelas internacionais e outros eventos que não viram a luz do dia.
É caso para dizer finalmente algo para dar vida ao elefante colorido de Aveiro.
28.8.06
Stress pós veraneio
As férias parece que não fizeram bem a todos os membros da Câmara de Aveiro.
Além de (alguns) tons bronzeados, a primeira reunião pública, realizada segunda-feira à tarde, mostrou que oposição e maioria não souberam aproveitar os dias de veraneio para aliviar o stress autárquico desrespeitando o estado de graça por altura do regresso ao trabalho.
Marques Pereira, pelo PS, entrou em campo com um ritmo pouco estival e o tom usado tirou logo o sorriso ao presidente. Os socialistas não estão dispostos a contribuir para o descanso da coligação que até foi acusada de permitir que espaços municipais sejam usados para incentivar "a exploração sexual". Em causa, uma faixa a anunciar o programa de um evento de tuning no estádio municipal com streptease no programa de animação.
Élio Maia disse no final que até compreende "aquele discurso político nesta dialéctica partidária" mas viu-se que começa a ter cada vez menos 'capacidade de encaixe' para certos reparos mais críticos ou a pedidos de informação insistentes a que já nem responde.
A temperatura subiu com a reacção do PS à intenção camarária de desvalorizar as comemorações do Dia Sem Carros. Ao contrário de anos anteriores, em que Aveiro sempre fez uma grande aposta, os festejos "vão passar ao lado", acusou Marques Pereira.
O vereador Miguel Capão Filipe justificou dizendo que não há dinheiro para "folclore" e prescreveu a Marques Pereira "uma resposta ansiólitica para tanta ansiedade" já que não fora sequer revelado o programa.
Estranhou ainda que os socialistas defendam tanto a bandeira da mobilidade e tenham investido num túnel na estação que inunda a cidade de mais carros.
Além de (alguns) tons bronzeados, a primeira reunião pública, realizada segunda-feira à tarde, mostrou que oposição e maioria não souberam aproveitar os dias de veraneio para aliviar o stress autárquico desrespeitando o estado de graça por altura do regresso ao trabalho.
Marques Pereira, pelo PS, entrou em campo com um ritmo pouco estival e o tom usado tirou logo o sorriso ao presidente. Os socialistas não estão dispostos a contribuir para o descanso da coligação que até foi acusada de permitir que espaços municipais sejam usados para incentivar "a exploração sexual". Em causa, uma faixa a anunciar o programa de um evento de tuning no estádio municipal com streptease no programa de animação.
Élio Maia disse no final que até compreende "aquele discurso político nesta dialéctica partidária" mas viu-se que começa a ter cada vez menos 'capacidade de encaixe' para certos reparos mais críticos ou a pedidos de informação insistentes a que já nem responde.
A temperatura subiu com a reacção do PS à intenção camarária de desvalorizar as comemorações do Dia Sem Carros. Ao contrário de anos anteriores, em que Aveiro sempre fez uma grande aposta, os festejos "vão passar ao lado", acusou Marques Pereira.
O vereador Miguel Capão Filipe justificou dizendo que não há dinheiro para "folclore" e prescreveu a Marques Pereira "uma resposta ansiólitica para tanta ansiedade" já que não fora sequer revelado o programa.
Estranhou ainda que os socialistas defendam tanto a bandeira da mobilidade e tenham investido num túnel na estação que inunda a cidade de mais carros.
25.8.06
Perdições
Quem diz que a Net não vicia ?
Depois da perdição pelo Google Earth, decidi entubar-me. O mal piorou... Não faltam pérolas escondidas no motor de pesquisa deste repositório. Podemos sonhar com Aveiro no final de dia (amanhecer?) lindo ou assumir as nossas fraquezas.
Depois da perdição pelo Google Earth, decidi entubar-me. O mal piorou... Não faltam pérolas escondidas no motor de pesquisa deste repositório. Podemos sonhar com Aveiro no final de dia (amanhecer?) lindo ou assumir as nossas fraquezas.
Futebol
O regresso do Beira-Mar à Liga principal do futebol português tem sido alvo de curiosidade no defeso. Esta nova etapa coloca, também, muitos desafios.
A direcção tem pela frente um teste ao projecto de afirmação do clube entre os maiores que não pode falhar, sob pena de comprometer o futuro.
Augusto Inácio, depois do sucesso na Liga de Honra, espera esta oportunidade para mostrar que pode voltar a ser um treinador de resultados num nível superior.
E Jardel, a grande atracção aveirense, a última chance de limpar a má imagem que deixou no mundo da bola no seu percurso mais recente.
Seria animador, de facto, começar bem mas mais importante é acabar em beleza, no final da maratona. Veremos.
A direcção tem pela frente um teste ao projecto de afirmação do clube entre os maiores que não pode falhar, sob pena de comprometer o futuro.
Augusto Inácio, depois do sucesso na Liga de Honra, espera esta oportunidade para mostrar que pode voltar a ser um treinador de resultados num nível superior.
E Jardel, a grande atracção aveirense, a última chance de limpar a má imagem que deixou no mundo da bola no seu percurso mais recente.
Seria animador, de facto, começar bem mas mais importante é acabar em beleza, no final da maratona. Veremos.
22.8.06
Complicadex
Quanto mais Simplex, mais complicadex ? Assim parece.
O selo do carro, pago atempadamente pela Net, chegou muitos dias depois obrigando-me a arriscar uma multa nas viagens País acima, País abaixo por estas alturas de veraneio .
A burocracia sobrevive ao mais poderoso sistema informático esbarrando, eventualmente, num preguiçoso back-office.
Quando pensava que mais nada me surpreenderia, eis que a recente tentativa de aquisição de uma placa de banda larga colocou-me perante o mais incrível pedido dos últimos anos. A operadora (da qual já sou cliente noutros serviços) exige uma certidão da conservatória para comprovar a existência da empresa ! Mesmo acreditando que as coisas, entretanto, até melhoraram, estou capaz de desistir do negócio se a dita telecom não desistir ela da triste ideia.
O selo do carro, pago atempadamente pela Net, chegou muitos dias depois obrigando-me a arriscar uma multa nas viagens País acima, País abaixo por estas alturas de veraneio .
A burocracia sobrevive ao mais poderoso sistema informático esbarrando, eventualmente, num preguiçoso back-office.
Quando pensava que mais nada me surpreenderia, eis que a recente tentativa de aquisição de uma placa de banda larga colocou-me perante o mais incrível pedido dos últimos anos. A operadora (da qual já sou cliente noutros serviços) exige uma certidão da conservatória para comprovar a existência da empresa ! Mesmo acreditando que as coisas, entretanto, até melhoraram, estou capaz de desistir do negócio se a dita telecom não desistir ela da triste ideia.
31.7.06
PSD
Manuel Pinho já fez com algum sacrifício a campanha eleitoral como número um do PS pelo distrito. Assumidamente, não foi candidato para ser deputado. Tinha outra expectativa que a subida dos socialistas ao poder confirmou. Tornou-se ministro. Poucas vezes tem vindo à região. Mesmo para coisas boas, como aconteceu com o lançamento da primeira pedra da fábrica de biodiesel da Martifer no Porto de Aveiro onde à última da hora foi substituído por um secretário de Estado.
Manuel Pinho não exerce o cargo com grande carga política e, por isso, desvaloriza as chamadas incursões ao terreno. Muito menos deve dar importância à necessidade de passar, de quando em vez, pelo distrito. Já tinha avisado, de resto.
Se tivesse outro comportamento, as queixas do PSD poderia ser outras (eventualmente, de aproveitamento político do cargo, eleitoralismo, etc.). Preso por ter cão...
Os deputados sociais democratas também arriscam-se é ver o PS um dia destes questionar o que anda a fazer Marques Mendes (cabeça-de-lista) ou Hermínio Loureiro, agora lançado na corrida à Liga de Clubes de futebol.
Manuel Pinho não exerce o cargo com grande carga política e, por isso, desvaloriza as chamadas incursões ao terreno. Muito menos deve dar importância à necessidade de passar, de quando em vez, pelo distrito. Já tinha avisado, de resto.
Se tivesse outro comportamento, as queixas do PSD poderia ser outras (eventualmente, de aproveitamento político do cargo, eleitoralismo, etc.). Preso por ter cão...
Os deputados sociais democratas também arriscam-se é ver o PS um dia destes questionar o que anda a fazer Marques Mendes (cabeça-de-lista) ou Hermínio Loureiro, agora lançado na corrida à Liga de Clubes de futebol.
26.7.06
Beira-Mar
O almoço não terá sido indigesto a avaliar pelas declarações de Artur Filipe e Raul Martins.
Foi o presidente do Beira-Mar que tomou a iniciativa de convidar o líder da concelhia do PS e da oposição local.
Raul Martins tem sido só uma das vozes mais críticas do acordo que a Câmara estará a germinar para saldar a dívida da EMA que, fala-se, mete pelo meio a doação de um terreno.
Fica por esclarecer exactamente para que serviu a acção de charme de Artur Filipe junto do socialista.
Uma coisa é certa: o clube está mais necessitado do que nunca dos 800 mil euros que tem a haver. Precisa, por isso, de toda a ajuda para o dinheiro entrar nos cofres.
O presidente da Câmara, prudentemente, também não quererá tomar decisões que não sejam minimamente consensuais. Portanto, importa que a oposição subscreva o cheque (em dinheiro ou géneros).
Aguarda-se novos capítulos da novela.
Foi o presidente do Beira-Mar que tomou a iniciativa de convidar o líder da concelhia do PS e da oposição local.
Raul Martins tem sido só uma das vozes mais críticas do acordo que a Câmara estará a germinar para saldar a dívida da EMA que, fala-se, mete pelo meio a doação de um terreno.
Fica por esclarecer exactamente para que serviu a acção de charme de Artur Filipe junto do socialista.
Uma coisa é certa: o clube está mais necessitado do que nunca dos 800 mil euros que tem a haver. Precisa, por isso, de toda a ajuda para o dinheiro entrar nos cofres.
O presidente da Câmara, prudentemente, também não quererá tomar decisões que não sejam minimamente consensuais. Portanto, importa que a oposição subscreva o cheque (em dinheiro ou géneros).
Aguarda-se novos capítulos da novela.
24.7.06
Bares
Sobre o horário dos bares, é evidente que a Câmara cometeu a falha de não ouvir os moradores (e os outros agentes envolvidos) como fora assumido pelo presidente.
O vereador Jorge Greno até esteve em bom plano a defender o prolongamento. Só o episódio dos tiros de arma de pressão é que pode dar azo a más interpretações.
O vereador Jorge Greno até esteve em bom plano a defender o prolongamento. Só o episódio dos tiros de arma de pressão é que pode dar azo a más interpretações.
Praça do Peixe
Aveiro tem um problema antigo com os bares. Proprietários, moradores, polícia e Câmara não se entendem. O assunto voltou à baila por estes dias. Não será fácil chegar a acordo, quando ninguém faz cedências.
O que me causa maior estranheza é a degradação da zona e falta de cuidado na limpeza da sala de visitas da cidade.
De manhã, os despojos da noite acumulam-se na praça à vista de quem passa.
As vidraçados do mercado do peixe estão há meses seguras por uns caibros. Será que é tão difícil corrigir o problema?
Há vendedores que lavam ali mesmo as carrinhas, como se fosse uma estação de serviço ao ar livre.
A precisar de atenção está também a praça Melo Freitas, com um conjunto de imóveis com mau aspecto.
Aveiro é linda, se não olharmos muito para as rugas e pontos negros.
O que me causa maior estranheza é a degradação da zona e falta de cuidado na limpeza da sala de visitas da cidade.
De manhã, os despojos da noite acumulam-se na praça à vista de quem passa.
As vidraçados do mercado do peixe estão há meses seguras por uns caibros. Será que é tão difícil corrigir o problema?
Há vendedores que lavam ali mesmo as carrinhas, como se fosse uma estação de serviço ao ar livre.
A precisar de atenção está também a praça Melo Freitas, com um conjunto de imóveis com mau aspecto.
Aveiro é linda, se não olharmos muito para as rugas e pontos negros.
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