8.3.06

Ali Farka Touré


Quando as cinzas de Ali Farka Touré foram lançadas em Niafunké houve quem jurasse ouvir através do vento sons de uma guitarra, ao longe, no deserto.
[Foto de Ali Farka Touré no Festival África, anfiteatro Keil do Amaral, Monsanto, a 22 de Julho de 2005. Com a devida vénia a Retorta.Net].

Marcar a agenda

Depois de três meses com alguns percalços, a maioria camarária PSD-CDS/PP começa a marcar a agenda.
As reuniões descentralizadas nas freguesias vão dar uma boa ajuda. São eventos em que, apesar de todas as chamadas de atenção que possam ser feitas, nomeadamente pela população, a Câmara pode brilhar. E Élio Maia tem uma grande experiência a lidar com isto tipo de problemas.
O executivo actual vai ter, contudo, outro desafio: não pode deixar-se absorver por esta gestão de proximidade e esquecer que também deve pensar nos projectos virados para o futuro. O que pressupõe conhecer a estratégia de desenvolvimento, como a oposição tem reclamado. Ou seja, não pode ser uma Câmara de vistas curtas. Foi o que pediu o agora deputado do PS na Assembleia Municipal Carlos Candal quando falou na necessidade de se começar a pensar em construir um novo edifício para os Paços de Concelho. Nem que seja para concluir daqui a vinte anos.

5.3.06

Excesso de zelo

O deputado do CDS-PP Santos Costa é um veterano das andanças políticas. Já foi vereador na Câmara de Vagos e cumpre agora o segundo mandato na Assembleia Municipal (AM) de Aveiro onde assume as funções de porta-voz do partido.
Por isso, causou surpresa os termos em que recorreu à figura regimental do "ponto de ordem" para interromper uma intervenção do presidente da Junta da Vera Cruz que, na sua perspectiva, estaria a abordar assuntos que nada tinham a ver com a comunicação do presidente.
Tal excesso de zelo valeu a Santos Costa uma reprimenda do socialista Carlos Candal que o acusou de querer ser "o fiscal da legalidade". O ex-presidente da mesa considerou mesmo que tinha sido "um acto censório".
Na resposta, o vogal do CDS-PP reafirmou que a intervenção de João Barbosa (que comentava a reunião da Assembleia Municipal realizada anteriormente em Santa Joana) "não tinha cabimento" e, por isso, "não abdicava dos seus direitos". Portanto, é provável que voltará a mandar calar outro vogal que seja apanhado a falar sobre algum assunto fora da ordem de trabalhos adequada.
Este foi o primeiro grande sinal de fraqueza da direita na AM desde que assumiu os destinos da autarquia.
Não contente, Santos Costa acabou por borrar ainda mais a pintura quando, mais à frente, ao tentar reverter a favor da coligação os méritos de um saldo positivo nos investimentos com fundos comunitários de uma forma que a oposição criticou e a maioria também não subscreveu. Aliás, na mesa da Câmara, o vereador do CDS Capão Filipe, vendo a confusão instalada, foi rápido a pedir para Santos Costa não insistir muito na questão.

3.3.06

Lixos perigosos

O tratamento de lixos industriais perigosos é um dos dossiês que qualquer Governo que se preze gosta de reabrir sem dar sequência ao que o anterior preparou.
Entretanto, de solução em solução, o problema tem ficado sempre por resolver e os resíduos acumulam-se (ou evaporam-se...) ninguém sabe bem onde.
José Sócrates chegou a Primeiro-Ministro há um ano e decidiu que, apesar dos protestos, há condições para avançar para alguma coisa de mais concreto do que estudos e comissões.
Esta saga também viveu-se muito na região aquando da incineradora dedicada que esteve prevista para Estarreja. As sessões de esclarecimento acabavam sempre aos insultos e o antigo presidente da Câmara local, Vladimiro Silva (PS), que era defensor do projecto do então Governo PSD, chegou a sair dos paços de concelho sob escolta da GNR para evitar a ira popular.

1.3.06

Distrital do PSD

Se por acaso Ribau Esteves, presidente da distrital do PSD, sentiu esta tarde as orelhas quentes então pode ter sido da conferência de imprensa Ulisses Manuel, recandidato à liderança do PSD de Aveiro. A oposição ao autarca ilhavense começa a dar sinais de vida tendo em vista as próximas eleições na distrital.

25.2.06

Carnavais

Tenho saudades dos carnavais em Estarreja nas festas tardias dos velhos armazéns depois de fechar o café do amigo Zé Pomar. Mas a festa entre os foliões de Ovar continua a ser imperdível, mesmo que apenas por uma noite. Estarei, se tudo correr bem, na rota do (café) Progresso. Chova ou faça temporal.

Assembleia Municipal

O auditório do edifício-sede da Junta de Santa Joana encheu-se de gente sexta-feira, ao fim da tarde, para assistir uma reunião da Assembleia Municipal com algum simbolismo, já que era a primeira este mandato fora da antiga capitania.
A intervenção do público, afinal, resumiu-se a fazer figura de corpo presente com duas curtas excepções. E só num caso de alguém da freguesia. Com tão rara oportunidade de confrontar os seus eleitos (deputados e executivos) esperavam-se mais do que meros espectadores.
Os vogais do PS estranharam mais que a mesa tivesse convocado uma Assembleia Municipal para as 18:00 sem intervalo para jantar na ordem de trabalhos.
Já no decorrer da reunião soube-se que, afinal, não haveria intervalo. Os trabalhos terminariam a tempo de jantar (tardio, é certo) e seriam retomados na próxima sexta-feira, já no edifício da capitania, com a justificação que o presidente da Câmara teria compromissos este sábado.
O jovem deputado do PS Pires da Rosa, que contava fazer noitada na Assembleia, espantou-se por dois motivos: não compreendeu a falta de disponibilidade da maioria para continuar depois de jantar e achou "muito curto para o dispêndio de dinheiro" (sempre são 600 contos por senhas de presença).
Quanto ao repasto, oficialmente não estava nada previsto mas por deferimento do presidente da Junta de Santa Joana havia um restaurante de sobreaviso para saciar a fome. Ficou a dúvida quanto a quem pagava. A Câmara não seria, porque as finanças não dão para grandes luxos e foi mesmo para poupar que o anterior executivo acabou com as Assembleias antes das 21:00. Correu o rumor que o dono do restaurante se prontificou a oferecer o jantar. Mesmo assim, devido ao adiantado da hora, alguns deputados não resistiram e abandonaram os trabalhos mais cedo.
A reunião ficaria marcada pela estreia da advogada Ana Seiça Neves na bancada do PS e logo a suscitar polémica. Apesar de ser uma mulher habituada às leis, notou-se que ainda tem de estudar melhor o regimento da Assembleia. A presidente da mesa, Regina Bastos, apanhou-a em falso, o que teve um certo sabor a vingança já que foi criticada pelos socialistas nas primeiras sessões que não lhe perdoaram alguns atropelos legais no desenrolar dos trabalhos.

23.2.06

Sal


O problema do sal de Aveiro afinal não está na qualidade, como a Universidade de Aveiro atesta com um estudo científico. A sobrevivência das marinhas é uma questão de rentabilidade económica.
E isso implica, além de força braçal, muitas outras condições e apoios que ao longo dos anos resumem-se a pouco mais que o eco-museu da Troncalhada.
O dinheiro a gastar, ou melhor, a investir na manutenção das marinhas de sal activas terá sempre um retorno superior. Não financeiro, mas cultural. E impedirá que a imagem de marca de Aveiro não se reduza a uma memória de postal.
[foto retirada aqui]

22.2.06

Paulo Portas

Com Paulo Portas de volta à actividade política, as coisas voltarão certamente a aquecer na política portuguesa.
O ex-ministro da Defesa passou um ano afastado das lides e já fez saber que terminou o seu percurso no deserto.
Vai ter um programa na SIC e lembrou-se, também, que era deputado eleito por Aveiro, distrito que o acolheu antes de assumir a presidência do CDS-PP e onde volta quando precisa de ganhar fôlego.
Ao longo dos anos, sabemos já que nada acontece por acaso com o calculista Paulo Portas. É, de facto, um actor político de inteligência superior. Com uma grande capacidade de comunicação. Sabe exactamente para quem orientar a mensagem quando deseja provocar um determinado efeito (votos, por exemplo). Lembram-se dos pensionistas e dos antigos combatentes ?
Pelos vistos, deve achar que as maleitas do desgoverno do País com Santana Lopes não lhe tiraram credibilidade para regressar ao activo.
Resta saber se neste período de apagamento voluntário a que se submeteu terá aprendido truques novos. Sim, porque Paulo Portas é um ilusionista da política. E já se especula muito sobre o que vai tirar da cartola.

21.2.06

Banca

Alguma banca (o sector mais poderoso da economia nacional, que mais cresce mesmo em situação de crise) resolveu substituir-se ao Estado e decidiu agora que também poderia retirar direitos de cidadania.

Basilius

A surpresa causada pelo anunciado encerramento da Basilius, que foi em tempos uma das maiores empresas de calçado da região, vem ensombrar alguns sinais positivos que a indústria portuguesa estava a receber nos últimos tempos. E prova que, afinal, as razões que levam as multinacionais a deixar o País também podem abalar o sector nacional.

20.2.06

Gripe das aves

No final de Outubro, o aparecimento de uma galinha morta numa capoeira em Santa Maria da Feira levantou a suspeita de um eventual caso de gripe das aves que, posteriormente, os relatórios laboratoriais não confirmaram. Foi notícia com destaque inusitado em grande parte da comunicação social.
Exactamente na mesma semana, uma das muitas explorações avícolas da região teve de abater 4 mil aves devido a uma das doenças que ocasionalmente chegam não se sabe de onde e porquê.
Quem faz criação de aves conhece bem o risco de surgirem vírus desta natureza. E não foi notícia em lado nenhum.
Com a desinformação que reina sobre a gripe das aves, o aviário poderá não resistir à consequente quebra de consumo. Esse é o maior medo dos avicultores.

16.2.06

PS

O PS de Aveiro começou a ruir, tão mal que estava. Por isso, mudou para um edifício próximo.
Estamos a fala da sede distrital e concelhia, claro. Nada de más interpretações!
Na concelhia de Aveiro, Raul Martins deu o passo em frente para ir a votos.
José Costa sai de cena, depois de ter sucedido a Filipe Neto Brandão que, após ter assumido funções de Governador Civil, deixou a actividade partidária mais visível de lado.
Resta saber se aparecem outros candidatos. As próximas eleições autárquicas ainda estão longe, mas a marcação de terreno pode começar já.
Na Federação Distrital, perspectiva-se um duelo de deputados. Afonso Candal, que foi derrotado por Alberto Souto em Março de 2003, deverá agora disputar a presidência com Gomes Amorim.
A candidatura do primeiro é normal, a do segundo não deixa de causar surpresa quando se perspectiva o avanço de Armando França. As facções são as mesmas, a não ser que surja em campo uma terceira via.

15.2.06

100 dias a Élio

Evidentemente que 100 dias de gestão camarária é um marco simbólico, mas o 'elan' que se imprime pode ser determinante. Élio Maia já fez a sua auto-avaliação. Nos próximos dias o assunto continuará a ser notícia.

A Ovarense fora do jogo

O triste momento da Ovarense colocado em Praça Pública.
Zangam-se as comadres e sabem-se as verdades, ou pelo menos algumas.
Manuel Ferreira (director desportivo) , e Carlos Brás (presidente) levam-nos para os estranhos meandros do futebol. Duas excelentes entrevistas que deixam muitos casos ainda por esclarecer. O clube está a bater no fundo.

14.2.06

A polivalência de Sá Correia

Foi a grande surpresa da lista que o 'dinossauro' do PSD Alfredo Henriques apresentou em Outubro passado. José Sá Correia garante que não é político mas aceitou ser vereador na Câmara de Santa Maria da Feira. Deu recentemente a sua primeira entrevista de fundo ao jornal Terras da Feira.
Sá Correia é um economista que esteve até ao ano passado ligado à administração da Philips onde fez grande parte da sua carreira profissional.
Paralelamente, tem desempenhado funções na direcção da Associação Empresarial de Portugal (AEP).
Já reformado da multinacional holandesa, lançou-se em alguns negócios com uma sociedade de empresários e políticos de Santa Maria da Feira para investimentos turísticos que estão a nascer no Brasil.
Na Câmara feirense tem a seu cargo o pelouro do desenvolvimento económico. Funções que continua a repartir com a AEP onde também é interlocutor da autarquia no mega projecto de ampliação do Europarque.
Parece algo estranho esta polivalência, mas na Feira não se levantam grandes ondas por isso.

13.2.06

Museu do Vinho e automóveis


Quem não conhece não deve perder uma visita ao Museu do Vinho da Bairrada, em Anadia.
A exposição permanente vale a pena. Encontram-se por lá as raízes da região demarcada, a sua vivência ao longo do tempo e, em grande medida, o que é hoje.
Os responsáveis pela comunicação do museu têm a gentileza de me enviar regularmente informações sobre as actividades que são lá dinamizadas. Na verdade, é raro.
Estranhamente, nos últimos tempos (meses) parece que não terá havido nada mais importante do que uma acção de formação sobre condução segura (parece anedota mas não é) e uma equipa de rally que apoia nas corridas.
Será que o museu estará a ficar vocacionado mais para o automobilismo do que para o vinho ?
O espaço cultural viveu algumas atribulações na fase de abertura, com a saída do antigo comissário em discordância com a Câmara, e depois não voltou a conhecer a dinâmica prometida com algumas das primeiras actividades.

O senhor Pinto

Já passaram oito anos. Na primeira reunião pública da então nova Câmara de Aveiro, Alberto Souto ia tirando apontamentos enquanto ouvia atentamente um munícipe, de papel na mão, a falar no período antes da ordem do dia. O antigo presidente só começou a achar aquilo algo estranho quando as recomendações que lhe eram feitas para o novo mandato chegaram ao projecto de um aeroporto!
Ninguém avisara o recém empossado edil que aquela intervenção não era para levar assim tão a sério. Foi como uma praxe de caloiro.
A personagem, afinal, já era conhecida. Da minha parte, recordo-me dele no mandato em que o professor Celso Santos assumiu a presidência mas garantem-me que já era presença assíduo no tempo de Girão Pereira.
Os presidentes passam e o senhor Pinto continua. Ainda hoje, não perde uma reunião pública. E continua a levar a lista de recomendações, uma vezes mirabolantes outras mais sensatas.
Era, afinal, o pretexto das suas longas intervenções pois no fim aproveitava sempre para reclamar uma casa nova.
Mais precavido, Élio Maia pouco depois de tomar posse como presidente da Câmara lá recebeu o senhor Pinto que, de facto, não voltou a falar do lar que tanto ansiava.
Mas nem por isso deixou de marcar presença nas reuniões públicas onde, não raramente, se deixa entusiasmar ao ponto de ser mal educado e passar todas as marcas, mesmo com o desconto que é necessário dar a casos destes.
No anterior mandato, o vereador Domingos Cerqueira, que um dia ameaçou com a polícia para o tirar da Câmara, era o seu ódio de estimação. Ultimamente tem desancado na oposição ao ponto de até a direita sentir alguma pena e sair em socorro dos vereadores socialistas.
O senhor Pinto, que diz ter sido militar em África, espião e diplomata (daí, talvez, a estranha fobia das perseguições que denuncia de quando em quando), irrita profundamente mas também faz disparar gargalhadas quando fala das suas paixões por mulheres esbeltas de perna alta, insurgindo-se contra os preconceitos de que quem condena galanteios e piropos corteses.

12.2.06

Beira-Mar

Augusto Inácio parece que estará a ter algumas dificuldades para motivar a equipa que hoje fez o suficiente para ganhar.
Será que as vitórias sucessivas também causam algum tipo de relaxamento competitivo?
Quando o Marco empatou ouviram-se muitos assobios das bancadas bem compostas de gente. O puxão de orelhas desta vez até deu resultado.
A estrelinha da sorte esta época tem estado sempre com os aveirenses. Mas nas próximas jornadas, que podem ser decisivas, é preciso fazer algo mais pela vida.

10.2.06

Estádio


O anterior executivo tinha muitas teorias sobre a rentablização do estádio Mário Duarte. Miguel Lemos fervilhava de ideias e as contas pareciam dar-lhe entusiasmo.
Entretanto, o Beira-Mar caiu na Liga de Honra e as expectativas tiveram de ser refreadas.
2005 foi já um ano mau para o estádio. Vamos esperar pelos resultados finais.
A actual Câmara diz que encontrou um panorama muito cinzento e anuncia agora possíveis medidas para tirar proveitos do estádio que não sendo originais colocam à prova a capacidade dos novos gestores da EMA. Como disse o vereador Jorge Greno, em 2006 é o primeiro ano em que se saberá, com rigor, até que ponto é deficitário.

Fenómenos urbanos

A rua que serve a creche do centro paroquial da Vera Cruz, em Sá Barrocas, uma das urbanizações recentes da cidade, não tem iluminação. Esqueceram-se e nunca mais lá foram ligar a luz.
A nova avenida Fausto Ferreira é um primor de projecto. Os moradores daquela nova urbanização que circulam vindos das Agras do Norte de regresso a casa são obrigados a dar a volta em contra mão ou, sendo respeitadores do código, têm de ir dar a volta pela capela das Barrocas até à linha férrea e apanhar o sentido correcto. Claro que ninguém faz isso!
Mas o projectista da avenida deixou outra marca que não lembraria a ninguém: quando se sai da urbanização em direcção à cidade, é preciso apanhar um corte da avenida e só a custo se dá a volta de uma vez... Quando isso não acontece, só mesmo com uma ou duas manobras.
Será que a avenida não foi construída para circular de automóvel ?
Os fénómenos viários das Agras não se ficam por aqui: há um arruamento recente que terminou junto à entrada da escola.
Muito pior é ir para Esgueira de carro no pouco que resta do que terá sido uma rua alcatroada no passado longínquo ! A vantagem é que indo devarinho sempre dá para apreciar a passagem superior na linha férrea, expoente máximo da nova arquitectura urbana da cidade.
Já agora, existe alguma razão para prender os caixotes do lixo em plena via ou é mesmo para os condutores fazerem tiro ao alvo ?

8.2.06

Euro sub-21

Os estádios de Aveiro e Águeda vão receber os jogos do grupo B do europeu de sub-21 em futebol que integra as selecções da Ucrânia, Holanda, Itália e Dinamarca.
Os holandeses regressam a Aveiro, onde foram, a par dos checos, responsáveis pela maior animação fora de campo durante o Euro 2004.
A presença da Squadra Azurra (campeã em título) é muito bom no plano desportivo.
E como estas provas europeias têm sempre destaque mediático, Águeda e Aveiro também poderão alcançar alguma projecção. Holanda, Itália e Dinamarca são mercados turísticos que interessa despertar a atenção. Vejamos o que vai acontecer.

Tribunal Administrativo e Fiscal

Para já, Aveiro terá, ao que foi noticiado, apenas uma secção do Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu. Mas é um passo importante para localizar na cidade um serviço de justiça cada vez mais utilizado.
Esta decisão governamental deve-se, em grande, parte aos préstimos do Governador Civil de Aveiro, Filipe Neto Brandão, que recebeu a ajuda da Câmara de Aveiro na disponibilização do espaço.
Apesar do low-profile com que tem exercido o cargo, Neto Brandão não esqueceu antigas reivindicações locais a que está também muito sensível enquanto advogado e ex-deputado na Assembleia Municipal onde se lavraram protestos junto do Governo pela saída de serviços judiciários.

7.2.06

Investimentos

Nestes últimos dias ouvimos autarcas de Águeda, Ílhavo e Oliveira Azeméis com lamentos por não poderem aceitar propostas de investimentos que lhes são feitas, designadamente para a instalação de novas empresas. Habitualmente, a recusa deve-se à falta de terrenos ou zonas industriais.
Na actual conjuntura económica é um paradoxo que não se facilite a vida a quem tem disponibilidade para investir e criar postos de trabalho.
As autarquias têm grande parte das responsabilidades já que não acautelaram, atempadamente, as condições que poderiam ajudar, e muito, a gerar riqueza.

2.2.06

O novo caminho de Águeda


É evidente que 100 dias de gestão camarária no início do primeiro mandato, ainda por cima quando coincide com um novo ciclo, não é tempo suficiente para a adaptação perfeita quanto mais para anunciar grandes projectos.
Em Águeda, a maioria PS fez um esforço para mostrar que a mudança prometida está a iniciar o seu caminho.
Gil Nadais, presidente eleito em Outubro depois de 30 anos de sucessívos executivos PSD, deu conta de algumas medidas tidas como emblemáticas mas pediu "calma" quando os jornalistas quiseram saber mais sobre alguns projectos. E na verdade não se pode exigir assim tanto. Para já.
A oposição social democrata também surgiu renovada para acompanhar os novos tempos.
De Águeda fico sempre com uma impressão cinzenta, que resultará, em grande medida, do peso industrial das ferragens e cerâmicas.
Mas os últimos anos de gestão do PSD não ajudaram a melhorar a imagem de um concelho que
necessita de ganhar os tons do rio, da pateira e da serra enquadrando janelas de modernidade que abriram-se aqui e ali .
(foto da Pateira de Fermentelos da autoria de João Quintela).

1.2.06

Publicación digital

Os jornais portugueses estão a precisar de um valente choque tecnológico para ver se seguem os bons exemplos do outro lado da fronteira: ABC | El Mundo | El Pais | La Vanguardia| El Periodico

Play lists para todos os gostos

Uma ideia interessante.

Fogos florestais

A "indústria do fogo" já não renderá tanto como no passado recente, por força das regras criadas para a venda de madeira queimada.
Representantes dos produtores florestais da região, que vêem anualmente grande parte dos seus rendimentos serem consumidos pelos incêndios, foram hoje desafiados a intensificar a prevenção. O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural lembrou os incentivos para a criação de sapadores florestais.
Só que a disponibilidade dos proprietários florestais, em anos recentes, não teve a correspondência prometida. É que as verbas atribuídas foram transferidas sempre com atrasos significativos quando o trabalho no terreno não pode esperar pela época dos fogos.

31.1.06

Desenvolvimento rural

A actividade agrícola não pode subsistir desenquadrada de uma estratégia mais ampla, de desenvolvimento rural, abrangendo o turismo rural, o artesanato e a defesa do ambiente, entre outras.
Na Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos respira-se esse espírito. Apesar de todas as dificuldades que o mundo rural enfrenta, é indispensável dar-lhe condições para não acabar.

30.1.06

Empresas municipais

O ex-vereador Domingos Cerqueira escreve hoje no Diário de Aveiro um artigo de opinião sobre mexidas ocorridas na empresa municipal Aveiro Expo que terá, necessariamente, de merecer uma resposta camarária.

29.1.06

Goleada


3532 pessoas (!) assistiram, esta tarde, ao resultado mais expressivo do Beira-Mar até ao momento na Liga de Honra. Cada golo ficou ao preço de um sms a quem adquiriu os bilhetes de 2,5 euros.
Ninguém pode dizer que saiu mal servido do gélido Mário Duarte.
A verdade é que, apesar de liderar o campeonato, a equipa agora só ligeiramente aurinegra (sim, porque o preto está definitivamente em desuso no equipamento oficial) tardava em matar a fome de golos dos seus adeptos.
Inácio tem um desejo secreto, para além da ambicionada subida de divisão. Bater o seu recorde de jogos sem perder alcançado quando foi treinador campeão pelo Sporting. Mas não quer falar muito disso, para não dar azar !
(Foto de Pedro Ribau)

27.1.06

Sugestão

Uma escapadinha até Arouca este sábado.

Ramal abre caminho

Com a expropriação de terrenos o ramal ferroviário do Porto de Aveiro poderá não sair mais dos carris. O projecto é antigo tendo conhecido avanços e recuos. Tenho cá para mim que está para breve uma visitinha do Primeiro-Ministro José Sócrates para anunciar a abertura do concurso desta obra emblemática para a região. Já deverá ser apenas uma questão de acerto de agenda.

23.1.06

Élio & Cavaco


Carlos Santos, vice-presidente da Câmara de Aveiro, surpreendeu, esta tarde, durante o período antes da ordem do dia da sessão pública, ao encontrar semelhanças nas vitórias eleitorais de Élio Maia e Cavaco Silva, respectivamente, nas últimas autárquicas e presidenciais.
A explicação segundo o prestável vereador do PSD é que ambos fizeram campanha "com elevação e sem agredir os adversários" e isso "normalmente é bem acolhido pelos portugueses que não gostam que se diga permanentemente mal".
Do PS, além de votos democráticos de parabéns à direita, o vereador Pedro Silva pegou na deixa e enunciou outra parecença entre as campanhas de Cavaco e Élio: "Vimos agora que quem apresenta os programas menos extensos também vence".
Foto do Blogdaskipper

22.1.06

Cavaco PR

Confirmando aquilo que perspectivara, Cavaco Silva foi eleito Presidente da República e teve uma boa ajuda de Aveiro.
Desconfio que nada será com dantes, com o regresso do cavaquismo e dos cavaquistas. E não necessariamente para melhor, como a maioria dos portugueses estão à espera. Veremos o que o tempo nos dirá.
A esquerda, de vistas curtas, foi vítima da sua própria ganância.
Apesar da abstenção ter diminuído, não foi suficiente para a chegar à segunda volta.
José Sócrates saiu muito mal da aposta que fez e na qual empenhou o seu Governo com uma campanha de relações públicas em torno de novos investimentos no País com motivações, obviamente, de criar um bom 'elan' em véspera eleitoral.
A terminar a noite ainda cometeu a indelicadeza de tirar a palavra a Manuel Alegre, fazendo cair a sua intervenção 'em cima' da declaração do candidato nas televisões.

21.1.06

Feirense

Fui a Santa Maria da Feira, este sábado, assistir ao Feirense - Beira-Mar. Por força do vício, ouvi o relato através de uma rádio local. A verdade é que do jogo da Liga de Honra a dita transmitiu muito pouco do que seria de esperar. Isto por força das interrupções motivadas por "tempos e resultados" bem como de golos nos vários campos de futebol onde estavam equipas do concelho.
A rádio estava em todas! Dos nacionais aos distritais. Nunca ouvi tal coisa.
A Feira, com as suas 31 freguesias, dá-se ao luxo de sustentar várias equipas em escalões nacionais, já para não falar nas amadoras.
O que me deixou a pensar: os orçamentos daqueles clubes todos juntos, principalmente os mais importantes (Feirense, U. Lamas, Lourosa, S. João de Ver, etc.) , dava para manter, folgadamente, uma equipa competitiva na Superliga.
Aparentemente, os bairrismos tornariam esta ideia uma anedota. Mas é pena. O Feirense tem feito um trabalho interessante nos últimos anos, nomeadamente criando infra-estruturas (centro de treinos) que fazem inveja a muitos clubes nacionais.
Com resultados desportivos, poderá ganhar balanço para dar à cidade um estádio como já merece.

Blogues e jornalismo (cont.)

Caríssimos Nuno e Pedro,
Os vossos (excelentes!) blogues são, de facto, informativos.
O que eu digo é que jornalismo é algo um pouco mais exigente do que apenas informar ou opinar. E isso tem regras.

20.1.06

Economia

"Volkswagen decide produzir novo modelo de automóvel na Autoeuropa" (Agência Lusa)
Esta notícia de hoje é a cereja no topo do bolo. A manchete do caderno Economia do Expresso reflecte o que se tem lido e ouvido nos últimos dias. Só espero que não seja fruta da época.

Notícias e jornalismo

É comum encontrar nos blogues "notícias". E até algumas cachas.
Aqui, por exemplo, confesso, foi a primeira vez que vi o ferry. Mas não quer dizer que os autores estejam a fazer jornalismo. Nem acho muito feliz chamar a isso, como agora é muito comum, "Citizen Journalism" (jornalismo participativo). Pode ser outra coisa, agora jornalismo acho que não deve ser.
Uma coisa é certa: muitos bloguers bem informados dão "notícias" e já rivalizam em grande medida com a imprensa escrita e falada que não parece ter a capacidade de resposta que devia.

Antena 2

Muito interessante a "nova" Antena 2 da RDP.

19.1.06

Garcia Pereira

Fou uma sessão de esclarecimento à moda antiga. Garcia Pereira não se mostrou incomodado pela plateia reduzida que o aguardava na Junta de Freguesia de Cacia. E falou durante mais de duas horas seguramente.
O candidato apoiado pelo PCTP/MRPP (uma escola partidária do inicio da nossa democracia onde começaram muitos dos actuais protagonistas deste País) tem, de facto, muita experiência política e é um bom comunicador.
Mas não chega para cativar mais do que algumas décimas de eleitorado em todas as eleições a que concorre.
Apesar de andar em campanha com parcos recursos (faz do carro a sede da candidatura), ser esquecido pelos meios de comunicação social (como aconteceu notoriamente na organização dos debate na TV) e ostracizado pelos outros candiditados, este advogado especialista em causas laborais, que é temido por muitos patrões, não desiste.

18.1.06

Cavaco Silva

Cavaco Silva surgiu em Aveiro com o estado de espírito daquelas equipas de futebol que levam vantagem no marcador e ocupam os último minutos a gerir o tempo à espera do apito final.
Mesmo com os adversários a bombear bolas para a pequena área na tentativa de reduzir a desvantagem, o rigor defensivo do ex-Primeiro-Ministro, que entretanto abdicou de atacar os adversários, poderá ser suficiente para garantir a vitória da segunda tentativa nas presidenciais.
Cavaco Silva teve a maior recepção da campanha de todos os candidatos que vieram ao distrito, numa manifestação de força eleitoral que será proporcional à desilusão no caso do embate não ficar resolvido na primeira volta.

17.1.06

Ambiente pré-eleitoral

Anúncios de investimentos, inaugurações, visitas. Têm sido dias com muitos sorrisos e notícias aparentemente boas. O Governo esforça-se por dar um bom ambiente pré-eleitoral ou é impressão minha?

Francisco Louçã

A candidatura presidencial de Francisco Louçã confunde-se com o Bloco de Esquerda. Dificilmente aconteceria de outra forma.
O comício em Santa Maria da Feira, segunda-feira à noite, deixou muita gente à porta da biblioteca municipal mobilizada também pela presença Sérgio Godinho para um interlúdio musical antes do discurso de fecho.
Depois das cantigas, ouvem-se apelos à "luta popular" e reclamam-se políticas verdadeiramente socialistas.
Fala-se do "povo trabalhador".
Poderia ser um comício do PCP que poucos notariam a diferença. Aliás, muitos dos rostos bloquistas são comunistas desiludidos que ganharam novo ânimo.
O que tem, afinal, o Bloco de diferente ? O recuperar de valores e utopias desgastados pelo PC embrenhado durante muito tempo na sua ortodoxia, a forma de comunicar que passa bem nos jovens universitários (Louçã é nisso um mestre), o ideal revolucionário e uma pitada de marketing explicam em parte que esteja a vingar no panorama político nacional.

16.1.06

Manuel Alegre

Entre os apoiantes que acompanharam hoje Manuel Alegre na passagem pela cidade de Aveiro contaram-se, sobretudo, socialistas ou próximos do PS que resolveram não seguir a orientação do partido.
A campanha do deputado poeta não tem máquina partidária por trás, funciona com muito voluntarismo e procura o simbolismo, como aconteceu ao inicio da tarde na evocação dos "mártires da liberdade".
Mesmo sem arrastar multidões nas ruas, consegue 'bater' nas sondagens o irmão agora desavindo Mário Soares.
Se Alegre, de facto, valer mais nas urnas que o antigo Presidente da República, imaginem o que teria sido fazer a campanha com a ajuda do PS.

13.1.06

Lesões

Impressionam-me muito as lesões desportivas graves que frequentemente atingem os atletas, sobretudo, de alta competição que, de um momento para outro, podem ver transformados os seus sonhos em pesadelos. Do futebol chegam-nos os casos mais mediáticos. Pelo JN, costumo seguir a sempre interessante e esclarecedora crónica de um especialista.
A morte em campo de Miki Feher vítima de falha cardíaca foi o caso, evidentemente, mais dramático a que assisti.
Mas tenho desde há muitos anos na memória a imagem do benfiquista Rui Águas, na antiga União Soviética, agarrado à perna com uma fractura muito feia que TV mostrou bem.
Uma queda aparatosa do guarda-redes do Beira-Mar Paulo Sérgio caindo inanimado no velhinho Mário Duarte, silenciou o estádio e deixou-me a tremer ainda mais quando, percebendo a gravidade, o treinador António Sousa saltou para o campo em direcção ao atleta.
Li histórias incrivéis sobre o sofimento de Eusébio por causa de um joelho que foi cobaia de muitos tratamentos e em último caso de infiltrações salvadoras que o deixaram num estado lastimável que nem o aspecto esconde, pelo que costuma brincar o "pantera negra".
Pedro Mantorras para mim é outro herói e só espero que os "arames" aguentem por muitos anos o joelho direito e os adversários não o castiguem.
Um joelho do sportinguista Sá Pinto, pelos vistos, foi salvo para a competição com um enxerto de cadáver. E o jogador após um longo calvário continua em bom rendimento.
Fiquei triste com a lesão do aveirense Marcelinho, uma gonalgia no joelho que pode ditar o seu afastamento do futebol profissional.
São ossos do ofício, é verdade, mas não deixa de ser uma das faces mais tristes do desporto.

12.1.06

Mário Soares

Mário Soares teve casa cheia no comício de Aveiro, quarta-feira à noite.
Para mim foi uma aflição vê-lo em palco, confesso, com aquela genica toda a destilar críticas ao cavaquismo. Não por Cavaco mas por recear que a qualquer momento aquela carga emocional que pôs no discurso pudesse acabar por dar-lhe alguma coisa má. O coração de 81 anos aguenta-se bem, está provado, e parece apto a nova rodada presidencial.
A plateia deixou-se incendiar pelas críticas logo desde o início, aquando da actuação, perdão, intervenção, do inconfundível José Mota. O autarca de Espinho transpirou anormalmente e teve de limpar a testa algumas vezes. Mostrou-se um defensor da causa da emigração, ele que ficou conhecido pelas temporadas que passa, desde há alguns anos, no Brasil e causou sorrisos velados quando desatou a gritar "o povo fica bem com Soares em Belém". Seria a pensar em terras de Vera Cruz ?
À semelhança de Mota, António Vitorino e o próprio Soares foram brindados por alguns apartes da plateia e garçolas dando um toque interactivo ao comício.
Já quando se ouvir falar o comendador Ilídio Pinho, o único não político, que por acaso é dos homens mais ricos do País, o respetinho foi maior.

9.1.06

Comentários

O Já Agora é um blogue assinado e assumido.
Corri o risco de ver este espaço de liberdade ser usado abusivamente. Aconteceu, como é habitual nos blogues, pelos comentários. Apaguei a mensagem que considerei imprópria. Espero que não tenha de repetir.

Diogo Machado & Capão Filipe

A contratação de Diogo Machado para a Aveiro Expo é bem capaz de vir a dar muitas dores de cabeça à maioria camarária. O ainda vogal do CDS foi um temido sniper político fazendo alvo da gestão PS na Assembleia Municipal. Agora inverteram-se os papéis e já foi colocado na mira da oposição socialista.
Miguel Capão Filipe é que atirou completamente ao lado quando decidiu qualificar os pedidos de esclarecimento do PS na Câmara como "atitude de virgem ou prostituta pudica".
O vereador ainda tentou corrigir o tiro enquadrando aquelas palavras no "estilo aveirense da ironia ou das figuras de estilo" que teria no histórico socialista Carlos Candal um dos representantes maiores.
Só que por muito que o voluntarioso líder local do CDS queira, ainda tem de refinar mais as figuras de estilo para chegar ao nível que o advogado aveirense costuma exibir-se. Afinal, são muitos anos de tribunas parlamentares.

8.1.06

Liga sem honra

A Liga de Honra deveria ser um campeonato de futebol profissional mas, pelo andar da carruagem, poderá tornar-se uma farsa desportiva com ameaças de greves, equipas que faltam a jogos ou estão em vias mesmo de acabar a meio da prova.
Até pode ser que esta selecção natural faça despertar os responsáveis do mundo da bola para a necessidade de reorganizar o modelo competitivo.
O que se passou hoje à tarde no estádio Mário Duarte também não é aceitável. E quem paga bilhete não pode deixar de sentir-se defraudado.
A Ovarense tinha apenas 12 jogadores, três dos quais guarda-redes e no Beira-Mar eram 17, com menos um no banco por contigências várias.
O jovem presidente do clube de Ovar passeou-se ao intervalo pela bancada de imprensa distribuindo sorrisos. Talvez já não estivesse a contar convencer os jogadores que restam a entrar em campo. Jogar nas condições em que os vareiros encontram-se é quase uma humilhação. No entanto, acabaram por honrar o emblema. Mas isso não enche barriga, como deveriam saber os dirigentes vareiros que são os primeiros responsáveis pela crise financeira que a má classificação da equipa não deve ajudar nada a resolver.

4.1.06

Beira-Mar

Há dias, antes da apresentação do livro sobre os Ultra Auri-Negros, o presidente do Beira-Mar, num momento de descontração, confessou que não era do seu agrado jogadores à experiência.
A verdade, é que, nas últimas semanas, quase todos os dias são anunciados possíveis reforços para prestar provas.
Para o treinador Augusto Inácio, também não deve ser fácil ter de preparar a equipa para o próximo jogo e ainda observar as qualidades de novos jogadores.
O Beira-Mar não se pode dar a grandes luxos nas contratações e, por isso, acaba por entrar nestes esquemas de colocação de jogadores respondendo às solicitações que vão chegando.
Para já, sem resultados muito visíveis.

3.1.06

Audiência


Claro que é o trabalho dos jornalistas procurar saber mais, mas este lacónico comunicado do Governo Civil não deixa de ser algo surrealista.
"O Governador Civil, Filipe Neto Brandão, recebeu, hoje (03 de Janeiro), em audiência o Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Élio Maia. A referida reunião serviu para abordagem de determinados assuntos de importância relevante para o concelho de Aveiro".

2.1.06

Assessoria de imprensa

A Câmara de Aveiro tem tido, notoriamente, alguns problemas de comunicação que atrapalharam o inicio do mandato. Nada de dramático. Afinal, é uma nova maioria que está a começar o seu percurso de quatro anos e é necessário um tempo de aprendizagem.
Dois meses e alguns dias depois de assumir funções, a presidência da Câmara decidiu pedir ajuda na tarefa e apresentou hoje à vereação João Oliveira como novo assessor de imprensa, a quem desejo, desde já, felicidades.

31.12.05

Finanças camarárias

A coligação PSD-CDS/PP quer resolver os problemas financeiros com empréstimos e venda de terrenos. Uma resposta típica nestes casos de maior aperto. É fácil e dá milhões.
Alberto Souto quando era presidente da Câmara preferiu outras operações bancárias mais arrojadas que agora são os próprios socialistas a não recomendar. E assim vamos entrar em 2006. Bom ano a todos!

29.12.05

Empresas municipais

À excepção de uns quantos balancetes, a comunicação do presidente da Câmara pouco ou nada adianta sobre a actividade das empresas municipais e outras participadas que passam, assim, à margem da Assembleia Municipal.
Fica-se sem saber o que andam a fazer, exactamente, a MoveAveiro, a Teatro Aveirense, a Parque Desportivo de Aveiro, a Estádio Municipal de Aveiro e a AveiroExpo.
Estes tentáculos empresariais de que as autarquias tanto gostam de se socorrerem acabam por actuar sem a desejada fiscalização dos deputados municipais.

Contencioso

O contencioso da Câmara de Aveiro teve nos últimos mandatos muito trabalho. Em grande medida, devido a fornecedores que se cansaram de esperar os respectivos pagamentos e avançaram para penhoras.
Outros processos decorrem da quebra de contratos-promessa. O caso da Vitasal é apenas um entre vários que podem sair caro ao município, como já advertiu Élio Maia.
Basta consultar a última comunicação do presidente da Câmara entre as páginas 7 e 24.
Francamente, não tenho ideia do que se passará noutros municípios mas esta herança da maioria PS não é prestigiante para o concelho.
É surpreendente como foi possível chegar a este ponto.

28.12.05

O ouro da Ria de Aveiro


Os bivalves são o ouro da Ria de Aveiro.
A apanha destes moluscos já representa quase metade das vendas na Docapesca, em Ílhavo. O que é declarado rende cerca de 2,6 milhões de euros. Nada mau para a estranhamente chamada "pequena pesca". A economia local ainda poderia beneficiar mais desta actividade, se fosse levada a sério pelas entidades responsáveis.
Oficialmente, serão 800 embarcações. Muitas mais pescam à margem da lei. A Ria de Aveiro está, de resto, a saque e vale a lei da selva.
A fiscalização não aperta os pescadores ilegais que, mesmo em época de interdição, continuam em actividade.
É verdade que muitos dos que se ouvem a denunciar também não perdem uma oportunidade de mergulhar à sucapa.
Há famílias, muitas vezes numerosas, à espera de sustento e as alternativas de subsistência escasseiam.
Os desabafos dos pescadores que estiveram reunidos esta manhã na Torreira reflectiram bem as dificuldades que enfrentam.
A pesca artesanal é uma actividade muito regulamentada, com múltiplas artes, dependente na ria de Aveiro dos pareceres e autorizações de quase vinte entidades.
Assim não é fácil.
Os recursos piscícolas são determinantes, e haverá sinais de escassez, mas o que os pescadores já não podem dispensar actualmente é de bons advogados e até de fiscalistas, tão complexa se tornou a actividade.

Nota: Mais fotos de Armando Sousa aqui.

27.12.05

Élio quebra o silêncio

O presidente da Câmara de Aveiro tinha anunciado que só falava aos jornalistas no próximo ano mas, afinal, aceitou responder a algumas questões antes de 2006. Aconteceu no final da primeira reunião da sessão ordinária de Dezembro.
Pelo que se lê, o PS começa agora a ter algumas explicações a dar ao negro quadro pintado pela coligação.
No entanto, Raul Martins esteve bem a salvar a honra da antiga maioria quando, numa jogada de antecipação política, desafiou a actual presidência a pedir uma auditoria à Câmara. Afinal, os números nem andam muito longe do que Alberto Souto chegara a admitir.
O vogal socialista também não deixou passar em claro as faltas de Élio Maia a reuniões importantes da vereação.
Na resposta, o presidente reafirmou que as ausências deveram-se a outros compromissos de agenda, sem, contudo, particularizar quais exactamente.
Das bancadas do PSD e CDS ouviram-se críticas à "debandada" de elementos que fizeram parte da lista do PS para a Câmara que, com dois meses de mandato, já entrou nos suplentes.
Acho que ficam quites, para já.

23.12.05

Natal

Depois de toda a azáfama natalícia em que nos envolvemos quase sem querer, o que fica ?
Amizade no seu estado mais puro.
Uma ou outra prenda que nos faz sorrir.
Três gerações em algazarra familiar.
Instantâneos felizes.
É esse o espírito.
Bom Natal!

22.12.05

Euro 2004

O Euro 2004 de futebol foi das maiores explosões de alegria deste cantinho à beira mar plantado.
Só é pena ter saído bem mais caro do que era previsto, como apurou o Tribunal de Contas.
E já agora, se procurar bem entre os muitos milhões pode descobrir quanto custou o bloqueio ao estádio de Aveiro.

20.12.05

As faltas de Élio Maia

Além de inéditas, as faltas de Élio Maia começam a ser estranhas ! Não terá defesa possível, a não ser uma agenda de assuntos imperiosos em catadupa que seria aconselhável, do ponto de vista político, divulgar quanto antes.
O PS criticou hoje a ausência do presidente da Câmara na reunião semanal privada realizada na segunda-feira passada. Élio Maia já tinha faltado na sessão extraordinária de 14 de Dezembro, quando foi aprovado o plano e orçamento para 2006. Consideraram ainda “grave” que o presidente da autarquia não tenha estado presente na recente tomada de posse da reitora da Universidade de Aveiro, Helena Nazaré.

Rota da Luz

Pelo desfecho eleitoral na Rota da Luz, o PS e o CDS de Aveiro repetiram o entendimento informal que já garantira as sucessivas reeleições de Encarnação Dias.
O ex-presidente, próximo do CDS, teve na sua equipa sempre pessoas afectas ao PS (Marques Neno e Amélia Brito).
Agora a história repetiu-se com nuances. Pedro Silva, eventualmente com a benção do presidente cessante, conseguiu envolver na sua lista figuras ligadas ao CDS, caso do ex-vereador Vitor Silva, reformado da Direcção Geral de Viação e empresário com interesses vários. E somou mais votos.
Pedro Silva, tudo indica, vai concentrar-se nas novas funções e deixar vago o lugar no executivo onde a lista do PS já chega aos suplentes depois de tantas saídas e abandonos.
Não se trata de uma disputa claramente partidária, mas de qualquer modo o PSD saiu a perder tanto mais que não terá havido diálogo suficiente entre candidatos daquela área política para chegar à presidência. Fica a sensação que o teriam conseguido com algumas pontes de entendimento.
Ribau Esteves é um dos que estará atento à gestão da Rota da Luz pelo que já disse e repetiu depois na reunião de Câmara em Ílhavo de forma mais concreta, ao pôr em causa os salários pagos na comissão executiva.

19.12.05

Patrão e provedor

Surrealista, no mínimo, esta acumulação de funções!
"O Grupo AENOR criou recentemente a figura do Provedor do Cliente, cargo esse que será assumido pelo Presidente do Conselho de Administração, Luís Parreirão. A instituição desta figura tem como objectivo gerar uma verdadeira interacção com os clientes, oferecendo-lhes um serviço de alta qualidade e eficácia.
O grupo AENOR é o segundo maior concessionário rodoviário nacional e tem como objectivo liderar o mercado pela eficiência do seu desempenho e pela qualidade e satisfação do serviço prestado aos seus clientes".

GAMA e AMRIA

A Junta Metropolitana de Aveiro já pondera alternativas ao nado-morto que é a Grande Área Metropolitana de Aveiro (GAMA). Não valerá arrastar muito um modelo renegado pelo Governo PS. Não se compreende, de resto, que os socialistas demorem tanto a resolver este imbróglio.
O futuro da Associação dos Municípios da Ria está dependente do avanço ou recuo da GAMA. O autarca social democrata Ribau Esteves foi hoje reeeleito para a presidência dos dois organismos intermunicipais.
A Câmara de Aveiro, que fazia parte do anterior conselho de administração, passa a presidir à mesa da Assembleia Intermunicipal.
À primeira vista, considero que será uma despromoção para o concelho / cidade / capital de distrito.
E vai contra tantas declarações ouvidas de elementos da coligação PSD-CDS/PP que gere a Câmara, com particular evidência do vereador Miguel Capáo Filipe, que defendem sempre uma cidade líder regional.

16.12.05

Élio reaparece mas não fala

O presidente da Câmara de Aveiro foi dar um abraço a Cavaco Silva na inauguração da sede de campanha. Depois de muitos outros cumprimentos, recusou falar aos jornalistas. O silêncio é para durar até à próxima Assembleia Municipal.
É este o novo estilo presidencial que troca reuniões importantes da Câmara (a do pedido de empréstimo e a do plano e orçamento) por outros afazeres municipais ou que remete para os seus vereadores grande parte da intervenção pública. Definitivamente, as coisas mudaram. Para o bem ou para o mal se verá mais tarde.

15.12.05

Cavaco Silva

Cavaco Silva já não é um político profissional, de facto. Tornou-se uma máquina política.
Com andar robotizado e sorriso triunfal. Distribui beijos e abraços. Acena.
Na inauguração da sede de campanha na cidade de Aveiro, onde esteve numa fugaz aparição, encontrou uma pequena multidão (algum povo anónimo e muitos cavaquistas). E voltou a ensaiar o discurso da vitimização já ouvido durante a tarde em Santa Maria da Feira. Será que resulta ?

Vigo

A Associação de Desenvolvimento Regional do Entre Douro e Vouga levou esta semana os formandos do curso de dinamizadores de zonas industriais a conhecer o consórcio da zona franca de Vigo. Dois dias não terão chegado para ver tudo mas deve ter sido o suficiente para perceber o avanço que o mais importante pólo industrial galego leva em relação ao que se faz do lado de cá da fronteira.

Plano e orçamento

O presidente da Câmara de Aveiro não aprovou o plano e orçamento para 2006, por ter estado ausente da reunião em que os documentos foram analisados. A não ser que tenham sido motivos pessoais a impedir a sua presença, a falta pode ter um significado político: Élio Maia quis desvalorizar uma herança socialista que foi obrigado a assumir agora também como sua.
Mas no comunicado que escreveu para dar conta das linhas (muito gerais) do plano e orçamento teve, naturalmente, de reconhecer que o próximo ano será de continuidade. Conforme, de resto, já avisara.
Quanto aos números conhecidos causam alguma estranheza, pelo que tinha sido anteriormente por responsáveis autárquicos.
A discussão na Assembleia Municipal promete!
Actualização posterior: Ouvi o vereador do PS Marques Pereira justificar o voto contra. Se diz que o plano e orçamento é de continuidade, só poderia ter deixado passar os documentos. Afinal, está em causa o rumo traçado pelos socialistas. Não é assim ?

14.12.05

Crise

Muita gente pergunta "afinal onde está a crise ?" quando lê notícias de pacotes de férias esgotadas para o estrangeiro, das vendas recorde de carros de alta cilindrada ou assiste às invasões dos centros comerciais para compras de Natal.
"A crise", respondo eu, pode ser encontrada à porta do centro de emprego de Aveiro, por exemplo. Ela anda por lá, acompanha quem entra e sai. Não discrimina ninguém. Vêem-se muitos jovens, alguns com habilitações a mais para as oportunidades que encontram. Há desempregados (as) com as idades perigosas "dos quarentas e cinquentas" enfrentando uma sociedade que lhes parece querer vedar a existência.
Os semblantes mais tristes são de quem vai "meter os papéis" para o subsídio de desemprego.
As conversas andam à volta de empresas que fecharam, patrões que deixaram de pagar, rendas de casa em atraso, filhos para criar.
De panfletos nas mão, que alguns nem conseguem perceber bem o que dizem, tentam encontrar a saída do labirinto em que a vida se tornou.

13.12.05

Rota da Luz


A Região de Turismo Rota da Luz despertou o interesse a muita gente nos últimos tempos. Apareceu no roteiro político-partidário com a realização de eleições para a presidência da nova comissão executiva, de onde vai sair, após mais de uma década, Francisco Encarnação Dias.
Afinal o que motiva tantas possíveis candidaturas (3 ou 4 pelo que se lê) ?
O actual figurino das regiões de turismo e a forma como são financiadas não lhes dá margem para grandes iniciativas, a não ser manter postos de atendimento, lançar algum material promocional e subsidiar uma ou outra actividade.
A promoção turística que faz da região é, de resto, escassa. Nas últimas eleições autárquicas, o ex-presidente da Câmara de Aveiro, Alberto Souto, deu conta dessa insatisfação.
O futuro das regiões de turismo surge sempre indefinido em notícias que vão circulando na tutela (Ministério da Economia).
O envolvimento da comunidade empresarial da região ligada ao sector também não se tem notado por aí além.
O voluntarismo do novo presidente poderá não ser suficiente para relançar a Rota da Luz.
Espera-se, no entanto, que o lugar não seja usado apenas para fazer turismo...

Beira-Mar

A actual direcção do Beira-Mar jogou à defesa na Assembleia Geral que apresentou as contas da época anterior.
Se desportivamente o último ano de Mano Nunes & companhia foi desastroso e com inúmeros episódios inacreditavelmente rocambulescos, no plano financeiro a palavra prejuízo volta a não constar do relatório.
O elenco agora em funções acabou por não atacar a herança e até subscreveu o exercício contabilístico (em que o presidente Artur Filipe diz não acreditar) para não espicaçar possíveis adversários e agitar as hostes. É uma espécie de empate que serve a todos.
Diz a direcção que o clube precisa de tranquilidade. Pode ser que ajude a equipa de futebol a não perder o caminho da felicidade que tem encontrado em campo e liderar a classificação, apesar de ainda não convencer totalmente quem está de fora.
Artur Filipe não precisava era de sair mal da Assembleia Geral que marcou o seu reencontro com os associados após as eleições.
Que diria o presidente e os seus correligionários se Mano Nunes tivesse convocado no passado uma reunião que fosse desprovida de um ponto para discussão dos habituais "outros assuntos para o interesse do clube" ?
É certo que a agenda era apenas relativa às contas mas Artur Filipe se tivesse recuado para ouvir os sócios em questão teria ganho o prémio fair-play e não veria escusadamente um cartão amarelo.

11.12.05

Cimeira e falhas de protocolo

A Câmara de Aveiro marcou pontos ao organizar uma cimeira sobre os projectos TGV e Ota . A defesa dos interesses da região imponha uma iniciativa destas que ganha visibilidade por acontecer na véspera do Governo anunciar mais algumas decisões sobre o projecto. O presidente Élio Maia fez um bom discurso de abertura. Já não esteve tão bem no desempenho protocolar. O edil saiu da mesa de honra onde estavam os alcaides de Ciudad Rodrigo e Salamanca (que vieram a Aveiro prestar solidariedade e juntar as suas vozes em defesa à ligação pelo eixo do IP5). Élio Maia ouviu os convidados espanhóis de pé e pouco depois acabou mesmo por ser substituído pelo vereador Miguel Capão Filipe, até então uma espécie de mestre de cerimónias na condução das intervenções. A maioria errou também ao não endereçar convites ao Governo (nem sequer o Governador Civil foi convidado) e aos deputados municipais (pelo que foi noticiado).
Os vereadores da oposição, pelo menos da parte da manhã, também não se viram por lá.

Alegre

Manuel Alegre, que passou o sábado na região de Aveiro, tem melhores condições para ser o candidato da esquerda nas presidenciais, se Cavaco não for eleito à primeira volta. Esta é a opinião dos jornalistas da imprensa nacional que estão a acompanhar o poeta na pre-campanha. Outra indicação que me foi dada durante o almoço de Alegre em Aveiro é que o ex-primeiro-ministro terá muitas dificuldades em ganhar à primeira com a esquerda dividida. Aqui já não terei tanta certeza.
Manuel Alegre foi a Águeda e Aveiro juntando na capital do distrito ao almoço uma centena de apoiantes mas muito longe do que, por exemplo, Jerónimo de Sousa conseguiu. Viram-se muitas pessoas que são do PS e também alguns activistas de sindicatos normalmente afectos ao PC.

10.12.05

Talentos e artes

Eu não sei trautear uma canção até fim,
tocar uma nota que seja de um qualquer instrumento,
encaixar palavras em versos que façam sentido,
fotagrafar para além do óbvio,
cozinhar algo que outros possam achar comestível,
desenhar para além dos rabiscos que ficaram da infância,
dar dois passos de dança certos,
pintar sem borratar,
esculpir o mais simples objecto,
contar histórias,
ou sequer declamar,
mas se fosse talentoso nunca iria desistir de o querer mostrar,
para partilhar com outros que não sendo possam sentir as artes.

8.12.05

Ainda a derrota de Alberto Souto

Por muito fair-play político que Alberto Souto tente evidenciar, aceitando democraticamente a derrota eleitoral, sente-se que o ex-autarca não digeriu totalmente o fracasso da recandidatura ao terceiro mandato e terá ainda contas por ajustar.
Depois de uma homenagem que lhe foi feita num registo sóbrio mas significativo adiantou algumas das razões que terão contribuido para o desfecho inesperado das eleições de 9 de Outubro passado.
O ex-presidente apontou, entre outros motivos possíveis, "erros nossos" (do próprio ? Da Câmara então em funções ? Do PS local ?) que não explicitou. Não querendo relativizar os factores externos, as falhas próprias terão sido mais determinantes para a penalização sofrida.
Como o antigo presidente da Câmara Girão Pereira tantas vezes gosta de dizer, "é preciso dar muito carinho às pessoas". Élio Maia usou aquele ensinamento durante vários mandatos em S. Bernardo e depois na campanha. Hoje é ele que lidera o município.
Souto foi capaz de gerar essa empatia aquando da primeira candidatura. Aveiro ganhou uma dinâmica nova. Mas o executivo socialista do último mandato esqueceu-se para quem governava. E na hora de votar, foram os eleitores que não se lembraram de quem os governava. A (muita) obra feita não valeu para garantir a reeleição. Pelo contrário, nalguns casos só atrapalhou.

Tributo a Alberto Souto

Uma homenagem ao homem e à obra. Acho que é merecida.

7.12.05

Blogues e partidos

O PSD de Águeda teve um bom começo na oposição camarária.
Por cá, esperava-se mais dos eleitos do PS do que ordens de trabalho de reuniões de Câmara.
E não se entende o que leva Élio Maia a dar o nome a isto. Se o novo presidente não tem tempo para escrever é melhor não o deixar por conta de terceiros que, ainda por cima, apenas fazem uma revista de imprensa de notícias e só às referências mais favoráveis.

6.12.05

OTA & TGV

Ainda não há programa definitivo mas já se sabe que a cimeira “TGV: A Nova Rede de Alta Velocidade Aveiro – Salamanca, o novo Aeroporto da OTA e os seus interesses estratégicos de Portugal” contará com algumas das vozes que mais contestam as opções do Governo PS naquelas matérias.
A Câmara de Aveiro resolveu dar mais alguma chama a este lobbie.
Só é pena, e estranho, que não esteja ninguém do elenco governamental (nem o Governador Civil ?!) para responder às críticas.
A dois dias do Governo apresentar o programa do TGV, a cimeira teria um protagonismo ainda maior.

Empréstimos e factoring

Esta notícia por um lado prova que a Câmara de Aveiro ainda tem capacidade de endividamento e, por outro, avaliza como boa a estratégia de Alberto Souto para aliviar o passivo. "Tantas críticas e agora seguem o mesmo caminho", deve ter pensado o ex-autarca.

5.12.05

Soares surpreendente

Soares é a surpresa da campanha presidencial.
Surpreendeu ao anunciar a candidatura. Surpreende pela energia dos seus 80 (quase 81) anos.
"Cavaco é que está com ar envelhecido", comentava um jovem apoiante socialista hoje durante a jornada de Aveiro.
Soares fez campanha na cidade durante nove horas e saiu com o mesmo ar com que chegou.
O programa correu bem, com uma mãozinha de fiéis socialistas da Universidade.
A parte mais política foi, ao fim da tarde, na inauguração da sede de campanha da cidade onde o PS marcou presença em força.
Notas para o regresso à ribalta de José Mota. O autarca de Espinho é director distrital da campanha e pode estar a espreitar novamente voltar à liderança da Federação do PS após a demissão de Alberto Souto. O ex-autarca veio a Aveiro para cumprimentar Soares à hora do almoço mas não acompanhou o resto do programa.

Roupa suja


Pelo que se lê e ouve, a mudança de maioria na Câmara de Aveiro está a servir para lavar muita roupa suja.
Nenhuma surpresa. Afinal, é a tarefa a que os políticos, habitualmente, mais se gostam de dedicar nos primeiros momentos de alternância de poder.

4.12.05

Jerónimo de Sousa

Jerónimo de Sousa não precisou de despir a ortodoxia para dar uma alma nova ao PCP. Isso nota-se dentro e fora do partido.
O secretário-geral soube criar empatia, mas impõe-se pelo seu carisma. Um mix indispensável no marketing político.
Ao olhar para o salão dos bombeiros Novos de Aveiro repleto de apoiantes (notou-se, naturalmente, a mobilização do PCP e dos sindicatos afectos), o candidato presidencial mostrou-se surpreendido. Nada parecido com o que aconteceu há dez anos, aquando da sua primeira candidatura, comparou.
Os apoiantes garantem que Jerónimo de Sousa vai "até ao fim" e assim contribuir para a "derrota da direita". E nem querem discutir mais a hipótese de desistência sem ir a votos. O risco é grande mas candidato e partido parecem determinados em chegar à segunda volta.

2.12.05

Telhados de vidro

A coligação PSD - CDS/PP que lidera a Câmara de Aveiro até pode ter as suas razões para colocar em causa o processo que levou Miguel Lemos a ser designado director-geral da PDA. Os telhados de vidro é que são uma chatice.

1.12.05

Os erros de Souto

O ex-presidente da Câmara, Alberto Souto, errou ao legitimar a contratação de Miguel Lemos para a PDA nos termos que têm sido noticiados. Mais não fosse porque, à semelhança do que fez com Paulo Ribeiro no Teatro Aveirense, nunca poderia assumir compromissos desta natureza na véspera das eleições. Mesmo que certo da reeleição, deveria ter sido mais ponderado.
Assim deixou cair sobre a sua presidência mais uma mancha que vai demorar tempo a limpar. E a homenagem do dia 8 de Dezembro, certamente, não será suficiente para reabilitar a imagem do antigo autarca junto dos aveirenses.

30.11.05

PDA

A notícia veio na imprensa local e logo serviu de rastilho aos mais diversos comentários. Por isso, é impossível não acompanhar algumas discussões nos blogues, um campo mais propício para comentários e opinião quase em tempo real.

Nolasco desafinou

Afinal, as razões financeiras que foram invocadas pela Câmara de Aveiro para dispensar Paulo Ribeiro e o seu adjunto do Teatro Aveirense perderam força e os mesmo responsáveis agora já não querem abordar publicamente assuntos de salários e afins.
Maria da Luz Nolasco, a directora-geral, mostrou-se até indignada ("não estamos a saldo, até podemos ser mais caros") com as questões sobre aquele assunto colocadas numa conferência de imprensa esta quarta-feira que não lhe correu muito bem.
A dado momento, não resistiu em substituir-se à imprensa escrita e falada para colocar questões a uma futura colaboradora que os jornalistas não estavam, na altura, especialmente interessados em ouvir.
De duvidoso gosto foi também afirmar "somos de Aveiro e isso já define um perfil" como uma especial mais valia da nova equipa.
Surpreendeu-me ainda que uma pessoa que estou habituado a ver desde os tempos de vereadora do CDS e depois no museu de Aveiro sempre com trato simpático e disponível, se tenha insurgido, em tons inapropriados, censurando directamente um jornalista que pedira esclarecimentos sobre o facto de Rui Sérgio não vir em exclusividade para a direcção artística, ao dizer que era "uma pergunta de quem não sabe". Ora se não sabia, só fez bem em perguntar.

Agenda

Estive de volta da minha velhinha agenda de contactos de trabalho. Seguro de vida para qualquer jornalista.
Já a perdi e reencontrei.
As folhas amareleceram. Rasgaram-se. Algumas desapareceram inesplicavelmente no meio do bulício. Mas tem aguentado estoicamente ao passar do tempo.
Tornou-se menos útil. É difícil encontrar os telefones quando mais precisamos deles.
Há nomes e números fora da ordem alfabética.
Gente que foi notícia e, entretanto, deixou de ser.
De quem perdi o rasto e o rosto.
Por vezes, faz-me recordar nomes apagados da memória.
Encontro referências a pessoas que já faleceram e, respeitosamente, nunca risquei da lista.
Há números fixos antes dos 034 e telemóveis 0676.
Mas também já aparece, sinal dos tempos, um ou outro e-mail.
O que tem valido mais algum tempo de serviço à velhinha agenda é a perguiça de passar número a número para um qualquer gadget electrónico. Aproxima-se a hora de agendar esta tarefa.

Bairrada


A revista Beberes dedicou o seu número de Novembro à região demarcada da Bairrada. Tão perto e ainda tão desconhecida.
O produtor de vinho Mário Sérgio Alves é um dos rostos da nova geração que abraçou o mundo do vinho a partir da Quinta das Bageiras.
Um roteiro dos melhores sabores da Bairrada que não merece o esquecimento a que tem sido votada.

28.11.05

O apagamento de Élio Maia e a gaffe de Capão Filipe

Élio Maia trouxe um novo estilo à presidência da Câmara de Aveiro. A sua disponibilidade para ouvir quem lhe queira falar tem valido muitos pontos neste início difícil de mandato.
Uma das outras novidades é que o autarca da coligação PSD-CDS/PP leva a sério a delegação de competências. Nas reuniões de Câmara, por exemplo, são os vereadores que apresentam as propostas e dão esclarecimentos sobre os seus pelouros.
Na sessão pública de hoje à tarde praticamente não se ouviu o presidente.
Isso nunca acontecia com Alberto Souto, que, geralmente, conduzia os trabalhos apresentando os assuntos e respondia, em primeiro, sobre tudo a todos.
Não aconteceria também como sucedeu esta segunda-feira ser um vereador (no caso Miguel Capão Filipe), a apresentar uma proposta da primeira iniciativa camarária de grande importância política que vai ser discutir em Dezembro numa "cimeira"regional as opções do Governo no que toca a temas relevantes como são o TGV / aeroporto da OTA.
Ou deixar sem resposta as críticas do PS à contratação de um director artístico a part-time para o Teatro Aveirense.
Este apagamento do presidente tem poucas excepções e em temas de menor relevância.
Quanto aos vereadores, o voluntarismo de Miguel Capão Filipe levou-o hoje a cometer uma gaffe ao responder a um pedido de esclarecimento do PS sobre onde andam os táxis máritmos quando o assunto está sob alçada da MoveAveiro, empresa municipal presidida pelo vereador Pedro Ferreira. Este, sem esconder algum desconforto, acabaria por dar mais algumas informações adicionais. Capão Filipe, para disfarçar, ainda rematou o assunto como se não tivesse acontecido nada. Foi pior a emenda. Esta confusão também pode ser justificada, é certo, por Capão Filipe ter o pelouro da mobilidade. O que torna evidente alguma incoerência na distribuição de funções.